13 de fev de 2019

6 dicas para ter um ano letivo tranquilo


    Eu passei a maior parte da minha vida dentro de instituições de ensino. Foram 22 anos como aluna - da pré-escola ao mestrado - e estou beirando os 10 anos como professora - do ciclo I a pós-graduação.
    Com esses anos de experiência, acho que aprendi algumas coisinhas e essas 6 dicas para ter um ano letivo tranquilo podem te ajudar a chegar a dezembro com sua saúde mental preservada, esteja você na escola, faculdade, cursinho ou estudando por conta própria.

1 - Renove e organize seu material

    Aproveite o início do ano letivo para colocar ordem nas coisas. Faça aquela faxina no seu estojo, mochila/ bolsa, fichário ou caderno. Doe aquilo que não usa mais e reponha o que for preciso. Se cerque de coisas que te deixem feliz e te motivem. Nada melhor do que usar aquilo que gostamos.
    Repita esse processo bimestralmente ou sempre que sentir que precisa dar uma renovada no animo.
  Sempre separe o material necessário para o dia seguinte na noite anterior de acordo com as disciplinas que você terá.


2 - Estabeleça metas

   Criar metas é uma forma de se manter motivada e alcançar objetivos. Primeiro pense qual é sua prioridade, o que você está precisando mais neste momento? Melhorar as notas em matemática e química? Escrever melhor? Prestar vestibular ou ENEM? Estudar para um concurso específico?
   Sabendo o que você quer, você pode traçar as estratégias para chegar onde deseja. Tome o cuidado para que suas metas sejam realistas, que você possa alcançá-las dentro do prazo estabelecido e vá registrando suas conquistas. Assim você mantém o foco e a motivação pelo resto do ano.
(Prometo que vou falar mais sobre objetivos e metas em outro texto em breve.)

3 - Crie rotinas

   Sei que você está cansada de ouvir que "a vida não pode cair na rotina" e eu te digo: nada mais errado do que essa sentença!
   Se você tem um objetivo a alcançar - mesmo que seja só ter um ano letivo tranquilo - as rotinas vão te ajudar muito. Seguem alguns exemplos: 
  • Cultive o hábito de dormir e acordar no mesmo horário. Uma rotina de sono adequada, além de ser benéfica para a sua saúde, auxilia diretamente no processo de aprendizagem e memorização.
  • Faça um cronograma de estudos desde o primeiro dia. Separe um bloco de tempo para revisão do conteúdo do dia, um para pesquisa/ lição de casa e outra para estudar as matérias que estão de acordo com as metas que você traçou.
  • Tenha um local para estudar, o seu cantinho do estudo. De preferência em um local iluminado, confortável e sem interferências externas. Use sempre este lugar na hora de estudar e o mantenha organizado e limpo.
  • Se alimente de forma balanceada. Tome café da manhã, almoce, jante e faça pausa para os lanches. Mas olha, maneire nos refrigerantes, bolachas e salgadinhos. Ouça a tia aqui, seu corpinho agradece.

4 - Anote tudo

   Nas aulas, anote tudo aquilo que for pertinente, inclusive o que o professor falar. Mantenha seu caderno ou fichário organizado.
   Se você não tem o hábito de contar com uma ferramenta de organização - agenda, planner, bullet journal, aplicativo - recomendo fortemente que você procure um que se encaixe ao seu estilo. Tirar as ideias, compromisso e datas da cabeça e passar para o papel vão deixar sua mente mais relaxada e menos sobrecarregada, com menos chances de você deixar de fazer algo importante, como perder a data de entrega de um trabalho ou faltar em dia de prova.
   Se você está estudando sozinho ou vai fazer alguma prova com data estabelecida (vestibular, concurso, ENEM) essa dica é ainda mais relevante. Afina você não quer perder os prazos de inscrição, os simulados e outras datas importantes.
   Ter as suas metas e rotinas anotadas também te ajuda a manter o foco.

