23 de out de 2017

Conversa de café: Blade Runner 2049

donnarita - srmarido - conversa de cafe -filmes - cinema - blade runner 2049
Mais de trinta anos passaram...

Queridos e queridas, eis que mais uma vez fui surpreendido e quebrei a cara novamente.

Assim como aconteceu em Mad Max, fiquei um pouco incomodado com um possível novo filme no  universo de Blade Runner. Um puro preconceito ingenuo de minha parte, ingênuo. Não acreditava ser possível revisitar esses clássicos sem causar perdas irreparáveis. Mas dessa vez aprendi que tudo depende de um bom diretor.

Mesmo assim o risco era muito alto.

Imagina se os envolvidos decidissem explicar logo no início se Deckard é um replicante ou não. O que felizmente passou longe, para o bem do cinema. Acredito que existem elementos em filmes clássicos que não devem ser explicados. Algumas coisas são melhores se terminadas somente na cabeça dos telespectadores ou dos leitores, se for o caso.

Felizmente eu estava errado mais uma vez, assim como o ocorrido em MadMax, e fui surpreendido por uma obra de arte que honrou o seu predecessor de 1982.

A película traz a história do blade runner "K", que em uma de suas investigações acaba descobrindo um segredo capaz de desestabilizar a ordem vigente, que mexe com a razão de ser e existir. Um segredo que simplesmente possibilitaria abrir a discussão: "O que é um ser humano?" ,"O que seria capaz de tornar um ser em humano?". Questionamentos extremamente densos que trabalham mais do que as questões fundamentais: "De onde somos?", "Qual o sentido da vida?". Tudo muito profundo.

Aliás, a resposta da questão fundamental do universo é 42, diga-se de passagem.

donnarita - srmarido - conversa de cafe -filmes - cinema - blade runner 2049

O que é um ser humano? O que é um replicante?

Alguns filósofos e sociólogos, que agora já não me recordo bem o nome graças ao alcoolismo, teorizaram que o homem só é homem quando em sociedade. Isso é explicado pelo fato de absorvermos os valores sociais já criados anos antes de nosso surgimento. Como todo bom ser humano, crescemos e absorvemos esses valores, porém temos um pouco de dificuldades e sofremos quando tentamos escapar, ou abrir mãos de alguns deles. Um homem criado em meio ao animais não absorveria esses valores, logo não seria um homem, seria algo muito parecido como um animal.

Para isso temos que ter em mente que tanto para história quanto para a sociologia que o homem se separou da natureza há algum tempo atrás.

Idealização, objetivação, interiorização... Esses são os três passos para a formação de uma vida social. Valores são idealizados, colocados em prática e absorvidos. Uma vez absorvido fica difícil escapar da sociedade, ou levar uma vida baseada em outros valores. Todo esse rompimento causa uma dor.

Isso caracteriza um homem. Mas e quando um ser sintético se torna também capaz de absorver esses valores? Seria ele um ser humano também? Será que a sociedade aceitaria esse novo ser como igual? 
Afinal, os replicantes também estavam em busca de respostas para questões primordiais, todos em busca de um criador. E tudo isso culmina com o épico final "lágrimas na chuva", onde existe a aceitação, a redenção, a libertação. Roy Batty libertou uma pomba ao morrer no final do filme, uma alusão ao espírito, a alma. A figura do humano e do replicante se mistura, a ponto de não conseguirmos diferenciar uma coisa da outra. 

Ao final nos pegamos desconfiados, sem saber se Deckard é um replicante, ou não.

Blade Runner é excelente ao brincar com essas ideias. Misturar os conceitos, criar dúvidas. Tirar telespectador, ou o leitor, de sua zona de conforto. Muito obrigado por tudo, Philip K. Dick.

donnarita - srmarido - conversa de cafe -filmes - cinema - blade runner 2049

Spoilers...

