17 de mar de 2019

Prece Cósmica

donnarita - luiznase - srmarido - literatura - gatos

Oh Universo! Detentor de todo o conhecimento.
Oh! Tu que conhece a tudo e a todos. Detentor do verdadeiro significado da existência humana.
Venho, humildemente, lhe fazer um pedido diante de toda a sua grandeza.

Há oito anos atrás você colocou em minha vida um pequeno ser preto e raivoso que mais parecia um morcego cabeçudo. Mas era um gato. Um pequeno ser preso em uma gaiola a espera de uma nobre alma que pudesse lhe dar um lar.

Apareceu no mesmo ano em que conheci minha esposa. Para ser sincero, creio que eu apareci na vida dessas duas pessoas especiais. Não sei ao certo a ordem de quem chegou primeiro. Depois de um tempo as coisas se misturam na cabeça.

Aquela pequena vida, aquele pequeno "morcego" foi meu primeiro animal de estimação. Como pode perceber eu fui uma criança que cresceu sem saber lidar com o sentimento do luto, sem conhecer o aspecto principal da vida: a morte.

Aprendi a conviver com aquele olhar cheio de vida que me perseguia e julgava ao mesmo tempo.

Aqueles pequeno olhos amarelos testemunharam o que parecia ser apenas um encontro casual se transformar em uma bela história de amor. Testemunharam ainda a minha evolução como homem, um ser humano melhor.

Outros pequenos felinos apareceram no decorrer do tempo para dar corpo e vida á essa família que estava em formação. Todos com suas particularidades, o que os tornam especiais. Mas Shamira era diferente. Sempre nos lugares mais altos, liderando e repreendendo os demais gatos. 

Era a imperatriz do pequeno reino fictício dos gatos.

Invejada pelos demais. Sua história se confundia muito com a nossa história de vida. Um pequeno avatar de nosso amor.

Foram anos bem felizes. Hoje a casa esta mais vazia assim como o meu peito. Um império sem imperatriz, um vazio.

Por isso...

Oh Universo! Detentor de todo o conhecimento
Oh! Tu que conhece a tudo e a todos. Detentor do verdadeiro significado da existência humana.
Venho, humildemente, lhe fazer um pedido diante de toda a sua grandeza.
Sei que meus gatos são muito legais, mas por favor deixe-os aqui comigo.
Arranje os seus próprios gatos!

Obrigado Shamira por ter salvado nossas vidas...


11 de mar de 2019

Conversa de Café: Capitã Marvel

donnarita - luiznase - srmarido - conversa de cafe - filmes - capita marvel

Um filme certo na hora certa...

Capitã Marvel finalmente estreou depois de um hype monstruoso criado pelo excelentíssimo Guerra Infinita. Aliás, palmas para  a Marvel que foi capaz de conseguir criar toda uma atmosfera favorável com uma única cena pós crédito para introduzir a seu primeiro longa protagonizado por uma figura feminina. 

O filme certamente não está no nível de seu antecessor e nem deveria, pois o sarrafo foi elevado a um patamar praticamente inalcançável, porém é um dos melhores filmes de origem do MCU. Melhor do que Capitão América, por exemplo. Aquela cena pós credito do pager vendeu a ideia de que Capitã Marvel seria espetacular. Criou um hype para um personagem que nem é conhecido do grande público.

Eu mesmo comprei meu ingresso antecipadamente, e fui totalmente vendido, disposto a acreditar no sucesso do filme. E pelo jeito mais pessoas fizeram isso. O filme bateu a marca de 455 milhões em sua primeira semana. 

O primeiro filme protagonizado por um personagem feminino do universo Marvel já pode ser considerado um sucesso, mesmo com toda uma galera torcendo contra, fazendo campanhas para negativar o filme nos sites de avaliação. Essa é uma das coisas que não consigo entender. Creio que filmes bons seriam algo benéfico para todo mundo que gosta dos quadrinhos retratados no cinema. 

Mas, vai saber...

Muitos são os pontos positivos do filme. Brie Larson - já reconhecida como atriz de Oscar - foi espetacular, esbanjou uma ótima atuação e muito carisma. A sua parceria com Samuel l Jackson funcionou de maneira excelente tanto nas cenas de ação como nas cenas de alivio cômico. Aliás, foi muito interessante conhecer esse outro lado do Nick Fury. Em nenhum momento os diretores, ou a fotografia não sei muito bem, explorou a sexualidade da personagem, o que geralmente acontece em películas dirigidas por homens. Estou me referindo aqueles closes nas curvas das atrizes assim como acontece com a Viúva Negra

E além de tudo isso tem a questão da representatividade, o poder feminino.

O filme não é necessariamente uma carta aberta convocando a união de todas as feministas do mundo. Existem outros filmes por aí são muito mais representativos, como por exemplo, "As sufragistas˜. Porém, é um filme de massa protagonizado por uma mulher forte. Em nenhum momento a figura masculina é necessária para que a heroína atinga a totalidade de seu poder, muito pelo contrário, ela chega ao poder absoluto por si só. 

A sociedade até aceita que filmes cults possam abordar tais temáticas, como se tivessem uma licença poética para fazer o que bem entender, uma leitura social. Entretanto, em um filme voltado para as massas esse apelo tem o poder de despertar todo um sentimento conservador. 

Capitã Marvel está sofrendo com esse ódio, assim como foi com o excelentíssimo Estrada da Fúria.

Em uma sociedade saudável, não existiria tal polêmica, um filme desses seria considerado algo absolutamente normal. No entanto, em uma sociedade doente isso é o suficiente para provocar debates. É por isso que afirmo que Capitã Marvel é um filme certo na hora certa. Precisamos de mais longas assim, capazes de suscitar debates e romper paradigmas, para quem sabe nos tornarmos uma sociedade melhor. 