5 - Pesquise e teste métodos de estudo

   Somos pessoas diferentes e com ritmos de aprendizado diferente. E por isso nem sempre o método de estudos que sua melhor amiga usa pra gabaritar todas as provas serve para você do mesmo jeito.
   Existem diversas formas de estudar, faça testes e descubra qual é a melhor. Seguem alguns exemplos:

6 - Descanse e tenha momentos de lazer

      Não limite sua vida a estudar. Mesmo que você esteja se preparando para o vestibular ou um concurso, separar tempo na sua rotina para assistir um filme ou série, encontrar amigos, passear, ou mesmo não fazer nada é muito importante. Essas atividades de lazer farão que nos momentos dedicados aos estudos você possa se concentrar melhor. Não precisa esperar as férias chegarem pra se divertir e descansar. O lazer precisa estar presente na sua rotina.


Espero que você possa aproveitar alguma dessas dicas pra tornar seu ano letivo mais produtivo e leve.
Não precisa levar tudo ao pé da letra, faça aquilo que se adapta a você. Lembre-se: não existem regras. Não se cobre tanto. E você é capaz!

Ah, para acompanhar mais de perto meu trabalho e ter mais dicas legais como essa, me segue lá no Instagram.

Bom ano letivo!


7 de fev de 2019

Uma grande tigela de leite para toda a eternidade...

donnarita - srmarido - gatos - rocky - literatura - livros
Obrigado...

Ele veio furtivamente e tomou conta do colchão de fora

Ousado veio, chamou e bateu na porta

Entrou, testou o sofá, exigiu comida, subiu e tomou conta da geladeira

Deitou na cama, tomou meu travesseiro, meu lugar e minha esposa

Se aconchegou no sofá, encheu minha camiseta preta de pêlo, roubou meu pão com manteiga

E espalhou papelão pela casa


E então...


Se foi furtivamente, da mesma maneira como chegou

Como um vento, uma brisa que refresca e depois se vai deixando frescor e saudades

Hoje vi os vestígios do nosso último abraço em minhas roupas


Chorei sentado no banco da frente...


Levou meu coração consigo e deixou um vazio no peito que dói demais

Espero que ele tenha uma grande tigela de leite para toda a eternidade...

Até algum dia.

22 de jan de 2019

Na sua estante: O elementar universo de Sherlock Holmes


donna rita - na sua estante - literatura - sherlock holmes
Sempre fui fã...


“…Um estudo vermelho, publicado em 1887, é a primeira obra da série policial escrita por Arthur Conan Doyle. Um romance de mistério muito intrigante em que o autor apresenta seus novos personagens, Sherlock Holmes e seu amigo e cronista John Watson, que mais tarde se tornariam duas das mais famosas figuras da literatura universal…”

No ano passado me encontrava um pouco saturado em relação a literatura. Sempre fui muito fã de literatura fantástica, ficção científica, e livros de horror sempre estiveram entre os meus favoritos. Mas eu me sentia devendo em relação a um gênero específico. Nunca dei a devida importância para romances policiais.

Até tentei ler alguma coisa de Agatha Christie na minha juventudes, no entanto não deu. Cheguei a conclusão de que não estava preparado ainda para aquele tipo de literatura. Todas aquelas peças se juntando para formar um quebra cabeças nas mãos do protagonistas nunca fizeram muito sentido pra mim. Deixo bem claro aqui que o errado sempre fui eu.

Devorei diversos livros de ficção e demais gêneros, porém no fundo me encontrava em dívida comigo mesmo e com um tal de Sherlock Holmes. Obvio que conhecia o personagem por diversas outras mídias, mas nunca por um livro. Guardei comigo, não sabendo muito bem o porque, aquela imagem de personagens rasos e estereotipados.

Elementar, eu estava errado mais uma vez.


donna rita - na sua estante - literatura - sherlock holmes

Foi então que em um podcast do Tarjanerd - o sobre detetives do mundo pop, para ser mais exato - um cast de divulgação do livro "A cabeça do Embaixador" de Raul Martins - o maior tarjacaster de todos os tempos - que me aguçou a minha vontade. Já era hora de pagar as dívidas para com a literatura e colocar os pingos nos "is".

Ouça o podcast clicando aqui.

Se a vontade surgiu no podcast, foi na Bienal do livro que surgiu a oportunidade. 