E graças a todos os deuses e deusas - ou não -  e a Villeneuve, nenhuma dessas questões foi respondida. Muito pelo contrário, as mesmas questões apareceram ainda mais problematizadas acompanhadas de novas indagações. Se tudo fosse mastigado e respondido ia ficar mal feito tal qual Prometheus. Ia ficar uma merda sem limites.

Ryan Gosling homão da porra interpreta o replicante blade runner K. Em determinado momento, quando acredita ser a peça central de toda a trama, começa adquirir características humanas como por exemplo a ira, a revolta, a frustração. Absorveu a ideia de era um órfão que levara uma vida inteira em meio a sintéticos, por isso tornara-se um. Acreditou ser um humano, e até mesmo os testes passaram a indicar uma certa oscilação em seus resultados, e por um determinado período de tempo tornou-se, comportou-se como um humano. A velha história da rebelião dos replicantes de 1982.

A trama ganha corpo quando K descobre que um filho nasceu do amor entre Deckard e Rachel. Isso mesmo, o casal gerou um filho que seria agora todo o pilar do enredo. Afinal de contas, um replicante sendo capaz de gerar um filho iria abalar toda a ordem vigente. Não seriam mais tratados apenas como objetos, escravos, mas sim uma outra espécie que lutaria por reconhecimento e espaço. Caos total.

Qual seria o papel dos humanos nessa Nova Ordem? 

donnarita - srmarido - conversa de cafe -filmes - cinema - blade runner 2049

Deckard é o elo entre os filmes. Não que fosse necessário, mas seu personagem estabeleceu uma conexão entre os filmes. O antigo caçador de androides nada mais é do que um eremita, recluso, um rebelde que já não suporta mais o convívio social. Como se um funcionário público com mais de vinte anos de casa. 

Sua participação é importante, pois acaba por dar um fechamento ao final estendido do filme de 1982, aquele mesmo final em que ambos fogem em um carro em direção as montanhas para ter uma vida feliz. Um final feliz que sinceramente não combina muito com o estilo denso, noir e deprimente que predominou durante toda a película, 

Ao mesmo tempo em que Harryson Ford fecha o primeiro filme pode ser considerado também um leque, uma ponta para uma possível continuação.

donnarita - srmarido - conversa de cafe -filmes - cinema - blade runner 2049

E não poderia fechar essa postagem sem falar do messianismo existente no filme. A Tyrel acabou falindo com a rebelião dos modelos Nexus 6, para dar espaço a uma nova corporação controlada por Neander Wallace. Ao contrário do antigo criador, Wallace procura não apenas construir novos modelos de replicantes, mas sim aperfeiçoar, a criação de um novo homem, um novo ser, uma evolução. Seria ele um messias. Por isso, mostrou lodo de cara interesse na criança.

Até a maneira como o personagem de Letto se comporta passa a ideia de um messias, uma espécie de Jesus pós apocalíptico. Sua participação deixou uma ponta para um provável rumo de um próximo filme.

Reza a lenda que para entrar na personagem, Jared teria usado lentes de contato que o deixaram sem visão. Não duvido nada vindo de um ator tão completo e fantástico.

Blade Runner 2049 é uma experiência fantástica. Com toda a certeza, Villeneuve conseguiu honrar a memória da película de 1982 e de todos os amantes de distopias. Tao fantástico que com certeza deixei de falar de pontos importantes, coisa que acontece. 

Fique à vontade para participar da conversa e deixar aqui a sua opinião. 

Um abraço a todos e até a próxima com mais uma conversa de café.



20 de out de 2017

Conversa de café: Distopias

donnarita - srmarido - livros - filmes - opinião

Bom dia/ boa tarde/ boa noite...

Queridos amigos e amigas, resolvi escrever um texto bem saudável sobre distopias. Afinal de contas nada mais saudável do que falar de como o mundo se tornou uma merda perdeu o controle. Como a humanidade conseguiu engolir a bolinha do apito, ou ficou mais louca que o Batman. Quem sabe assim, fazendo uma bela reflexão, podemos chegar a criar um ambiente mais saudável para todos nós...Ou não, o importante mesmo é que esse tema é muito legal.

