8 de fev de 2018

Board games| Jogos de tabuleiro e aprendizagem

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Que rolem os dados...

Queridos e queridas,

Os mais antigos jogos de tabuleiro datam desde o Egito antigo, ou até mais, não se sabe ao certo, algumas fontes falam em 5000 mil anos atrás. O certo é que eram feitos para retratar as grandes batalhas, grandes confrontos estratégicos, um simulador de combates. Mas foi somente a partir do século XIX que os board games se tornaram produtos de consumo e lazer da classe média. 

Mesmo com o advento dos jogos eletrônicos e da internet, o mercado de board games cresce cada vez mais, integrando e socializando pessoas. Em grandes metrópoles como São Paulo e Curitiba, é possível encontrar diversos locais onde pessoas se juntam para jogar os seus jogos de tabuleiros favoritos. O principal motivo de atrair tanta gente talvez seja o fascínio que eles provocam.

E o melhor de tudo, eles são capazes de aprimorar uma série de habilidades que existe em cada ser humano. Há um leque de aprendizado por de trás de todo jogo de tabuleiro, e é isso que pretendo abordar aqui nesta humilde postagem.

Durante muito tempo "War" foi o grande campeão de vendas trabalhando o espírito competitivo e "imperialista" das pessoas. Aqui em casa, elo menos, sempre foi o número um e causou grandes problemas "diplomáticos". Entretanto, foi ultrapassado por jogos que trabalham temáticas bem mais interessantes, como por exemplo, trabalho coletivo e cooperação.

Se você é daqueles amiguinhos que não suporta brigas desnecessárias que o "War" é capaz de proporcionar, inclusive nos danos que ele pode causar nos relacionamentos, a melhor pedida seria algo no estilo "Zombicide".

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"Zombicide" é um jogo excelente que trabalha com o espírito cooperativo das pessoas, além de trazer o tema zumbi da melhor maneira galhofa possível. Aqui os jogadores são obrigados a trocar itens, ajudar uns aos outros, discutir decisões, elaborar estratégias para se livrarem do apocalipse zumbi. Habilidades como socialização, liderança - esse é o momento de você brilhar e guiar os sobreviventes - ou quem sabe manipulação - oras, uma hora ou outra você pode muito bem querer fazer com que as pessoas sigam ou façam as coisas que interessam a você.

E o melhor de tudo, dificilmente alguém ficará aborrecido ao final da sessão. Mesmo a derrota é capaz de proporcionar momentos hilariantes. Sim, a derrota quando coletiva pode trazer um certo prazer estranho.

"Zombicide" é um board game maravilhoso, também por causa da arte e da qualidade das miniaturas. Uma verdadeira obra de arte.

No entanto, se você é daqueles amiguinhos que fazem questão de um espírito competitivo, temos algumas opções bem tranquilas - e também mais baratas - que conservarão a saúde de seu círculo social.

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"Carcassone" é um jogo, uma espécie de dominó, que traz como cenário a cidade medieval francesa de mesmo nome. Cada jogador é obrigado a trabalhar com a peça que é retirada de forma a montar cidades, monastérios, castelos, etc... Esse board game trabalha bastante com o lado intuitivo, ou seja, o jogador é obrigado a tentar antever a jogada adversária, prever seus movimentos. 

Com o final da partida, cada jogar soma os pontos correspondentes por cada estrutura construída. No final, o amiguinho que tiver mais pontos termina com a supremacia de "Carcassone", e com isso pode esfregar sua vitória na face dos adversários. "Carcassone" é um joguinho bem maroto que trabalha com o lado intuitivo, matemática e conhecimentos históricos. Há algum tempo atrás escrevi um texto mais completo sobre esse jogo que você pode ler clicando aqui.

"Colonizadores de Catan" é um outro exemplo de board game competitivo saudável que trabalha com as habilidades de barganha e diplomacia dos jogadores. Nesse cenário, os participantes são responsáveis por colonizar, seja construindo cidades, estradas, ou estabelecendo relações comerciais. O ganhador é aquele que conseguir ter o domínio sobre a ilha. Para isso é necessário negociar com outros jogadores em busca das tão queridas matérias primas necessárias para o progresso.

