21 de set de 2016

Conversa de café: As galhofas de Atividade Paranormal

donna rita - conversa de café - atividade paranormal

E foi difícil assistir esse negócio...

Em 2009 eu comecei uma saga, encontrei o primeiro "Atividade Paranormal" nesses sites de download que existem por aí na internet. Eu tenho meio que uma fixação nesse "estilinho" de filme - filmes de sustinhos - ainda mais esses que envolvem coisas paranormais. A película - disfarçada de um falso documentário - trazia o drama de uma família atormentada por um demônio chamado "Toby". Esse era o início de tudo.

Fiquei assutado com os elementos novos introduzidos no filme. O esquema "found footage", o final em aberto, o paranormal bundão que abandonou a família com medo da entidade. Realmente foi muito assustador, comprei a ideia. Porém, toda a minha surpresa acabou por aí mesmo, o que veio em sequência foi tudo muito mais do mesmo. Um mais do mesmo feito de uma maneira tão ruim.

Tudo passou a ser muito forçado - é mesmo que ninguém pensa em jogar para longe a porcaria da câmera quando encontra um capiroto pela frente? Todos são paranoicos e espalham câmeras pelas casas, não faz sentido. Seria muito mais honesto e digno se os produtores mudassem o esquema da franquia, eu não veira problema algum se ela abandonasse  estilo "found footage" e adotasse uma nova vertente, talvez revitalizasse a marca.

TODOS sempre morrem, e os finais são sempre em aberto, e sempre da pior maneira possivel. Os personagens dos filmes posteriores não têm carisma nenhum, e são todos iguais, todos desempenham os mesmo papeis. Sempre tem um cético metido a "engraçaralho", protagonistas sem "sal" nenhum, e crianças que não conseguem emitir o mínimo de empatia. As aparições que eram as coisas mais legais do primeiro filme - e realmente assustavam - caducaram. Eu, pelo menos, sempre tive a impressão de saber o que iria acontecer, previsível.

E agora inventaram essa moda de culto de bruxos da Idade Média que faziam portais para se locomover na linha do tempo. Não, não. Isso me cheira a uma desculpa muito esfarrapada para tentar entrelaçar todos os "372" filmes merdas, feitos aleatoriamente em lugares diferentes. Foi uma tentativa de amarrar os enredos e passar a ideia de que ainda possuem o controle da franquia, um pano de fundo. Fiasco total.

Esse pessoal não me engana.

Fui assistir esse último filme na falsa esperança de um fechamento minimamente para a franquia, algo que tirasse o gosto amargo dos anteriores ruins. E, me deparo com mais do mesmo, talvez algo muito pior ainda. Agora o canalha o canalha do "Toby" conseguiu um corpo físico, o que significa que vêm por aí mais uns três filmes pelo menos, até alguém conseguir dar um fim nesse pestilento. Pelo amor dos meus filhinhos felinos! Eita caça níquel danado. O pior aconteceu, vão continuar estuprando a franquia em troca de alguns trocados. Lamentável.

AHH. Acabei me esquecendo, mas tem um fator, inexplicável, e mais bizarro ainda. Não sei porque cargas d´água mas agora existe um câmera dos anos oitenta capaz de captar a tal da dimensão fantasma.

Enfim, uma franquia que parecia ser algo bom, caducou a ponto de virar uma extrema galhofa. E o pior de tudo, eu ainda perco meu tempo assistindo essas porcarias. Talvez seja um sentimento masoquista que tenha. Deve existir algo sombrio dentro de mim... rsrs


Uma avaliação de dois gatinhos graças ao primeiro filme. E olha lá, já estou começando a não gostar tanto assim.

19 de set de 2016

Conversa de café: O estranho mundo de Stranger Things...

donna rita - conversa de café - stranger things

Como sempre, eu por aqui falando de atualidades...rrsrs

A "Netflix" mais uma vez acertou em cheio e dessa vez nos presenteou com a sua obra prima. Eu, particularmente, fui fisgado por essa série cheia de clichês dos anos 80. Como eu amo clichês, esse meu coraçãozinho já não aguenta mais tanta emoção. Só não devorei um episódio após o outro devido a inviabilidade do tempo. Mas fiquei me corroendo por dentro ansioso pelo próximo. E quando terminei a série me encontrei em luto, uma parte de mim se foi. Me tornei um órfão, assim como tantos outros.

Logo no começo já fui pego pelo fator nostálgico do "RPG". Ver os garotinhos jogando "Dungeons and Dragons" me despertou algumas memórias de infância. Também passei alguns anos de minha vida adentrando masmorras - com meus queridos personagens, anões em sua maioria - em busca de pontos de experiência para alcançar o próximo nível. De cara me identifiquei com os meninos. Deslocados socialmente, ansiosos por aventura, e cheios de imaginação. O meu "eu" de muitos anos atrás se encaixaria direitinho naquele cenário. Com certeza seria amigo daqueles meninos.

E foram necessários apenas oito episódios...

