10 de jun de 2019

Fazendo meu dinheiro aparecer: a prática


Já falamos por aqui que precisamos largar o tabu sobre conversar sobre finanças, como mapear nossa situação financeira, sobre transformar nossos sonhos em metas e hoje quero falar de um assunto mais prático: como fazer tudo isso acontecer de verdade, fora do papel.

Mas antes, reforço: o controle financeiro é um dos melhores caminhos para obter saúde financeira. Saiba quanto dinheiro entra, quanto dinheiro sai e para onde ele vai. Anote tudo! Como eu já disse anteriormente não importa a ferramenta, mas utilizar um caderno só para esse fim e anotar todos os lançamentos de forma manuscrita vai te ajudar a ficar mais consciente da sua situação.

Um dos jeitos mais rápidos e simples de ver seu dinheiro aparecer é analisar suas contas e avaliar quais podem ser diminuídas ou até mesmo cortadas. Seja realista, pequenas reduções já podem fazer boa diferença no seu orçamento. Por aqui, eu diminui o pacote de tv por assinatura que de R$261,90 mensais passou para R$198,00. São R$766,80 de economia em um ano. Outra mudança foi no meu pacote de internet móvel: de R$49,90 para R$27,99. Mais R$262,92 economizados por ano. Passei a levar marmita e lanchinhos nos dias que trabalho fora, uma economia em torno de R$40,00 por semana que no final do ano me farão ter gasto R$1920,00 a menos!!!
Você também pode tentar diminuir alguns merréis nas contas de consumo, modificando um pouquinho os seus hábitos, basta tentar.

Saindo das contas fixas, pegue seu mapa financeiro e responda: com que eu gastei meu dinheiro nos últimos três meses? Com "brusinhas" baratinhas de dez contos que eu não precisava? Com um sapato amarelo chiquetérrimo que combina com uma roupa específica do meu guarda-roupa? Indo em todas as baladas para que fui chamada e rachando a conta da mesa mesmo tendo tomado só uma cervejinha? Almoçando fora todos os dias da semana? Analisando suas respostas avalie o que não é prioridade pra você e o que pode ser cortado. Tô vendo você torcer o nariz! risos Eu não estou dizendo para você se privar de tudo e viver a pão e água. Somente você e ninguém mais será capaz de avaliar quais são os itens desnecessários do seu orçamento, quais você pode planejar melhor para possuir e quais estão sendo realizados só por impulso.    

controle financeiro

Uma das técnicas pra me ajudar a diminuir minhas compras por impulso eu retirei do livro Me Poupe, da Nathalia Arcuri e, segundo ela, foi ensinada pelo Professor Marcos Silvestre e funciona assim: antes de comprar qualquer coisa que eu não havia me planejado eu me pergunto se (1) Eu quero mesmo? (2) Eu mereço? (3) Eu preciso? (4) Eu posso? e por último (5) Eu devo? Ao responder essas perguntas para mim mesma de forma sincera eu consigo refrear alguns impulsos, principalmente nas duas últimas questões que me fazem pensar se eu realmente posso pagar por aquilo e se não estarei sacrificando algo que possa ser mais importante para mim em outro momento.

Deu pra perceber a importância de ter um registro da sua vida financeira pra poder fazer seu dinheiro aparecer, não deu? Se você não tem uma ferramenta de preferência, te convido a conhecer o Controle e Planejamento Financeiro, dá uma olhada. 

Eu sei que o texto está longo, mas aguenta só mais um pouquinho.

Uma das lições mais importantes que aprendi nessa minha jornada da educação financeira é que preciso fazer meu dinheiro trabalhar por mim. Economizar e apenas guardar o dinheiro não vai me levar muito longe e nem fazer a diferença que eu preciso para conquistar minhas metas: eu preciso aprender a investir! 
E é nesse ponto que estou no meu caminho, aprendendo a investir. Então sinto muito, não poderei ajudar muito nessa parte, apenas te dizendo: estude, estude, estude! Tem um monte de conhecimento de qualidade e gratuito aqui na internet. Livros e cursos com valores acessíveis também.
O que eu tenho feito é não esperar o dinheiro sobrar! Já que agora tenho o controle do meu orçamento eu separo uma quantia mensal, antes mesmo de pagar minhas contas, como se fosse um boleto que devo a mim mesma. Por enquanto só me arrisquei em investimentos de renda fixa toca aqui tesouro direto, mas estou estudando alguns com riscos mais moderados e quem sabe, volto aqui pra contar pra vocês em breve. 