A oportunidade surgiu em forma de um box de Sherlock Holmes pela editora Novo Século: “O Elementar de Sherlock Holmes”. Livros de ótima qualidade por preços acessíveis, era o momento certo para adentrar o fantástico mundo dos romances policiais do século XIX. O box é composto por quatro grandes histórias: Um Estudo em vermelho, O Signo dos quatro, O cão dos Baskerville e o Vale do medo

Comecei pelo Cão dos Baskerville. Não sei muito bem os motivos que me levaram a começar por esse. Fiquei impressionado com a capacidade de Arthur Conan Doyle de conduzir o leitor para qualquer caminho que ele desejasse. Me senti nas mãos do autor, jogado de um lado para o outro sem ao menos desconfiar do desfecho. Uma experiência espetacular que me fez devorar o livro em poucos dias. Três para ser mais exato.

Senti uma necessidade de seguir em frente.

donna rita - na sua estante - literatura - sherlock holmes

O segundo que li - e que na verdade deveria ter sido o primeiro, pois é a primeira obra de fato - foi Um estudo em vermelho. O interessante desse livro é o capítulo numero dois denominado Ciência da dedução onde Sherlock Holmes lança a base teórica de seus métodos de resolução de mistérios, métodos puramente científicos. Aqui o personagem é introduzido e ainda aparenta estar longe da figura lendária em seu universo estabelecido.

Além de acompanhar a jornada da dupla, fui pego mais um vez nas mãos do autor sendo jogado de um lado para o outro. É simplesmente fantástico a maneira como o autor liga os pontos da história no desfecho final. É de aplaudir em pé. Confesso que me bate um sentimento de leve recalque diante de da capacidade criativa de Conan Doyle.

Já estou no terceiro livro e terrivelmente ansioso para acompanhar mais obras. 

Em suma, quebrei um preconceito bobo de minha parte e abri o leque, expandi meus horizontes, no mundo da literatura. Me privei durante muito tempo de algo que gostava, e nem desconfiava disso. 

Quem me dera ter começado com os romances policiais mais cedo. Sem sombra de dúvidas, um estilo literário fascinante. E não preciso nem dizer:

Elementar, todo preconceito é um forma boba de se privar de algo.

Um abraço, um beijo e um queijo.


4 de jul de 2018

História do mundo: História das copas

donnarita - srmarido - historia da copa do mundo - futebol

Antes de ser criada a Copa do Mundo, a Fifa reconhecia o país da medalha de ouro de futebol nos jogos olímpicos como o campeão mundial. Numa conferência em Amsterdã, em 1928, o francês Jules Rimet anunciou que criaria um torneio à parte dando assim origem a Copa do Mundo. Pesou também o fato das Olimpíadas de 1932 serem realizadas nos EUA, país que na época não dava a mínima para o desporto bretão.

Futebol era uma modalidade exclusivamente olímpica, por isso a ideia de reunir os maiores futebolistas de um determinado país em uma competição para averiguar o melhor time do mundo.

Somou-se aí um "suposto" boicote dos americanos mais a vontade que já existia de realizar um torneio á parte. Esses foram os ingredientes fundamentais para o estabelecimento da primeira Copa.

Em 1929, em uma reunião em Barcelona, a Fifa optou pelo Uruguai como pais sede. Dois critérios foram evados em consideração para estabelecer o Uruguai como primeiro anfitrião: a celeste era a atual bicampeã olímpica (1924/1928), e 1930 seria o ano do centenário da independência do Uruguai.

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A primeira Copa não contou com eliminatórias. Os treze países filiados à Fifa foram convidados para o evento. Itália, Espanha, Hungria, Alemanha, Suíça, Áustria, Inglaterra e Tchecoslováquia desistiram de participar do torneio. O fato do futebol ser um esporte amador (onde muitos jogadores tinham outras ocupações para complementar suas respectivas rendas) mais a viagem transatlântica (á época as delegações viajavam somente por navios) que era custosa e demorada demais, fatos que contribuíram para a desistência de alguns países.

Nessa copa de 1930 não houve mascotes, inventados somente em 1966. Apenas três estádios foram utilizados, dentre eles o Estádio Centenário construído especialmente para a Copa.