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Além de toda a interação e diversão, uma sessão de board games é uma jornada de auto conhecimento, onde você é capaz de testar as suas habilidades, reconhecer a sua posição e saber até onde você é capaz de ir. 

Aqui foram apresentadas algumas habilidades que os jogos são capazes de aprimorar auxiliando na aprendizagem. Logicamente devem haver outras tantas habilidades por aí que esqueci de abordar, assim como há uma infinidade de jogos para todos os gostos.

Por essas e outras, escolhe um jogo de tabuleiro bem bacanudo, chame seus amiguinhos e seja feliz...


31 de jan de 2018

Podcast| História do mundo: Extrema direita, fascismo e nazismo

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Podcast...
Nesse episódio de hoje, a Rádio Cafeína (podcast) entra em uma discussão bem marota sobre História, mais precisamente sobre fascismo e nazismo. 

Descubra as raízes desses pensamentos radicais de extrema direta e como abalaram o mundo.

Ouça pelo player no SoundCloud:



Ou se preferir, acompanhe o vídeo no youtube:


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29 de jan de 2018

Dicas: Limpeza de verão

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Hoje é dia de dicas...

Como o nosso dia a dia costuma ser tão cheio, muitas vezes não sobra nem tempo para uma refeição adequada, quiçá limpar a casa! Sendo assim, geralmente acabamos adiando o serviço, e deixamos aquela faxina completa e pesada para o final de semana. Mas ninguém merece esperar o ano inteiro para curtir o verão, para perder os dias de folga dentro de casa fazendo faxina, não é mesmo?

Portanto hoje vamos dar algumas dicas de como manter sua casa limpa e organizada, para aqueles que falharam na faxina de primavera. Também mostraremos como limpar piscina e churrasqueira, para você poder aproveitar o melhor que essa estação tem a oferecer: curtir ao ar livre.

Planejando uma rotina de limpeza

Desenvolver um costume de limpar e criar uma rotina para isso é fundamental para quem quer economizar tempo. Fazer um pouco todos os dias é o jeito mais fácil de não acumular tanta coisa para o fim de semana, e poucas horas diárias já são mais que suficientes para manter a sua casa organizada.

Na prática isso quer dizer, por exemplo, que quando terminar de fazer a janta, você não deve deixar a louça para depois. Já reúna o batalhão e lave-a o mais rápido possível - isso inclui enxugá-la e guardá-la, para evitar aquela pilha acumulada ao lado da pia. Também deixe sempre às mãos um produto para limpar as superfícies da cozinha (bancadas, pia, balcão etc). Gastar 5 minutinhos fazendo isso vai te salvar um tempo preciso depois.

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Você ainda pode aproveitar coisas como cascas de limão, que são ótimas para limpar acessórios de aço inoxidável, como a torneira. Basta esfregar a casca na área desejada e depois passar um pano de microfibra por cima.

Se mora com a família ou divide a casa com alguém, a melhor sugestão é a divisão de tarefas. Você pode criar uma rotina de revezamento em que cada integrante fica responsável por um setor da casa durante um período pré-determinado. Para se organizarem melhor e evitar esquecimentos de tarefas e possíveis discussões, pendure uma lousinha ou calendário com os dias e respectivos serviços e responsáveis anotados.

Cuidados com os móveis

Nos dias mais quentes, a tendência é que a gente se hidrate ainda mais, então se reparar bem, por toda a casa vai achar copos espalhados! Quando encontrar um em cima de algum móvel (ainda mais se for de madeira) não precisa ficar nervoso. Para prevenir possíveis marcas vamos te dar uma dica de receita totalmente caseira e que vai evitar ter que ficar passando pano no mesmo lugar todas as vezes:

Adicione duas colheres de sopa de maionese (com bastante gordura) em um copo de 300ml de água. 
Umedeça um pano com a mistura e passe no móvel. 
Depois de 1 hora remova o excesso usando um pano absorvente. 

