31 de out de 2016

Na sua estante: Escrita criativa

donna rita - na sua estante - escrita criativa

Escrever é preciso...

Queridos e queridas...

Não é nenhum mistério o quanto o hábito da leitura predomina aqui neste humilde lar. Porém, carrego uma grande frustração comigo: não consigo escrever absolutamente nada. Sempre tenho ideias que de imediato me parecem bem legais, mas depois de algum tempo fico cheio e tento começar algo novamente. Admiro muito aqueles que conseguem externar todas as suas ideias sem grandes problemas. 

Há algum tempo Donna Rita me aconselhou a procurar alguns exercícios de escrita criativa. Resisti de inicio, mas decidi comprar a ideia e começar minha jornada pelos cantos obscuros da internet atrás de conhecimento. Decidi começar a minha  própria AVENTURA...

donna rita - na sua estante - escrita criativa

Depois de muita pesquisa, separei aqui alguns exercícios de escrita criativa e uma bibliografia bem marota. Participe você também dessa jornada.

Escreva uma carta para você no futuro.
Não é necessário um DeLorean para ir a futuro. Escreva uma carta para um outro você, um você do futuro. Tente estabelecer um diálogo, um verdadeiro bate papo. Fale cobre suas realizações, o que gostaria de ter feito, se os planos foram todos concretizados. Solte o verbo e deixe a criatividade rolar.

Reescreva o final de um livro que você gostou.
Sabe aquele livro bom que ao final deixou um gosto amargo? Você tem toda a liberdade para mudar aquele final ruim. Mude-o. Eu mesmo pensei em muitos finais que considerei "não tão bons", e já tenho planos para mudá-los. 

Pegue dez pessoas do seu círculo de amizade e as descreva em uma só frase.
Esse exercício já fiz e recomendo. Descrever pessoas em frases curtas pode se demonstrar bem desafiador e bem interessante.

Faça uma descrição do seu banheiro em 300 palavras.
Eu ainda não sei porque coloquei esse exercício aqui, achei curioso. Se for de seu agrado, fique à vontade para trocar o cômodo da casa.

Vá para um espaço público escreva o diálogo das pessoas, e depois termine o diálogo.
Isso mesmo. Vá a um espaço publico, cafeteria, parque, não importa. Ouça o diálogo das pessoas próximas, registre-o e depois termine-o. Muito cuidado para não parecer um maníaco tentando bisbilhotar a vida alheia. Lembre-se: é somente um exercício literário.

Escreva um poema.
Mas, para isso encontre dois anúncios de jornal. Crie um poema usando somente palavras dos anúncios. Achou que ia ser fácil?

7x7x7.
Esse é bem curioso, um dos mais desafiadores. Pegue o sétimo livro da sua estante, abra na página sete. Comece um poema que comece com a frase e faça-o em sete linhas. Esse exercício é capaz produzir coisas bem legais.

Mantenha um diário de caráter fictício.
Faça igual ao Heth Ledger e mantenha um diário em caráter fictício, igual ele fez com o Coringa. Tente escrever algumas linhas por dia, algumas ideias. Isso deve ser fácil ser tiver o hábito de jogar RPG.

Jogue Rpg.
Nada melhor do que jogar rpg para despertar a criatividade. O hábito de criar personagens, bolar histórias, a arte do improviso. Tudo isso contribui para o desenvolvimento da criatividade.Aliás, alguns autores bons da atualidade são jogadores de rpg. Eduardo Sphor, por exemplo.

Comece um conto pelo fim, escreva as duas últimas páginas e tente chegar nela.
Esse exercício já fiz algumas vezes. Escreva uma grande história começando pelo fim, e faça de tudo para chegar àquele final. Obviamente as coisas mudam, e provavelmente você terá de mudar o final quando chegar nele, normal.

Dirija suas história insanamente.
Encarne o papel de um diretor maluco. Isso mesmo, quando estiver construindo sua história coloque algumas surpresas no meio da história. Coloque alguns problemas que as personagens sejam obrigadas contornar. Ideias interessantes podem surgir em meio as dificuldades.