Se já não fosse bastante uma boa dose de D&D, vem em seguida o suspense. O plot começa com o desaparecimento do pequeno Will Byers ao ser perseguido por uma criatura sem face, inominável. Ou melhor, atende pela alcunha de "Demogorgon", simpático monstro do D&D.

donna rita - conversa de café - stranger things

O enredo, até então, simples deu espaço para uma complexidade maior quando começou a bordar a teoria de viagens dimensionais  - a pulga e o malabarista - e o monstro começou a se comportar na mesma maneira do bom e velho "Alien". Outros personagens cresceram também no andar da série, tais como o xerife -  que aliás, é uma das âncoras para uma próxima temporada.

Falando nisso, haja personagens carismáticos. Não lembro de ter visto uma série recente com um número tão grande de personagens tão legais. Eu realmente me importei muito com todos eles no andar da história. Temi muitas vezes pelo fim do pobre"Will Byers". Torci pela "Eleven" e por todos os outros garotos, sensacional.

Não tem como não sorrir junto com esse menino.

donna rita - conversa de café - stranger things

O que nos espera em próximas temporadas eu não sei dizer, só sei que quero muito que fique nesse mesmo formato. Simples, cheio de referências e ao mesmo tempo autêntico. Uma história toda desenvolvida em cima desse sentimento nobre que é a nostalgia. Que venha mais. Eita conversa de velho que puxei agora, heim...

Logicamente, a série tem alguns furos com os quais realmente não me importo. Comprei a ideia.

E depois de tudo isso, a nota final não poderia ser diferente. Cinco simpáticos gatinhos com toda a certeza


Muito bem, dessa vez eu fico por aqui deixando vocês por aí...

Até a próxima e cuidado com o mundo invertido.

12 de set de 2016

Jogos: Wishlist..

donna rita - jogos - wishlists

Queridos e queridas...

Hoje é um dia especial. Trarei aqui para todos vocês uma wishlist de jogos que gostaria de ter, jogá-los, consumi-los, ainda nesse ano - se minha condição financeira permitir, obviamente. Ainda sinto o peso financeiro da Bienal 2016 em meu bolso, creio que o sentirei por um bom tempo ainda, mas me conforto ao saber que foi por uma boa causa. Afinal de contas, nunca é um desperdício quando se trata de literatura - a menos que seja de auto ajuda, nesse caso sim seria um desperdício, na minha humilde opinião fecal.

Presta atenção, que além de uma wishlist isso pode se tornar uma boa dica, caso você desconheça alguns jogos.

Skyrim...

O bom e velho "Skyrim" não poderia faltar em minha humilde lista. Nem sei quantas horas eu tenho desse jogo no meu tão estimado PS3, mas a verdade que esse Rpg se tornou a minha paixão nos consoles da sétima geração. Preencheu aquele vazio que eu sentia pela falta de um "Final Fantasy" que prestasse. Tenho dezenas de horas em "side quests" e nunca sequer bati a final - talvez seja um défict de atenção não diagnosticado que eu carrego, embora ainda desconheça -, sempre me satisfiz com as buscas secundárias.

A versão remasterizada com todas as expansões para PS4 reacendeu o fogo da minha paixão, e não posso deixar de atender ao apelo da querida "Bethesda" - ela nunca me decepcionou, e não seria agora. Pretendo acumular algumas pecúnias para voltar a jogar esse clássico.

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BioShock Collection...

Outra grande novidade para esse ano é a remasterização daquela franquia que contém um dos melhores enredos - na minha opinião de merda - da história dos games. A coleção do "BioShock" para PS4 contará com os três jogos da franquia, incluindo todas as expansões e a bosta do "BioShock 2" - isso mesmo, o segundo jogo da franquia foi bem fraquinho. Vou ter que arranjar um jeito de atualizar o meu acervo.

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Battlefield 1...

A melhor franquia de FPS de guerrinha - assim carinhosamente chamado por mim, por favor não se ofenda -, vai voltar ao caráter histórico. Eu simplesmente não me importo nem um pouco com o cenário moderno dos jogos mais novos da franquia, são todos bem fraquinhos, se comparados aos grandes clássicos da segunda guerra. "Battlefield 1" retornará para origem - ou até mesmo para um período anterior -, agora o jogo terá como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial.

Era exatamente isso que eu buscava. A Grande Guerra - assim chamada durante o evento, uma vez que ainda não sabiam se teria uma segunda -, foi uma das mais violentas da história da humanidade. Responsável pela transformação na maneira como se fazer guerras. Será excelente jogar um FPS nesse cenário, foi uma ótima sacada...

Obs* Lembrando as crianças que as guerras são legais somente nos video games, no conforto do lar. Na vida real não existe respawn ou continues.

donna rita - jogos - wishlists

No man´s sky...

A premissa desse simpático jogo é explorar, explorar e explorar por um universo infinito - ou, quase infinito. Mais do que apenas um "Minecraft" - apesar de você ter a liberdade para explorar dos diversos planetas -, mas é mais do que isso. O jogador é capaz de explorar um universo randômico em busca de desafios. Não acredito que deve ser um joguinho linear para se bater final, deve ser algo meio terapêutico, sair por aí, explorar, e ficar feliz. Ainda não sei muto bem o que esperar de "No man´s sky", porém as análises por aí aguçaram a minha vontade.

donna rita - jogos - wishlists

E agora é a hora da verdade...