O calor também combina com aromas mais cítricos, então quando for limpar seus móveis dê preferência a produtos à base ou com fragrância de laranja ou limão. Além de trazerem um ar mais refrescante, vão deixar sua casa com o próprio cheiro do verão. Alternativamente, você pode fazer aromatizadores caseiros com cascas de laranja fervidas em água, colocar o líquido em frasquinhos e espalhá-los pela casa.

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Organizando o quintal

Saber como limpar piscina é com certeza algo fundamental para o verão, mas também é muito importante manter a grama cortada, evitar o acúmulo de lixo e manter a área de churrasqueira sempre limpa. Assim você poderá receber suas visitas a qualquer hora e sem surpresas. Outras dicas:

● Sempre limpe as grelhas da churrasqueira ainda mornas, borrifando uma mistura de detergente com água quente e esfregando com uma escova ou palha de aço. 

● Logo depois de nadar, se não for mais entrar na água já tire e lave a roupa de banho, para evitar danos causados pelo cloro e marcas de protetor solar.

● Após usar a piscina, já tire as folhas e bichinhos com uma rede, faça o tratamento com cloro, algicida e regulador de pH - ou utilize um produto 3 em 1 para economizar tempo - e a cubra.

● Se tiver piscina de plástico, a limpe com água sanitária e seque completamente antes de guardar, mantendo-a sempre longe de objetos pontiagudos.

● Recolha as folhas caídas e secas das árvores do seu quintal e faça uma poda do jardim em dias intercalados. Fazer isso é rápido e evita que tenha que chamar um jardineiro para adentrar em um matagal depois.

O verão é perfeito para curtirmos ao ar livre e rodeado de amigos. Portanto, siga nossas sugestões e gaste o menor tempo possível dentro de casa fazendo faxina para aproveitar o melhor que o verão tem a oferecer, o sol!

***Escrito por Carolina Marialva***

8 de jan de 2018

Conversa de café: Zumbis, George Romero e cultura pop

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Cérebro!!!

Queridos e queridas...

Bem vindos a mais um conversa de café, depois de um recesso merecido. Hoje tirei o dia para escrever sobre, o que talvez seja, a criatura mais icônica da cultura pop. Siiimm!!!! Vamos papear um pouco sobre os nossos queridos e amados zumbis, desde a sua origem até o mito pop em que se tornaram. Afinal de contas, que nunca ficou fascinado com um apocalipse zumbi.

Mas para compreender esse fenômeno da cultura pop, temos que dar uma pincelada bem marota no contexto histórico, no ares que cercavam a criação do mito.

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De 1915 a 1934, os americanos estavam em sua política de levar a "liberdade" e a "democracia" para os países do Caribe, que era considerado um grande quintal norte americano. A situação tava meio bagunçada por lá. Para se ter uma ideia, entre 1911 e 1915, os haitianos tiveram cerca de seis presidentes, sendo a maioria deposta através de golpes. Toda essa instabilidade foi criada devido ao processo de colonização. A saída da figura do colonizador deixou um vácuo no poder, sendo disputado entre diversos setores sociais, o que não foi muito bem resolvido até os dias de hoje. 

Os americanos, "altruístas" e "bondosos" como sempre movidos sem nenhum interesse financeiro, se acharam no direito de intervir e preservar os seus próprios interesses no simpático país caribenho. Esse foi o cenário do choque cultural. O jovens americanos, muitos criados a leite com pêra, entraram em contato pela primeira vez com o mito africano do “zumbi”.

Isso mesmo, as raízes da figura do zumbi são africanas e foram trazidas para América através do processos de colonização, uma vez que os escravos vieram e trouxeram elementos de sua cultura, promovendo uma verdadeira miscigenação, um caldeirão étnico. No caso da figura do zumbi, especificamente, se trata de um elemento do Vodu haitiano.

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Mas o zumbi haitiano era algo diferente do que foi promovido pelo cinema. A figura do zumbi era ligado a religião. Grandes feiticeiros do vodu eram capazes de se utilizar dos mortos para trazê-los a vida, sem consciência alguma, sem nenhum tipo de personalidade ou liberdade, para serem escravizados. O processo de criação de um zumbi envolvia ritos religiosos e a mistura de algumas drogas para deixar a cidadão lesadinho.

