3 de abr de 2019

História: Independência dos Estados Unidos


Só alegria? Beleza pura...

Hoje foi dia de tomar um café gostoso e falar de um dos maiores fenômenos da história da humanidade: Independência dos EUA.

Aprenda os motivos e saiba como esse processo influenciou os demais países da América.


Curtiu? É só compartilhar e ser feliz...

25 de mar de 2019

Conversa de Café: Kingdom

donna rita - srmarido - conversa de café - netflix - kingdom

Uma das boas surpresas do catálogo Netflix desse inicio de 2019, Kingdom estava ai, chegou sorrateiramente e tomou o coração desse humilde amante degustador de filmes de zumbis que vos escreve.

Confesso que o que me chamou a atenção logo de cara foi o conceito. Zumbis de uma Coreia do século XV. Mais interessante ainda, os mortos vivos são apenas um pano de fundo da verdadeira trama. Um rei moribundo desperta o interesse do conselho em dar um golpe de ESTADO!!!!

E o melhor de tudo: são somente seis episódios. As histórias paralelas não tomam muito o tempo da trama principal. Ou seja, tudo ocorre no seu devido tempo, sem enrolações. Uma série feita para ser maratonada sem dó, nem piedade.

Tudo estava caminhando muito bem, mas só faltava romper uma barreira para começara desbravar o mundo fantástico da Coreia "feudal". Estou muito pouco acostumado com produções que não sejam os enlatados americanos. Até hoje ainda sofro para acompanhar o ritmo do Dark. Minha infância foi abalada por filmes de ação dos anos oitenta. Só fui ter contato com escolas diferentes de cinema na faculdade. Bons tempos.

Mas como já havia acompanhado o "Invasão Zumbi", longa sul coreano que passa por todos os gêneros possíveis mesmo sendo um filme de zumbi, varia desde o trash ao drama, terror, etc...Depois de um longo passeio pelo catálogo Netflix, sem achar nada interessante, comprei a ideia.

O primeiro episódio é um desafio, o mais lento de todos. A trama é iniciada acompanhando a história do príncipe prestes a ser vítima de um golpe de Estado. Se você é realmente uma pessoa sedenta por zumbis pode achar esse primeiro episódio um tanto arrastado. No entanto, vou te falar uma coisa: Os demais episódios compensam esse sacrifício.

Tem mortos vivos, luta de espadas, e uma fotografia espetacular. São várias as cenas que exploram a beleza do cenário. 

Entretanto nem tudo é maravilha, alguns pontos negativos podem ser apontados. Algumas tomadas de decisões parecem um tanto forçadas, uma espécie de canetada do roteirista, para ligarem alguns pontos. A maquiagem dos mortos vivos também me parece um pouca sofrida. E, ao final da temporada, muita coisa fica solta para um futuro. 

Kingdom sofre um pouquinho para embalar, sofre um tanto mais com algumas decisões no mínimo estranhas, no entanto termina muito bem. O ultimo episódio é muito bom e traz um belo gancho, um gostinho de quero mais, para uma futura temporada. Tá prometendo muito.

Em suma, Kingdom é uma série boa que acerta muito e erra e erra um tanto. E pela quantidade pequena de episódios acaba sendo uma boa pedida para aquele final de semana chuvoso, sem nada para fazer.

Pode dar o play sem medo de ser feliz...



17 de mar de 2019

Prece Cósmica

donnarita - luiznase - srmarido - literatura - gatos

Oh Universo! Detentor de todo o conhecimento.
Oh! Tu que conhece a tudo e a todos. Detentor do verdadeiro significado da existência humana.
Venho, humildemente, lhe fazer um pedido diante de toda a sua grandeza.

Há oito anos atrás você colocou em minha vida um pequeno ser preto e raivoso que mais parecia um morcego cabeçudo. Mas era um gato. Um pequeno ser preso em uma gaiola a espera de uma nobre alma que pudesse lhe dar um lar.

Apareceu no mesmo ano em que conheci minha esposa. Para ser sincero, creio que eu apareci na vida dessas duas pessoas especiais. Não sei ao certo a ordem de quem chegou primeiro. Depois de um tempo as coisas se misturam na cabeça.

Aquela pequena vida, aquele pequeno "morcego" foi meu primeiro animal de estimação. Como pode perceber eu fui uma criança que cresceu sem saber lidar com o sentimento do luto, sem conhecer o aspecto principal da vida: a morte.

Aprendi a conviver com aquele olhar cheio de vida que me perseguia e julgava ao mesmo tempo.

Aqueles pequeno olhos amarelos testemunharam o que parecia ser apenas um encontro casual se transformar em uma bela história de amor. Testemunharam ainda a minha evolução como homem, um ser humano melhor.