Para atingir essa minha meta quase impossível, na qual irei empregar todas as minhas forças e meios, decidi me desapegar de alguns de meus antigos jogos. Foi difícil chegar nessa decisão, mas se fez necessário uma vez que meu salário não me ajuda muito. Por isso fiz uma lista de jogos que pretendo vender, tanto de PS3 como de PS4. Segue em anexo a lista:

PS3
Skyrim
Bioshock Infinite + Bioshock 1
Red Dead Redemption
Battlefield 4
L.A. Noire
Dishonored
Destiny
Shadows of Mordor
WathcDogs
Call Of Duty Black Ops
Wolfestein New Order
Gta 5
Fifa 12
Fifa 13

PS4
Until Dawn
Fifa 15

Essas foram minha "Wish List" e minha listinha de desapego. Se alguém tiver algum interesse em adquirir alguns desse joguinhos simpáticos - e de quebra, me ajudar comprar alguns novos - entre em contato através de email "donnarita.artesemimos@gmail.com". Garanto desde já que o jogos estão em perfeitas condições, rodando lindamente, livres de qualquer tipo de arranhão.

Bem, essa foi minha postagem de desapego. Fico por aqui, deixando vocês por aí...rrsrs

9 de set de 2016

Na sua estante: Bienal 2016 e Neil Gaiman

donna rita - na sua estante - bienal 2016 - neil gaiman

E a Bienal 2016 rendeu mais algumas comprinhas...

Queridos e queridas. 

Deixando um pouco de lado todo o humor nonsense do "Guia do Mochileiro das Galáxias" e "Agências de Investigações Holísticas Dirk Gently", decidi abordar hoje o mundo sombrio, amargo, e até certo ponto pestilento, de Neil  Gaiman. Ás vezes fico um pouco incomodado com as suas obras.

Há muito tempo atrás escrevi aqui uma resenha sobre os "Deuses Americanos" - que você pode conferir clicando aqui -,, livro que me cativou por todo o conteúdo místico. Na verdade, já conhecia a escrita de Gaiman através de alguns contos do "Sandman", mas foi algo diferente, me pegou de jeito. Não sei muito bem descrever o sentimento, acredito que esse ar sombrio e a forma como ele trata as divindades antigas me interessou muito. Gostei da ideia de ter diversas divindades andando por aí, transeuntes entre todos nós.

Passeando pelos estandes da Bienal 2016 - sem muitas pessoas ao redor, o que torna tudo menos claustrofóbico para minha pessoa -, depois de ter passado pela "Saraiva" fazendo algumas cotações de valores, dei de cara com a "Intrínseca". Entrei por osmose, meio sem interesse confesso, estava focado em conseguir achar uma edição do "2001, uma odisseia no espaço". Entrei mais porque Donna Rita estava a procura de alguns livros da saga da "Srta Peregrine".

Foi então que as linhas do destino traçaram o meu caminho até uma prateleira, recheada com diversas obras de Neil Gaiman. Para ser sincero, conhecia somente alguns de nome, mas o que mais me chamou a atenção foi todo o trabalho artístico realizado na edição dos livros - esse é um dos motivos que criam em mim uma resistência em aceitar livros digitais. "Lugar Nenhum" e "Os Filhos de Anansi".

donna rita - na sua estante - bienal 2016 - neil gaiman

Além da qualidade da edição, a sinopse me cativou. A história traz um jovem chamado Richard Mayhem que deixou de existir para o mundo real após ajudar uma garota ferida na rua. O enredo traz ainda uma Londres que existe embaixo da Londres tradicional que conhecemos, na hora acabei fazendo uma associação ao mundo invertido encontrado no excelente "Stranger Things". Fui fisgado por uma memória boa. 

donna rita - na sua estante - bienal 2016 - neil gaiman

"Os Filhos de Anansi" traz algo diferente da narrativa de Gaiman. A obra ainda é carregada do velho e bom teor místico, mas traz também algo de humor. Uma comédia estabelecida em seu mundo sombrio. O que me deixou extremamente interessado é o fato do autor trabalhar com divindades da mitologia africana, o que não é muito comum. Eu pelo menos não encontro por aí muitas obras que abordam essa temática. Não tive outra opção a não ser comprar. 

donna rita - na sua estante - bienal 2016 - neil gaiman

É muita coisa para ler, e infelizmente o tempo é muito curto. E nesse meio tempo eu fico instigado com vontade de ler todos eles ao mesmo tempo.  Essas foram algumas das comprinhas dessa Bienal 2016, ainda tem muita coisa boa para falar por aqui.

Farei algumas resenhas conforme eu for lendo essas minhas preciosidades...

Fico por aqui, deixando vocês por aí...

Bjoss e abraçoss...

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