Neste texto eu não considerei dívidas grandes ou uma situação financeira totalmente no vermelho, senão isso ia ficar longo demais, mas se esse é o seu caso e antes de tudo você precisa colocar a vida em ordem, clica aqui que tem algumas dicas para te ajudar a sair do vermelho.

Ufa! Espero ter te ajudado a acender uma luzinha aí e te mostrar que é possível fazer seu dinheiro ser suficiente. Espero que minha experiência possa te animar de algum jeito. É claro, você precisa considerar o seu contexto e lembrar sempre que mesmo que muito dependa de nós, existem diversas condições que dependem sim de fatores externos e nessas horas e não devemos nos estressar com aquilo que não podemos controlar.

Este é o quarto de uma série de 5 textos sobre a minha educação financeira e como venho me organizando para fazer meu dinheiro me ajudar a alcançar as minhas metas de vida. Neste texto estão algumas das referências que eu estou utilizando para estudar e me organizar, basta clicar nos links (textos sublinhados) que você será direcionado para elas, mas no próximo texto deixarei a lista completa.
 

30 de mai de 2019

Transformando nossos sonhos em metas

organização financeira

No texto anterior falamos sobre como mapear nossa atual situação financeira, passo importante para nos ajudar a transformar nossos sonhos em planos de uma forma planejada e possível.
Transformando nossos sonhos em metas aumentamos a probabilidade de tirá-los do papel, pois conseguimos analisar de forma mais consistente quais são os passos necessários para chegar até nosso sonho. Se ao olhar pra essa meta ela parecer grande demais, podemos traçar passos menores, pequenos objetivos que quando alcançados, nos deixarão cada vez mais próximo do resultado esperado.

Existe um montão de conteúdo nesta internet dimeudeuso pra te ajudar a traçar metas inteligentes, então nem vou ficar me prendendo muito aos pequenos detalhes - mas se você achar necessário, só falar que podemos conversar mais sobre isso depois, mas um site que pode te ajudar muito é o Finanças Práticas, que tem uma seção inteirinha voltada ao planejamento financeiro.

Eu também disse no texto anterior que é produtivo focar em apenas um objetivo, aquele grande e que faz todo sentido para o nosso propósito de vida. Geralmente essa é nossa meta de longo ou até longuíssimo prazo, como obter liberdade financeira, comprar a casa própria, passar sua aposentadoria nas Bahamas ou o que você quiser - lembre que esse sonho é seu, é o que você quer e não o que querem para você. Coloca tudo no papel!

Colocar sua energia focada em uma só direção provavelmente te deixará mais motivada a usar melhor o seu dinheiro, a reavaliar despesas e encontrar formas de economizar (tchau pacote master blaster da tv por assinatura que ninguém assiste!!!).

Mas é claro que não vamos ignorar que no caminho podem surgir objetivos menores, como uma viagem de férias, a compra de um objeto desejado, a reforma de um cômodo da casa, enfim. Todos esses outros objetivos que surgirem devem ser colocados no papel, classificados em escala de prioridade, planejados e transformados em metas, sejam de curto, médio ou longo prazo (dá pra incluir curtíssimo e longuíssimo prazo se você assim quiser). Pode parecer uma chatice sem tamanho ter que planejar tudo, eu sei, eu também achei que era, mas no momento que eu atingi minha primeira meta de curto prazo com sucesso (que foi comprar meu celular à vista e com um bom desconto) e vi que não tinha me desviado do caminho do meu objetivo maior, não tinha ficado com nenhuma dívida e não me privei de nada importante pra isso, eu percebi que estava no caminho certo e fiquei mais motivada a prosseguir. O planejamento financeiro (ou de qualquer outro aspecto da vida) não precisa ser massante, afinal é você quem dita as regras e traça o caminho. Use seus sonhos como força motriz.

Você já deve ter ouvido falar do esquema SMART para a criação de metas. Smart é a palavra em inglês para inteligente e o acrônimo para as regrinhas fundamentais para traçar metas inteligentes: específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazo. ("dá um google" pra se aprofundar, vale a pena)

Pega papel e caneta e escreva teus sonhos. Depois escolha aqueles mais relevantes, coloque em ordem de importância, classifique se são coisas a serem realizadas agora ou ainda esse ano, entre um e cinco anos, ou para mais de cinco anos. Olhe pra eles e comece a pensar no caminho a seguir para alcançá-los. Faça sem medo de errar, os sonhos são seus e você pode mudar de ideia e recalcular a rota a qualquer momento. E lembre-se: metas são diferentes de promessas.

planner financeiro

Um exemplo de promessa: vou guardar dinheiro.
Um exemplo de meta: vou trocar o pacote de tv por assinatura e dos dados móveis e com isso poupar R$200,00 por mês para pagar meu celular à vista em dezembro do ano que vem, pois ele é uma ferramenta de trabalho e comunicação importante para mim e a tv por assinatura ninguém assiste e passo a maior parte do meu tempo no wi-fi.