O que me levou a essa ideia?

Adoro temas de como o mundo descambou para um futuro terrível, como a humanidade chafurdou na lama. Ao mesmo passo em que a utopia traz um mundo idealizado, onde tudo é perfeito possível, a distopia traz o contrário. Os futuros distópicos são aqueles onde tudo deu errado. O que é mais provável.

Acabei de ler o livro "Androides sonham com ovelhas elétricas?" - aquele bem maroto que deu origem ao excelentíssimo filme "Blade Runner" - e cheguei a conclusão que precisava falar do assunto por essas bandas. Decidi fazer uma lista com as principais, ou talvez sejam apenas as mais famosas, distopias tanto do mundo cinematográfico como do mundo literário.

Blade Runner...
Essa excelente obra traz um futuro lazarento, tinhoso e distópico onde a humanidade foi quase destruída pela Guerra Mundial Terminus. Os mais afortunados fugiram do planeta em direção as colônias espaciais - sendo Marte a principal delas - o resto do povão permaneceu na terra por não ter outra saída. Para piorar a situação, a superfície do planeta está coberta por uma espécie de areia radioativa. Ou seja, a Terra está com os seus dias contados.
Todo esse cenário já seria interessante o bastante, mas ainda há um ingrediente filosófico na obra. A personagem principal é um caçador de replicantes responsável por eliminar um grupo de androides.

No decorrer da narrativa se vê incapaz de distinguir um "andy" - assim como ele denomina os replicantes - de um ser humano. O autor usa esses questionamentos filosóficos para brincar com as personagens e ao mesmo tempo brincar com leitor. Essa é uma distopia que merece uma visitinha, tanto no livro como em qualquer um dos filmes, sem dúvidas.

Interestelar...
Mais um universo onde a humanidade perdeu as rédeas da situação, os mais abastados fugiram e o mais lascados permaneceram para morrer de fome. Pragas nas colheitas fizeram com a sociedade regredisse a ter somente plantações de milho. Outro ponto interessante é a ideia de que o planeta já não tem salvação, o que resta para a humanidade é procurar por outros lugares e torná-los habitáveis. Aí começa a grande epopeia em busca do plante ideal. A procura por uma nova casa, o procura de um recomeço, uma redenção.

Fiz uma postagem especial sobre Interestelar é só dar uma clicadinha aqui.

Fuga de Nova York/ Fuga de Los Angeles...
Em 1997 Nova York inteira transformou-se em uma prisão de segurança máxima, olha aí o modelo responsável por inspirar a saga Arkham dos jogos do Batman.  Tudo estava tranquilo até que o avião do presidente, não sei por que raios ele estava passando por ali, caiu na cidade. A única solução encontrada foi enviar Kurt Russel, um condenado de alta periculosidade, para resgatar o presidente em troca da retirada de sua pena. Filmão da porra show de bola. E ainda teve uma sequência, tão bizarra quanto, chamada "Fuga de Los Angeles"....Eita...

Para ser sincero nenhum deles é bom. Eu só citei porque sou muito fã do Kurt, desde a época de "Tango e Cash"....

donnarita - srmarido - livros - filmes - opinião
Kurt Russel, mito...
Robocop...
Futuros distópicos fascistas onde os direitos humanos são sacrificados em nome da restauração de uma suposta ordem são muito comuns.Talvez seja a mais palpável de todos as distopias, a mais próxima. O mundo foi tomado pela violência e a única forma de consertar tudo foi adotar o famoso slogan: Polícia na rua e bandido na cadeia. E combater a violência com mais violência tornou tudo muito pior, um mundo desumano. No clássico de Paul Verhoeven o excesso de violência foi retratada de maneira proposital, uma espécie de denúncia, de como a violência é explorada e vendida como uma mercadoria. Dá-lhe Datena. E, apesar do que se tornou mais tarde, não foi feito para crianças, longe disso.