Não é o melhor filme da Marvel, longe disso. Mas já é válido por todo o "incômodo" que proporcionou, todo o debate, toda a discussão. 

Precisamos de mais heroínas assim.


6 de mar de 2019

História| Iluminismo, liberdade de expressão e youtube



Só alegria? Beleza pura...

Aproveitando o hype da "desmonetização" de alguns canais do youtube venha participar desse bate papo, passeando pela história da humanidade, sobre Liberdade de Expressão. Vamos falar um pouco sobre Iluminismo, direitos humanos e por ai vai.

E o principal, vamos ver a diferença entre 'opinião' de 'manifestação de ódio".


Curtiu? É só compartilhar e ser feliz...

25 de fev de 2019

Na sua estante| Jurassic Park: O mundo perdido

donna rita - na sua estante - srmarido - luiznase - livros - o mundo perdido

Lançado em 1995, e escrito por Michael Crichton, O mundo Perdido se passa seis anos após os acontecimentos da Ilha Nublar. Acontecimentos esses (que selaram o destino do Jurassic Park) que mais tarde se transformariam em um excelentíssimo filme nas mãos lendárias de Steven Spielberg.

Um filme sobre dinossauros é justificável pelos efeitos especiais, ainda mais quando eles revolucionam o cinema. Mas porque ler um livro de dinossauros? Ainda mais quando não se tem muitas ilustrações?

O livro é uma viagem pelo fantástico mundo da genética. São utilizados termos técnicos sim - o que poderia afastar um leigo, ou causar horrores a qualquer um que não tenha muita paciência -, mas é tudo elaborado de maneira diferenciada. Alguns personagens leigos são introduzidos em conversas justamente para representar o leitor. Aí as teorias são explicadas de maneira mais didática.

E tem muito dinossauro, pra todo canto e para todo gosto. Isso é muito bom, afinal quem não gosta de dinossauros?

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Chega de conversa mole e vamos diretamente para o enredo dessa obra prima.

Uma expedição é organizada para a Ilha Sorna. A ilha é nada mais nada menos do que uma central de produção de dinossauros em série. A parte glamurosa (o Jurassic Park) era localizada na Ilha Nublar. Faz sentido uma vez que John Hammond estava procurando a aprovação dos investidores, tudo tinha de ser um espetáculo perfeito, sem margens para erro. Já em Sorna estava localizado, o canteiro, o trabalho 'sujo' da Ingen.

O paleontólogo Richard Levine, desconfiado dos incidentes da ilha Nublar e da existência de dinossauros, decidiu formar uma expedição para explorar a nova ilha misteriosa e estudar o comportamento dos nossos queridos amigos jurássicos. Impulsivo, acabou indo na frente e desaparecendo deixando aí um mistério a ser desvendado. O restante da equipe que partiu em uma missão de resgate é liderada pelo veterano Ian Malcolm, o mesmo matemático defensor da teoria do caos, presente no incidente do parque. Dois personagens desse grupo são realmente muito bons: o próprio Ian Malcolm e Sarah Harding.

O forte do Dr Malcolm não é ação, e nem muito menos a sedução (aposto que todos devem lembrar bem do Dr fazendo uma pose sexy no primeiro filme da série. O personagem desempenha aqui mais uma vez o papel de filósofo. A suas participações sempre trazem um momento de reflexão acerca de teorias como a da evolução, a teoria da rainha vermelha, ou até mesmo a da extinção. A teoria da extinção é o elemento que despertou o interesse do Dr Malcolm em ir até a Ilha Sorna. Sua participação é brilhante e as melhores passagens são protagonizadas por ele.

Sara Harding é outro personagem de muita profundidade no livro. Especialista no comportamento de grandes predadores, Sarah integra a equipe á pedido do matemático. O livro deixa a entender que existe algo de romântico no passado dos dois, mas, pelo bem do livro, o autor optou por não abordar o aspecto amoroso. Sarah Harding acaba sendo a protagonista das cenas de ação, uma líder sempre tomando a frente na resolução de problemas, e guiando o grupo pelo caminho mais seguro. Uma personagem totalmente relevante, o que não é muito comum no mundo da ficção científica em se tratando de uma personagem feminina. 

No decorrer do livro, outro grupo de pesquisadores é apresentado. Uma outra expedição organizada pela empresa Byosin - concorrente da Ingen - com objetivo de roubar ovos de animais que ainda habitam a ilha. Equipe formado do Dodgson. O mesmo Dodgson que aparece no primeiro livro e filme subornando um funcionário do parque para conseguir embriões dos dinossauros.

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O livro é muito bem escrito. Tem uma harmonia, um equilíbrio entre a filosofia, a contemplação e as cenas de ação muito bem feitas. Como por exemplo a parte final em que o livro não lhe deixa estar em paz até que você tenha acompanhado o desfecho da história.

E para finalizar, a arte que a Editora Aleph traz para a edição do livro é algo espetacular. Diagramação de alta qualidade, mapa da ilha, desenhos de dinossauros. Tudo feito com muito capricho, riqueza de detalhes. 

Esforços não foram poupados para fazer a experiência de ler O mundo Perdido ser algo maravilhoso.

Sem dúvidas, um dos melhores livros de ficção científica que tenho aqui na minha humilde estante de livros.

Ficha técnica:
Origem: NACIONAL
Editora: EDITORA ALEPH
Edição: 1
Ano de Edição: 2017
Idioma: PORTUGUÊS
Ano: 2016
País de Produção: BRASIL
Encadernação: BROCHURA
Altura: 23,00 cm
Largura: 16,00 cm
Comprimento: 2,50 cm
Peso: 0,60 kg
Nº de Páginas: 488



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