Pegue uma parte de um livro e reescreva-o em um estilo diferente.
Pegue um trecho fantástico de um livro e reescreva-o de uma perspectiva diferente, ou até mesmo mude o estilo da escrita. Fique à vontade também para mudar algumas coisas, o exercício literário é seu.

donna rita - na sua estante - escrita criativa

Bem... Essa foi uma postagem de utilidade pública, algumas dicas simples que podem aguçar a sua criatividade. E que sejamos cada vez mais criativos. E se estiver a fim de registrar as grandes obras, - aquelas inesquecíveis que ficaram em um lugarzinho especial dentro do coração - fica aqui a dica do "pequeno livro dos livros"...rsrsr

Que tal colocar a criatividade em prática agora? 

Conto com a sua participação. Bjs e abraços.
Bibliografia:
http://www.lendo.org/15-exercicios-para-melhorar-sua-escrita/
http://joaonunes.com/2011/guionismo/escrita-criativa-sete-conselhos-praticos/
http://rodrigogurgel.com.br/2015/11/dicas-de-escrita-e-criatividade/
https://chamasdoimperio.wordpress.com/2013/07/24/inspiracao-5-exercicios-de-escrita-para-te-deixar-mais-criativo/

26 de out de 2016

Conversa de Café: Fuga para a vitória...

donna rita - conversa de café - fuga para a vitória

Eu vi o filme do Pelé. E melhor, vi o Stallone também...

Queridos e queridas...

Eu fui uma criança muito feliz por crescer em uma época onde meus heróis foram o Stallone, Schwarzenegger, Van Damme, dentre outros. Isso contribuiu muito para a formação do meu caráter - tanto para o bem quanto para o mal. Tive a sorte de acompanhar a carreira cinematográfica de Stallone, mas ainda faltava uma coisa. Faltava um filme, faltava a joia da coroa. 

E ela apareceu sob a alcunha de "Fuga para a Vitória". Um sucesso que tem todos os ingredientes que vão conquistar seu pequeno coração brucutu.

O cenário da película é a Segunda Guerra Mundial onde o querido Stallone infiltrou-se em um campo de concentração - próxima a França - para salvar os prisioneiros de guerra. O pano era simples, fugir durante o intervalo do jogo - uma espécie de propaganda nazista que consistia em provar a supremacia alemã em todos os aspectos -, mas aí entra o espírito do verdadeiro herói.

Stallone sacrificou sua liberdade em nome do jogo.

Como assim, fugir no meio de um jogo que poderia ser vencido? Jamais, isso não faz de ninguém um herói. Onde ficaria o espirito idealista com uma simples fuga? Heróis não fogem, permanecem e lutam.

Sly retornou para ganhar um jogo perdido, digo mais, retornou para reverter a segunda guerra. Esse cara é demais, merece um Oscar por todo o conjunto de sua carreia cinematográfica.

Sinceramente, é muita emoção demais para o meu coraçãozinho. Teve pênalti e até gol de bicicleta.

donna rita - conversa de café - fuga para a vitória
Dá uma conferida no olhar do garoto

O time de prisioneiros é composto por Stallone no gol, Michael Caine, Pelé, Bob Moore e Osvaldo Ardiles - uma estrela do futebol argentino na época. Não tem como não torcer para um time desses, ainda pensando que do outro lado estão os porcos nazistas.

Se você ainda não assistiu dá uma conferida no youtube, tem uma versão de qualidade meio duvidosa, porém completa. 

donna rita - conversa de café - fuga para a vitória
O Chavinho estava certo
Bom, fica a dica de um belo filme repleto de ação e história para assistir com toda a família.

Obs* Hoje não colocarei o medidor de qualidade - aquela tag com gatinhos - por razões obvias, TODOS os filmes do Stalone são nota 5...rssr


24 de out de 2016

Na sua estante: 1984...

donna rita - na sua estante - 1984

O grande irmão está de olho em você. E não é o merda do Bial...

Esse romance escrito em 1948 foi um dos que mais impactaram a minha vida. A visita pelo mundo distópico e totalitário de 1984 deu um nó no meu cérebro, e ainda continuo a pensar em muitas coisas mesmo após o final da leitura. O enredo é bom, mas não é o interessante, não é o que impacta. O fascinante é conhecer um novo mundo - ás vezes acho nem é tão novo assim - através dos olhos de Wiston.