Outros pequenos felinos apareceram no decorrer do tempo para dar corpo e vida á essa família que estava em formação. Todos com suas particularidades, o que os tornam especiais. Mas Shamira era diferente. Sempre nos lugares mais altos, liderando e repreendendo os demais gatos. 

Era a imperatriz do pequeno reino fictício dos gatos.

Invejada pelos demais. Sua história se confundia muito com a nossa história de vida. Um pequeno avatar de nosso amor.

Foram anos bem felizes. Hoje a casa esta mais vazia assim como o meu peito. Um império sem imperatriz, um vazio.

Por isso...

Oh Universo! Detentor de todo o conhecimento
Oh! Tu que conhece a tudo e a todos. Detentor do verdadeiro significado da existência humana.
Venho, humildemente, lhe fazer um pedido diante de toda a sua grandeza.
Sei que meus gatos são muito legais, mas por favor deixe-os aqui comigo.
Arranje os seus próprios gatos!

Obrigado Shamira por ter salvado nossas vidas...


11 de mar de 2019

Conversa de Café: Capitã Marvel

donnarita - luiznase - srmarido - conversa de cafe - filmes - capita marvel

Um filme certo na hora certa...

Capitã Marvel finalmente estreou depois de um hype monstruoso criado pelo excelentíssimo Guerra Infinita. Aliás, palmas para  a Marvel que foi capaz de conseguir criar toda uma atmosfera favorável com uma única cena pós crédito para introduzir a seu primeiro longa protagonizado por uma figura feminina. 

O filme certamente não está no nível de seu antecessor e nem deveria, pois o sarrafo foi elevado a um patamar praticamente inalcançável, porém é um dos melhores filmes de origem do MCU. Melhor do que Capitão América, por exemplo. Aquela cena pós credito do pager vendeu a ideia de que Capitã Marvel seria espetacular. Criou um hype para um personagem que nem é conhecido do grande público.

Eu mesmo comprei meu ingresso antecipadamente, e fui totalmente vendido, disposto a acreditar no sucesso do filme. E pelo jeito mais pessoas fizeram isso. O filme bateu a marca de 455 milhões em sua primeira semana. 

O primeiro filme protagonizado por um personagem feminino do universo Marvel já pode ser considerado um sucesso, mesmo com toda uma galera torcendo contra, fazendo campanhas para negativar o filme nos sites de avaliação. Essa é uma das coisas que não consigo entender. Creio que filmes bons seriam algo benéfico para todo mundo que gosta dos quadrinhos retratados no cinema. 

Mas, vai saber...

Muitos são os pontos positivos do filme. Brie Larson - já reconhecida como atriz de Oscar - foi espetacular, esbanjou uma ótima atuação e muito carisma. A sua parceria com Samuel l Jackson funcionou de maneira excelente tanto nas cenas de ação como nas cenas de alivio cômico. Aliás, foi muito interessante conhecer esse outro lado do Nick Fury. Em nenhum momento os diretores, ou a fotografia não sei muito bem, explorou a sexualidade da personagem, o que geralmente acontece em películas dirigidas por homens. Estou me referindo aqueles closes nas curvas das atrizes assim como acontece com a Viúva Negra

E além de tudo isso tem a questão da representatividade, o poder feminino.

O filme não é necessariamente uma carta aberta convocando a união de todas as feministas do mundo. Existem outros filmes por aí são muito mais representativos, como por exemplo, "As sufragistas˜. Porém, é um filme de massa protagonizado por uma mulher forte. Em nenhum momento a figura masculina é necessária para que a heroína atinga a totalidade de seu poder, muito pelo contrário, ela chega ao poder absoluto por si só. 

A sociedade até aceita que filmes cults possam abordar tais temáticas, como se tivessem uma licença poética para fazer o que bem entender, uma leitura social. Entretanto, em um filme voltado para as massas esse apelo tem o poder de despertar todo um sentimento conservador. 

Capitã Marvel está sofrendo com esse ódio, assim como foi com o excelentíssimo Estrada da Fúria.

Em uma sociedade saudável, não existiria tal polêmica, um filme desses seria considerado algo absolutamente normal. No entanto, em uma sociedade doente isso é o suficiente para provocar debates. É por isso que afirmo que Capitã Marvel é um filme certo na hora certa. Precisamos de mais longas assim, capazes de suscitar debates e romper paradigmas, para quem sabe nos tornarmos uma sociedade melhor. 

Não é o melhor filme da Marvel, longe disso. Mas já é válido por todo o "incômodo" que proporcionou, todo o debate, toda a discussão. 

Precisamos de mais heroínas assim.


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