Deu pra notar a diferença, né? Procure deixar suas metas bem específicas, claras e detalhadas, assim será possível pensar na melhor estratégia de realização, observar e avaliar os resultados. Dá pra deixar o exemplo acima mais claro se colocarmos uma data exata, modelo do aparelho, valor de mercado, desconto almejado e a forma como esse dinheiro vai ser investido até o momento da compra.

Daí tu pensa: "tudo muito lindo, tudo muito explicadinho, mas de onde vou tirar essa grana para esses sonhos se lá no meu mapa eu percebi que minha vida financeira está toda cagada pior do que eu pensava?"
E eu daqui, lendo seus pensamentos, já respondo: "Calma, respira, vamos falar disso."
Mas não neste texto, porque aqui já tem informação suficiente para um mês de trabalho. No próximo vamos conversar sobre como colocar seu planejamento em prática e concretizar "essas meta tudo" da sua lista.
Esse é o terceiro de uma série de 5 textos sobre a minha educação financeira e como venho me organizando para fazer meu dinheiro me ajudar a alcançar as minhas metas de vida. No próximo texto compartilho com vocês as fontes que estou utilizando para estudar e me organizar. Para ler os textos anteriores, clique aqui.

27 de mai de 2019

Para chegar aonde quero ir, preciso sair de onde estou

controle financeiro
Temos muitos sonhos, fato.
Outro fato é que com o passar do tempo, muitos desses sonhos ficam apenas no nosso imaginário, não vão nem para o papel de tão desanimadas que ficamos, principalmente quando esse sonho envolve uma considerável quantia em dinheiro. Tendemos a olhar sempre para o resultado e não para o processo. Nos amedrontamos antes mesmo de dar o primeiro passo para sair de onde estamos para chegar aonde queremos e ignoramos que podemos dividir grandes objetivos em partes menores e ir conquistando-as aos poucos. Sim é possível!

Mas como disse no post anterior, não é fácil...

Temos muitos sonhos, fato. Mas desperdiçar nossa energia e foco tentando conquistá-los todos de uma vez não parece uma coisa muito produtiva. Escolher apenas um objetivo, aquele que traga mais impacto, que vá fazer realmente diferença na sua jornada e que esteja ligado com seu propósito de vida (planejamento e organização são jornadas de autoconhecimento, anota aí) pode te dar o combustível para se comprometer verdadeiramente e finalmente tirar suas ideias do papel. 
E sim, escolher apenas um objetivo para perseguir terá renúncias e perdas envolvidas no processo e isso precisa ser analisado e levado em conta. Por isso, avaliar aquilo que é realmente importante para você é parte fundamental desse processo (já falei de autoconhecimento?)

Como o foco destes textos são a minha (a nossa) vida financeira, o autoconhecimento por ora, vai ficar por esta área, não vou me aprofundar na questão. Mas tenha em mente que qualquer aprendizado e mudança que queremos implementar em nossa vida vem da mudança dos nossos hábitos, vem daquilo que efetivamente fazemos e não daquilo que deixamos de fazer - fica a dica.

Antes de olhar com mais carinho e cuidado para onde eu quero ir e o que eu necessitava mudar, precisei saber com muita clareza onde eu estava para começar a traçar meu "mapa". Para que você também possa fazer isso será preciso descobrir/ se conscientizar de: (1) o quanto ganha, (2) o quanto gasta e (3) o quanto investe. 
"Hora de sair correndo e deixar tudo como está! Vai dar muito trabalho!" pensei no primeiro minuto, mas depois respirei fundo e com papel e caneta na mão comecei a anotar tudo, principalmente meus gastos - pois saber o que entra é um pouco mais fácil, agora saber pra onde vai, exige um pouco mais de atenção. Separei os gastos fixos primeiro - aqueles que tenho todo mês - pois subtraindo o valor que encontrei das minhas receitas - o dinheiro que entra por mês - sei o quanto eu tenho para os gastos variáveis do mês. Anotei os gastos em dinheiro ou débito e também os gastos feitos com o cartão de crédito, assim no final do mês eu conseguirei saber se estou gastando o que tenho de verdade ou se estou torrando a bufunfa que ainda nem entrou.   
Eu optei por fazer essas anotações manualmente em um caderno próprio, porque acredito que a escrita me deixa mais consciente sobre aquilo que estou escrevendo e, neste caso, me deixaria mais consciente sobre com o que torro meu rico e suado dinheirinho, mas vale usar planilhas no Excel ou algum aplicativo no seu celular.

planner financeiro

Por um acaso da vida, depois de uns tropeções que me ensinaram a olhar com mais cuidado por onde eu ando, eu já tinha uma graninha guardada. Mas veja bem, dinheiro guardado é diferente de dinheiro investido e eu só aprendi isso agora, depois de trinta e tantos anos de vida... Pode ser que quando você termine de mapear sua situação descubra que não está tão ruim assim, que só precisa de um olhar mais atento para o caminho, mas também pode ser que você descubra que está rumando rapidamente para um poço profundo e escuro e que é preciso recalcular sua rota.