Wiston é uma pessoa comum que trabalha no Ministério da Verdade, e isso o torna responsável por reescrever a história todos os dias. A história tem um peso político importante, que é o de ser reescrito - se possível todos os dias - para legitimar o poder do partido, dar legitimidade ao projeto político. Isso é muito comum também em nossos dias, a história é sempre reescrita de modo a justificar o poder, justificar o projeto do governo atual. Por exemplo: na ditadura militar de 1964 a história foi violada várias vezes de modo a garantir aquela estampa de salvadores aos militares, tudo em nome da família e democracia. Na época do Brasil imperial ignorava-se totalmente a contribuição indígena e negra para a construção do caráter do brasileiro, tudo visava justificar o poder imperial. E assim foi reescrita - e violentada - por diversas vezes de modo a desvalorizar tudo o que tivera sido feito antes.

Para o "Partido" o passado não importa, ele é reescrito de acordo com o presente. O presente é o que importa, o poder mais necessariamente. O "Partido" não tinha nenhum plano para o futuro, era simplesmente o poder pelo poder, e para isso é necessário manter as pessoas com "medo".

Hoje esse fato é muito influente em nossa sociedade. Vivemos em um tempo em que o "Ministério da Verdade é controlado por uma mídia, que distorce os fatos a seu bel prazer, de modo a garantir seus próprios interesses.

O "Partido" não está interessado em prezar pelas individualidades, é preciso quebrar o indivíduo para enchê-lo com os ideias que vêm de cima. O que importa é o Estado, nada pode estar acima do "Estado".

Orwell não estava tão errado assim. Muito pelo contrário, o que me assusta é o fato de ele estar tão certo.

donna rita - na sua estante - 1984

Em relação as "teletelas", vivemos em uma sociedade elas estão presentes por todos os lados. Ás vezes não precisa nem ser uma câmera, as próprias pessoas se encarregam desse vil papel. Oras, é só pensar em quantas vezes você foi confrontado por conhecidos e parentes por fugir um pouco dos padrões tidos como "normais". Ficar fora do que é estabelecido como "aceito" é perigoso, dando até mesmo margem para violência. Esse trecho obra de Orwell faz uma relação com o "panótipo" de Foucalt, onde as próprias pessoas são responsáveis por cobrar e propagar os valores estabelecidos pela sociedade. Se não fosse isso admitir ser homossexual não causaria tanto impacto entre certos setores da sociedade.

Estamos sendo observados e julgados o tempo todo. Uma pressão do caralho.

Em relação a censura e repressão, vivemos isso quase todos os dias. Estamos em uma época onde todos emitem sua opinião - mesmo que algumas opiniões venham carregadas de preconceitos -, entretanto estamos constantemente julgando e sendo julgados pelo diferente. Aquilo que é diferente nos incomoda, assim como pensar diferente do "Partido".

Tem uma parte em que"1984" toca na questão do viés nacionalista. O nacionalismo tem o poder de despertar o que há de pior nas pessoas, é alienante. É uma forma de pegar todo aquele sentimento de frustração e lançar em um único inimigo. Os "proletas" não sabem onde descarregar suas frustrações e é na hora do nacionalismo em que ele são direcionados, como uma simples massa de manobra nas mãos do partido. Um ódio voltado contra um inimigo inventado.

Isso é retratado no livro em uma passagem ou outra onde a guerra muda de lado. O inimigo - uma hora Eurásia, outra hora Lestásia - muda de acordo com os interesses de quem está no poder no momento.

Isso me fez pensar muitos nos dias de hoje...

donna rita - na sua estante - 1984

Ao contrário do que o senso comum afirma, a obra não é uma crítica dirigida somente aos regimes comunistas, mas sim toda e qualquer forma de regime totalitário - independente de esquerda ou direita. Para isso é só contextualizar com a época em que a obra foi feita. 1948 era logo ali após a Segunda Guerra Mundial, uma época em que a democracia estava à mercê de regimes totalitários, era questionada, assim como nos dias de hoje. 1984 pode ser entendido como uma crítica direcionada a atualidade, onde nos julgamos livres. Somos condicionados por forças maiores que nos dizem o que comer, como nos comportar, aonde ir e como amar. Somos vítimas presas em uma engrenagem muito maior e complexa.