Não podemos deixar de lado, novamente, o contexto da de vinte e trinta em que eram comuns grandes clássicos do horror, como por exemplo os clássicos da Universal: Drácula, Frankenstein - criaturas que saíram diretamente da literatura para o cinema - dentre outros. Pronto, a semente zumbi estava plantada nesse cenário extremamente fértil, e rico.

Na década de 50 um escritor chamado Richard Matheson inovou ao escrever seu mais famoso título chamado Eu sou a lenda - uma das melhores obras que já li na minha vida. Por favor, não leve nada em consideração o que você viu no filme estrelado elo Will Smith, são obras bem diferentes. O enredo aborda a história daquele que é o último exemplo do que restou da civilização humana. O protagonista procura apenas sobreviver, e se possível, encontrar mais algum resquício da antiga civilização, vivendo cercado por essa nova espécie hegemônica. 

Eu sou a lenda é revolucionário, pois estabeleceu dois conceitos: o de um mundo apocalíptico onde a humanidade deixou de ser como era, o que sobrou pelo menos; a ideia de cerco, uma vez em que o personagem vive enclausurado, encurralado pelos vampiros. Para saber mais sobre Eu sou a lenda é só clicar nesse link maroto e ser feliz.

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Mas o que isso tem a ver com os filmes de zumbis?

Na década de sessenta, um jovem diretor de comerciais, uma espécie de Zé do Caixão lá da terras ao norte, chamado George Romero decidiu unir o melhor dos dois mundos e assim criou a fantástico A noite dos mortos vivos com um pequeno orçamento de cem mil dólares. Em entrevistas posteriores, Romero chegou a afirmar a forte influência de Eu sou a lenda em sua obra, e na verdade não estava pensando necessariamente em zumbis quando escreveu o roteiro, queria apenas um monstro diferente para não ser tão igual a obra de Matheson. Os elementos estavam todos ali.

Romero sempre afirmou colocar críticas sociais em suas obras. Aqui, não podemos esquecer que a década de sessenta foi muito turbulenta nos Estados Unidos, onde as ditas “minorias” estavam lutando pro direitos civis. Época de grandes personagens como Malcom X, Martin Luther King, dentre outros. A América da década de sessenta passava por uma política de segregação que beneficiava os brancos em detrimentos dos demais, por isso havia muito motivo para manifestações e lutas sociais.

Essa crítica pode ser percebida na maneira como o protagonista negro se encontra encurralado, agredido por uma horda de seres não pensantes. Um negro procurando sobreviver sofrendo uma repressão. Só o fato de colocar um protagonista negro já significava um ato revolucionário, e por isso abalou alguns alicerces da sociedade americana.

As obras posteriores foram permeadas de criticas ao modo de consumista da sociedade americana, e também aos projetos imperialistas do governo Bush.

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Na década e oitenta, os zumbis transpuseram as barreiras do cinema e dos filmes trash. Aprenderam a dançar ao som de Michael Jackson.

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Na década de noventa romperam mais uma barreira e passaram para o mundo dos jogos em uma das franquias mais rentáveis de todo o mundo - Resident Evil -, para depois retornarem novamente para os filme ruins e seriadinhos de gosto bem duvidoso.

Teve até um romance envolvendo um zumbi, isso é que é se adaptar ao que o mercado pede.

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Infelizmente, o nosso querido Romerão faleceu em 15 de Julho de 2017. Morreu durante o sono após uma breve, porém cruel, batalha contra o câncer. Morreu o homem, porém não as ideias, não o mito. 

A influência de suas obras perdura mais do que nunca, sendo retratado ainda em filmes, jogos, séries televisivas e por aí vai.

Fica aqui a minha singela homenagem, um pouco atrasado claro, a esse homem e a essa criatura que me fez querer que o mundo se acabe em um grande apocalipse zumbi.

E se você chegou até aqui não deixe de dar uma conferida aqui nesse gameplay bem maroto de Dying Light.


Até a próxima...

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