Um dos poucos méritos do remake produzido por Padilha foi a maneira como a mídia é retratada como manipuladora, como ela é capaz de influenciar a opinião pública com o seu poder. O resto do filme é bem mais ou menos. Também fiz uma postagem bem bacanuda sobre o robocop, para conferir basta dar uma clicadina aqui...

O planeta dos macacos...
Eis que aparece por aqui aquela que talvez seja a franquia mais explorada, entre séries de tv, desenhos, livros e inúmeros filmes - dentre eles aquela merda realizada por Tim Burton. Um grupo de cientistas viajam à velocidade da luz para provar que a passagem do tempo é relativa, a famosa teoria da relatividade. Alguns meses de viagens para os pilotos transformaram-se em milhares de anos para aqueles que permaneceram na Terra.

Depois de cair em um planeta parecido com a Terra, os astronautas descobriram uma raça de macacos super inteligentes. O filme de 1968 tem, talvez, aquele que seja o final mais chocante de todos os tempos e que Tim Burton tentou recriar sem sucesso. Ao encontrar a estátua da liberdade afundada na areia, o protagonista descobre que na verdade esteve o tempo todo na Terra, agora dominada por uma nova raça. Sensacional, é de explodir a cabeça de qualquer um ...

Bom, essas foram algumas das distopias mais legais tanto da literatura quanto do cinema para deixar o seu final de ano muito mais legal. Espero que tenham gostado....

Enfim...
Caso tenha se interessado por alguma obra, não se esqueça de aproveitar o cupom de descontos em livros do Submarino... clique aqui e divirta-se...

donnarita - srmarido - livros - filmes - opinião
Deixo aqui um sorriso desse macaco para deixar o seu dia mais feliz...

18 de out de 2017

Freebies - cartela de adesivos Halloween

Oi pessoa linda!

Como eu prometi no mês passado, tem mais uma cartela de adesivos para você baixar, imprimir e colar no mundo todo ou em todo o mundo! rs. O tema desta vez é o Halloween.

halloween stickers freebie

Estou disponibilizando o arquivo em dois formatos: em PDF e também como arquivo de corte para quem tem a Silhouette. Você pode imprimir em papel adesivo - melhor opção - ou pode imprimir em um papel branco de maior gramatura, recortar e colar.

Para baixar é fácil, basta entrar em nossa loja Donna Rita (pode clicar aí no nome), ir até o rodapé do site e clicar sobre o menu "Conteúdo gratuito". Lá você vai encontrar os links para fazer o download dos dois formatos do arquivo.

Agora que você baixou, pode imprimir quantas vezes quiser. Decorar seu planner, cadernos, journals, happy mails, postar fotos nas suas redes sociais (usa a hashtag #freebiedonnarita e me faça feliz!) e enfeitar o mundo. Só não pode compartilhar o arquivo diretamente - passa o link do site para as amiguinhas - vender, editar ou enganar os coleguinhas...

Espero que você goste e aproveite!

halloween stickers freebie

Mês que vem tem mais!

Beijitos!

16 de out de 2017

Na sua estante: Os horrores indescritíveis de Dagon

donna rita - srmarido - na sua estante -Rádio cafeína 005 - contos - hp lovecraft - dagon

Queridos e queridas...

Nunca escondi a minha predileção por coisas que dão "medinho". Tanto no mundo dos games - sendo "Silent Hill 2" o mais assustador disparado -, dos filmes como na literatura. Sempre tive uma "queda" pelo gênero, pelo inominável, pelo indescritível. E nessa minha paixão acabei por encontrar o querido "LoveCraft" e seu mundo insano. Um terror diferente de todo o resto, não uma obra de sustos, mas sim um universo de suspense, um thriller psicológico. 