Dados da Copa: Uruguai sagrou-se o primeiro campeão batendo a Argentina por 4x2 na final. O argentino Guilhermo Stábille (El infiltrador) terminou o torneio como artilheiro com 8 gols.

O Brasil fez uma campanha decepcionante. Um dos motivos foi o fato de não contar com os seus melhores jogadores devido a um racha interno com a Federação Paulista. A seleção tupiniquim acabou amargando aí um mísero 6º lugar.

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O torneio, infelizmente, deixou de ser realizado em 1942 e 1946. Esse hiato ocorreu devido à Segunda Guerra Mundial, que além de destruir a Europa deixou cerca de 50 milhões de mortos e outros 20 milhões de inválidos, aproximadamente. Diante de tamanha desgraça ficou inviabilizado a realização do torneio.

Mas, o futebol não deixou de rolar mesmo em período de guerras.

Em 9 de Agosto de 1942, em Kiev, atual território da Ucrânia, foi jogada a partida de futebol mais mortal da história. Ela aconteceu quando o território ucraniano foi ocupado pelo exército nazista. Na época, o FC Star (que tinha como base o Dinamo de Kiev) humilhou os alemães em campo. Os prisioneiros recusaram-se a fazer as saudações nazistas aos oficiais da SS, e ensacolaram os alemães durante a partida com uma goleada sonora de 5x3. Lembrando aqui que o juiz da partida era também um oficial do exército nazista.

A partida terminou com a vitória da resistência, porém os alemães reagiram sem piedade e mataram pelo menos quatro jogadores do FC Star.

O futebol foi utilizado como uma ferramente de resistência, luta contra o totalitarismo. O esporte, de maneira geral, tem esse poder. 

E ainda existe quem defenda que o futebol não tem nada a ver com o aspecto político e social. Uma pena.

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Em 1950, a Copa do Mundo retornou e foi realizada no Brasil e o estádio do Maracanã foi construído para o evento. Aproximadamente 200 mil pessoas acompanharam o final da Copa de 1950 entre Brasil e Uruguai. A seleção brasileira acabou perdendo por 2x1 de virada no evento que ficou conhecido como Maracanaço, o pior episódio da história do futebol brasileiro até o fatídico 7x1.

O Brasil conseguiu levantar a taça Jules Rimet nas copas de 58, 62, 70, 94 e 2002. Ganhou ainda  direito de ficar com a taça de maneira definitiva graças ao tricampeonato mundial. entretanto a taça foi roubado. Coisas de Brasil.

Fica aqui uma menção honrosa à seleção de 82, liderada pelo querido Sócrates. uma seleção que brilhou, encantou, ativa politicamente, no entanto não conseguiu o objetivo de ganhar a Copa. Uma pena para a Copa do Mundo.

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Curiosidades:

Maiores campeões mundiais: Brasil cinco vezes; Alemanha e Itália quatro vezes; Argentina e Uruguai duas vezes; Inglaterra, França e Espanha figuram com um título mundial.

Maiores artilheiros: Miroslav Klose (Alemanha) dezesseis gols; Ronaldo (Brasil) quinze gols; Gerd Muller (Alemanha) quatorze gols; e Just Fontaine (França) com treze gols.

OBS* Na Copa de 58, Just Fontaine marcou os seus 13 gols, e carrega o título de maior artilheiro de uma mesma edição de Copa do Mundo.

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A Copa do Mundo passou pelas mais diversas transformações, mas continua sendo disputada fortemente até os dias atuais. Logicamente, escândalos de corrupção na Fifa acabam por diminuir um pouco o seu prestígio. A Fifa pede "fairplay" dentro do campo ao mesmo tempo que favorece a candidatura de países como Catar e Russia, dentre outros, que não respeitam as individualidades das pessoas. 

O futebol tem o tamanho suficiente para causar transformações e levar o mínimo de dignidade para lugares onde ainda existe ataques aos direitos humanos. Mas, por interesses políticos e econômicos, não o faz.

No entanto, como não se emocionar com o poder do futebol, com as figuras que participam dos espetáculos, com as torcidas, com todas as histórias contadas e que ainda estão por vir. 

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Futebol é esporte de homens, mulheres e, mas do que nunca, um ato político.

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