28 de fev de 2018

Furinhos perfeitos com a Dremel 3000.


Há alguns dias eu postei um vídeo mostrando como eu faço os furos para capas de alguns tipos de costura expostas, como a weave e a copta, por exemplo, usando a micro retífica Dremel 3000. Vou deixar o vídeo no final do post e as costuras que eu acabei de citar são essas aqui, ó!


A ideia era só mostrar um pouquinho da produção, mas o vídeo fez aparecer algumas outras questões, principalmente em relação a broca e que peça eu uso para prender a broca à Dremel 3000.

Então vamos as respostas a essas duas questões:
  • As brocas são as "de precisão" ou as "finas". É assim que você vai encontrá-las por aí. O jogo têm 7 brocas, de 0,8 mm a 3,2 mm e o modelo é o 628.
  • Quando você compra a micro retífica Dremel 3000, ela vem com uma pinça que serve somente para as brocas de maior diâmetro. Então se você pretende usar as brocas mais finas, vai precisar comprar um jogo de pinças ou...
  • Fazer como eu fiz e comprar o Mandril. Você vai encontrá-lo como Mini Mandril Aperto Rápido aqui nas "interneti" Optei por ele, pois com uma única peça, sem muito troca-troca, eu consigo usar vários tamanhos de broca.

E se você quiser ver o que eu escrevi aqui, é só assistir aos vídeos abaixo. No primeiro, mostro como furo a capa - tem dica de como deixar a medida certinha - e o segundo, mostro as brocas, a pinça e o mandril.



Espero ter ajudado e respondido algumas dúvidas. Mas é claro que você pode ficar a vontade para me perguntar o que quiser!

Beijitos!

24 de fev de 2018

Conversa de café| Pantera Negra e a representatividade

donnarita - srmarido - conversa de cafe - pantera negra - representatividade - cinema
Filmão da po@#$%

Nesse querido ano de 2018 a Marvel mais uma vez surpreendeu a todos ao lançar o seu filme de maior representatividade da MCU. Sem dúvidas, Pantera Negra é um sucesso trazendo consigo grandes questionamentos sociais, provando que um filme de herói pode ser um blockbuster ao mesmo tempo em que não precisa ser necessariamente raso, sem nenhuma reflexão. O Pantera Negra provou que podemos ter as duas coisas, de maneira muito bem feita.

A começar pelo fato da maior parte do elenco ser negra. Sim, isso é fundamental para um filme que procura romper a superficialidade e demonstrar todas as malezas causadas ao negro em toda a história da humanidade. Seria diferente colocar um diretor branco por de trás dos panos. Um negro, uma pessoa que tem que lhe dar com preconceitos em todos os momentos da sua vida tem um conhecimento e é mais capacitado para falar de racismo do que um branco. É diferente você teorizar em cima do racismo do que ,por exemplo, ser vítima do racismo. Temos aí um conhecimento empírico contra um conhecimento teórico.

O mesmo fato ocorreu no excelente filme da Mulher Maravilha, o melhor da DC na minha humilde opinião. Era necessário colocar uma mulher na direção para fazer uma obra de representatividade feminina. Um homem talvez pudesse ter outra visão, ou até mesmo outras prioridades, ou talvez estivesse somente interessado em representar os aspectos físicos da protagonista.

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O filme do Pantera trabalha basicamente com a ideia da exploração da raça negra na história da humanidade. Esse é o principal mote do vilão, segundo ele Wakanda - por ser a nação mais avançada do planeta - deveria intervir para ajudar a comunidade negra de todos os cantos do mundo e de quebra, ainda dar um troco nos colonizadores. Segundo ele, uma nação poderosa deveria lutar pelos direitos de seus semelhantes, seus irmãos. Cria-se aqui um ideal de luta social, luta por direitos civis.

Por outro lado, os que preferem o isolamento de Wakanda procuram defender somente os seus interesses locais com medo que toda a sua riqueza fosse descoberta pelas outras nações do planeta, que poderiam voltar os seus olhos cobiçosos mais uma vez para o continente negro. Medo de uma espécie de recolonização.

Aqui entra um aspecto interessante que deve ser ressaltado. Não podemos pensar o negro como se fosse uma etnia somente, sendo que existem várias tribos na África das mais diversas etnias, assim como há diversas etnias brancas, asiáticas pelo mundo afora. Pensar o homem negro como se fosse um só seria um pensamento muito reducionista, que simplificaria muito toda a riqueza e diversidade cultural do continente africano.

O que acaba por prevalecer no final é uma visão mais moderada, equilibrada, longe dos extremos. Mas o enredo é tão bom que o expectador acaba até por simpatizar com o "vilão", e esse fato se deve também ao carisma de Michael B Jordan.

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Não bastasse a representatividade do homem negro, temos também uma forte representatividade feminina. Diria até que há várias protagonistas femininas que dividem o espaço de tela com o Pantera Negra, em até certo poto roubando seu protagonismo. 

Ou vai dizer que ninguém achou legal a guarda do rei ser composta por mulheres guerreiras? Sensacional. A figura feminina forte também pode ser percebida na figura de Shuri, uma especialista responsável por toda a tecnologia do traje, dos aparatos do traje e dos avanços científicos de Wakanda. 

E pela primeira vez temos um herói negro representado na figura de um rei. Longe do estereótipo do bom soldado, do homem do gueto, do morador das regiões periféricas. Temos um rei negro, uma posição superior. Temos aqui mais uma quebra de paradigmas.

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A africanidade está 100% inserida nesse filme através de todos os rituais, a disputa entre as diferentes tribos pelo poder, todas as danças, os dialetos, as vestimentas, a tradição. Sensacional. A mistura entre ancestralidade africana e tecnologia avançada de um traço que tornou o universo do Pantera Negra em algo único, distinto. Realmente a equipe se comprometeu com um projeto de representatividade.