E nessa minha busca por cada mais imersão nesse universo encontrei um livro denominado "Os melhores contos de LoveCraft", uma compilação dos assim considerados melhores. Considero esse livro uma obra prima da literatura de horror.

LoveCraft é reconhecido por explorar a mediocridade do ser humano, que se acha o centro do universo. Suas histórias trabalham com criaturas ancestrais que vagam ou vagaram por aí milhões e milhões de antes antes do homem se reconhecer como um ser vivo. Alguns anciões ainda continuam a espreita como o famoso caso de Cthulhu. Esse complexo de inferioridade ia contra a ideologia do inicio do século XX, que pregava o ser humano como sendo a excelência do universo. Na visão do autor o universo é tão infinito que o ser humano simplesmente enlouquece ao vislumbrar uma pequena porcentagem da realidade.

 A ideia de que não somos nada, a nossa pequenice, perante a grandeza do universo é o que compõe a atmosfera de horror de seus contos. E o que me deixa em um cagaço terrível envolvido em um sentimento de medo.

Dois contos me chamaram a atenção: "Dagon" e "A cor que caiu do espaço". Em ambos os casos os protagonistas enlouquecem a observar a verdade do universo pelo "buraco da fechadura". São contos simples, curtos e extremamente horrorosos. Porém, nesse primeiro momento, prenderei a atenção dessa postagem somente a "Dagon". Deixaremos outros contos para um segundo momento.

donna rita - na sua estante - dagon

"Dagon" é um conto de apenas seis páginas que aborda o relato de um marinheiro preso pelos alemães durante a primeira guerra mundial. Após uma fuga bem sucedida passa dias e dias à deriva até ancorar em uma ilha ao sul do Equador, não sabendo precisar o local com exatidão. A ilha é um local totalmente inóspito, porém a necessidade de encontrar um abrigo, ou até mesmo algo para comer o fez caminhar por aquelas terras pútridas e fétidas como um grande cadáver.

Movido pelo desespero o protagonista caminha até uma elevação, definido como promontório pelo autor. Dias se passaram até alcançar o outro lado e encontrar um monolito. No monumento era possível identificar gravuras de criaturas hibridas entre homens e peixes. E então há o encontro entre o homem e o indescritível, o inominável e por fim a perda da sanidade.

Depois de algumas pesquisas descobri que na verdade "Dagon" é um apêndice de uma obra maior " A sombra sobre Innsmouth". Um "Deus" ligado a fertilidade é adorado pelos habitantes da pacata cidade portuária. Os habitantes locais veneram essa divindade, inclusive através de sacrifícios humanos, em troca de fartura em sua principal atividade, a pesca.

É um clássico da literatura de horror. Algumas vezes ainda me pergunto como um conto com um numero de páginas tão limitado consegue ser tão aterrorizante. A atmosfera da obra torna presente uma constante sentimento de incômodo. O mesmo incômodo de quando assisto ao "Exorcista", ciente de todas as limitações de seu tempo e mesmo sabendo de todos os acontecimentos, ainda sim me sinto um pouco mal.

Acompanhe pelo youtube a dramatização do conto:


Ou se preferir, acompanhe pelo podcast no Soundcloud:


Se você se interessou por esse conto ou pelo livro basta clicar aqui. Entretanto, há outras maneiras de adentrar o incrível universo criado por LoveCraft. Opções como o jogo de tabuleiro "Eldritch Horror" (para maiores informações leia um post feito sobre isso clicando aqui) e o fantástico jogo para pc denominado "The Dark Corners Of The Earth". Tudo muito bem feito, fiel a obra do autor.

Esse foi mais um post dedicado á arte de sentir "medinho" e espero que tenha sido útil para todos...

Um abraço e um bjo... E muito cuidado com os cantos escuros da sua casa, pode haver uma entidade milenar a espreita...rrsr


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Criado por: Donna Rita.
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