Pronto, mapeamento inicial realizado! Com ele meu (nosso) ponto de partida ficou bem mais claro. 

Próximo passo: colocar os sonhos no papel, escolher o objetivo mais impactante e começar a traçar um plano. Assunto para o próximo post. 

Te espero.
Este é o segundo de uma série de 5 textos sobre a minha educação financeira e como venho me organizando para fazer meu dinheiro me ajudar a alcançar as minhas metas de vida. Em breve compartilho com você as fontes que estou utilizando para estudar. Para ler o primeiro texto, clique aqui. 

21 de mai de 2019

Precisamos falar sobre dinheiro...


Quem me acompanha lá no Instagram já sabe que tenho muito interesse por planejamento e organização. Sabe também que desse meu interesse, surgiu o Planner Realize e por causa dele, andei conversando com muita gente sobre as dificuldades que temos em focar em nossos objetivos e traçar o caminho para alcançá-los.  Nessas conversas, uma dificuldade recorrente que surgiu é a nossa relação com o dinheiro e como boa parte dos nossos objetivos está atrelado a ele. Na verdade, atrelado a necessidade dele. E uma pergunta ficou rodeando meus pensamentos: o que eu posso fazer se a maioria das minhas metas envolvem questões financeiras e minha relação com grana sempre foi meio bagunçada? E a resposta parece óbvia: também é preciso organizar e planejar a minha vida financeira! Rá! 
Óbvio, mas nada fácil. 

Começo mais uma jornada e vou dividir um pouquinho dela com você...

Antes, é sempre bom lembrar que eu não sou dona da verdade e o que vou falar aqui é sobre minha experiência, sobre as coisas que funcionam para mim e assim, compartilhando minha experiência, espero que você possa encontrar algo que sirva para você também e te ajude a encontrar o seu caminho. Não vou esgotar o tema em um texto (e nem em vários!) e esse provavelmente será o primeiro de muitos sobre o assunto bufunfa, pois é algo que estou vivendo nesse momento: estou aprendendo a lidar com minhas finanças pessoais e organizá-las em prol de um objetivo.

O primeiro passo dessa minha jornada foi o que me motivou a escrever sobre o assunto: falar sobre dinheiro! A gente não percebe, mas falar sobre dinheiro é um tabu. Tratamos nossa vida financeira como se ela fosse um segredo, algo desagradável e muitas vezes, motivo de vergonha. Veja bem, não estou dizendo pra você publicar seu extrato bancário nas redes sociais! Estou apenas sugerindo que devemos parar de tratar o dinheiro como algo que não se conversa. Pensa aí: quantas vezes você comprou algo que não queria de verdade por não ter tido coragem de dizer "não" ou para não parecer "mão de vaca"? Quantas vezes já parcelou compras no cartão de crédito e se apertou para pagar depois porque "estava todo mundo comprando" e você seguiu com a manada? Eu já fiz isso inúmeras vezes e hoje percebo que se eu soubesse falar sobre o meu dinheiro, se eu não tivesse vergonha de dizer "eu não quero isso", "não preciso disso"ou "não posso pagar por isso agora" teria evitado alguns desgastes desnecessários.

Falar abertamente sobre dinheiro, sobre nossa relação com ele não faz de nós muquiranas e egoístas. É o primeiro passo para pensarmos no dinheiro como algo positivo, como uma forma de concretizarmos nossos planos e começar uma mudança de vida.

Agora que já comecei e plantei a sementinha aí em você, vamos conseguir falar sem entraves e o próximo texto será sobre saber onde estamos, o que temos e descobrir onde queremos chegar em relação ao nossos objetivos e o dinheiro que precisamos para alcança-lo. 

Até a próxima!
   

Esse é o primeiro de uma série de 5 textos sobre a minha educação financeira e como venho me organizando para fazer meu dinheiro me ajudar a alcançar as minhas metas de vida. Em breve compartilho com você as fontes que estou utilizando para estudar.
 
controle financeiro

© Donna Rita - 2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Donna Rita.
Programado por: Seis Mil Milhas.