A tarefa era difícil, audaciosa, mas foi executada com sucesso. 

Cá entre nós, é muito mais fácil trabalhar com o panteão de deuses de uma cultura branca em uma sociedade onde os valores brancos estão bem estabelecidos e são dominantes. O difícil é trabalhar com os valores de uma cultura que é marginalizada, em busca de espaço dentro da sociedade.

E o mais importante, o filme gerou discussões. Não sei ao certo, mas não lembro de nenhum outro filme de herói que tenha abordado questões tão importantes. O objetivo dessa postagem não é discutir, mas sim levantar os pontos positivos de debate do filme, seu legado. Por isso, é importante o debate para evitar ideias radicais, extremistas que propõe soluções rápidas e ineficazes.

Então, leve os seus queridos para assistir a esse excelente filme. E depois reflita.

Até a próxima...


8 de fev de 2018

Board games| Jogos de tabuleiro e aprendizagem

donnarita - boardgames - jogos de tabuleiro - educacao - aprendizagem - srmarido
Que rolem os dados...

Queridos e queridas,

Os mais antigos jogos de tabuleiro datam desde o Egito antigo, ou até mais, não se sabe ao certo, algumas fontes falam em 5000 mil anos atrás. O certo é que eram feitos para retratar as grandes batalhas, grandes confrontos estratégicos, um simulador de combates. Mas foi somente a partir do século XIX que os board games se tornaram produtos de consumo e lazer da classe média. 

Mesmo com o advento dos jogos eletrônicos e da internet, o mercado de board games cresce cada vez mais, integrando e socializando pessoas. Em grandes metrópoles como São Paulo e Curitiba, é possível encontrar diversos locais onde pessoas se juntam para jogar os seus jogos de tabuleiros favoritos. O principal motivo de atrair tanta gente talvez seja o fascínio que eles provocam.

E o melhor de tudo, eles são capazes de aprimorar uma série de habilidades que existe em cada ser humano. Há um leque de aprendizado por de trás de todo jogo de tabuleiro, e é isso que pretendo abordar aqui nesta humilde postagem.

Durante muito tempo "War" foi o grande campeão de vendas trabalhando o espírito competitivo e "imperialista" das pessoas. Aqui em casa, elo menos, sempre foi o número um e causou grandes problemas "diplomáticos". Entretanto, foi ultrapassado por jogos que trabalham temáticas bem mais interessantes, como por exemplo, trabalho coletivo e cooperação.

Se você é daqueles amiguinhos que não suporta brigas desnecessárias que o "War" é capaz de proporcionar, inclusive nos danos que ele pode causar nos relacionamentos, a melhor pedida seria algo no estilo "Zombicide".

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"Zombicide" é um jogo excelente que trabalha com o espírito cooperativo das pessoas, além de trazer o tema zumbi da melhor maneira galhofa possível. Aqui os jogadores são obrigados a trocar itens, ajudar uns aos outros, discutir decisões, elaborar estratégias para se livrarem do apocalipse zumbi. Habilidades como socialização, liderança - esse é o momento de você brilhar e guiar os sobreviventes - ou quem sabe manipulação - oras, uma hora ou outra você pode muito bem querer fazer com que as pessoas sigam ou façam as coisas que interessam a você.

E o melhor de tudo, dificilmente alguém ficará aborrecido ao final da sessão. Mesmo a derrota é capaz de proporcionar momentos hilariantes. Sim, a derrota quando coletiva pode trazer um certo prazer estranho.

"Zombicide" é um board game maravilhoso, também por causa da arte e da qualidade das miniaturas. Uma verdadeira obra de arte.

No entanto, se você é daqueles amiguinhos que fazem questão de um espírito competitivo, temos algumas opções bem tranquilas - e também mais baratas - que conservarão a saúde de seu círculo social.

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"Carcassone" é um jogo, uma espécie de dominó, que traz como cenário a cidade medieval francesa de mesmo nome. Cada jogador é obrigado a trabalhar com a peça que é retirada de forma a montar cidades, monastérios, castelos, etc... Esse board game trabalha bastante com o lado intuitivo, ou seja, o jogador é obrigado a tentar antever a jogada adversária, prever seus movimentos. 

Com o final da partida, cada jogar soma os pontos correspondentes por cada estrutura construída. No final, o amiguinho que tiver mais pontos termina com a supremacia de "Carcassone", e com isso pode esfregar sua vitória na face dos adversários. "Carcassone" é um joguinho bem maroto que trabalha com o lado intuitivo, matemática e conhecimentos históricos. Há algum tempo atrás escrevi um texto mais completo sobre esse jogo que você pode ler clicando aqui.

"Colonizadores de Catan" é um outro exemplo de board game competitivo saudável que trabalha com as habilidades de barganha e diplomacia dos jogadores. Nesse cenário, os participantes são responsáveis por colonizar, seja construindo cidades, estradas, ou estabelecendo relações comerciais. O ganhador é aquele que conseguir ter o domínio sobre a ilha. Para isso é necessário negociar com outros jogadores em busca das tão queridas matérias primas necessárias para o progresso.

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Além de toda a interação e diversão, uma sessão de board games é uma jornada de auto conhecimento, onde você é capaz de testar as suas habilidades, reconhecer a sua posição e saber até onde você é capaz de ir. 

Aqui foram apresentadas algumas habilidades que os jogos são capazes de aprimorar auxiliando na aprendizagem. Logicamente devem haver outras tantas habilidades por aí que esqueci de abordar, assim como há uma infinidade de jogos para todos os gostos.

Por essas e outras, escolhe um jogo de tabuleiro bem bacanudo, chame seus amiguinhos e seja feliz...


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