A guerra e a instabilidade social são algo estabelecidos quase como que em um tom proposital para a manutenção do interesses, da perpetuação de uma elite que não abre mão de seus privilégios. Seria possível sim a criação de uma sociedade onde todos usufruiriam de um bem estar, mas a grande massa enxergaria a falta de necessidade de ter uma elite, e assim tudo seria derrubado. Por isso, não é interessante o esclarecimento e o conforto das massas - por isso são feitas todas essas Pec's estilo 241. Uma sensação de crise política, um clima de guerra é necessário para a manutenção do aparelho estatal, do status quo.

Mais do que uma narrativa, a obra é uma descrição de um futuro distópico bem plausível com características bem marcadas nos dias atuais. O destino final de Wiston na verdade pouco importou, o livro nunca se apresentou como uma aventura, uma briga entre o bem e o mal com um final feliz - deixa isso para as novelas. 

 É quase como um manual, algo como que maquiavélico, um estudo político do animal mais complexo de todos: o "homem"...

Desligue a sua televisão.... rsrrss 

21 de out de 2016

Por aí: Museu Egípcio Itinerante...

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

O menino lindo!!!

Queridos e queridas...

No último dia 13/10 o E.E. Dr. Renê de Oliveira Barbosa foi levar os seus queridos alunos para passear no Museu Egípcio Itinerante, em São Bernardo do Campo. Foi um passeio fantástico onde todos nós passamos a conhecer um pouco mais sobre essa civilização fantástica, fomos encontrar nossas raízes, os primórdios da humanidade. A primeira grande civilização humana, cujo o impacto cultural é sentido até hoje, em todas as culturas do mundo.

Em sala de aula sempre tive a preocupação de interligar a história do Egito com a história do continente africano. Sabe, para quebrar aquele velho estereótipo do egípcio branco, loirinho, com os olhos claros. Sempre procuro romper com a visão eurocêntrica do Egito para estabelecê-lo como um fruto da cultura negra. Não há nada de errado nisso, uma vez que a cultura africana foi fundamental para a construção do caráter do brasileiro, e deve ser tratada com a mesma importância das demais culturas.

Não existe esse papo de cultura superior ou inferior, o que existe é a diferença entre culturas e essa deve ser respeitada. E o que disse - se não foi isso foi algo bem parecido - um sábio que tem por aí.

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

O acervo do Museu Egípcio Itinerante é fruto do trabalho do artista plástico egípcio Essam Elbattal, cujo o talento possibilitou produzir réplicas fiéis das esculturas mundialmente famosas. Entre as principais peças encontram-se: a Múmia, o Sarcófago de Tutancamon,  e o Escriba.

Olha, excelente o trabalho do moço. Está de parabéns.

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

Deixando a conversa mole de lado, vamos diretamente ao que interessa. Segue abaixo algumas fotos tiradas no dia da exposição. Peço compreensão em relação a qualidade das fotos, pois estas foram tiradas por mim mesmo, por isso ficaram de uma qualidade um tanto duvidosa. Mas, o que vale é a intenção...

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

donna rita - por aí - museu egípcio itinerante

Bom, galerinha... Foi um excelente passeio, um programão para toda a família, e o fato das crianças terem colaborado facilitou muito. As crianças ficaram mega empolgadas e até participaram da palestra. Como professor de história fiquei muito feliz em saber que eles conseguiram absolver bastante informação, e até mesmo fazer perguntas interessantes.

O único ponto negativo foi o espaço. Mas, é compreensível pelo fato de ser itinerante, era muito pequeno e foi difícil acomodar a galerinha, porém nada demais.

Fica a dica para um excelente passeio para toda a família. Caso haja um interesse é só clicar aqui e acessar o link com todo o itinerário, e mais informações...

Um abraço, um bjo e um queijo.

17 de out de 2016

Na sua estante: Andrew Pyper e Os Condenados...

donna rita - na sua estante - os condenados

"...A experiência do pós vida nem sempre é boa..."

Olha, o tal do Andrew Pyper está de parabéns. Podem jogar dinheiro para esse homem, ele merece.

Há algum tempo havia feito uma resenha de uma outra obra sua intitulada "O demonologista" - que você pode acompanhar clicando aqui -, e na época lembro de ter falado que não havia nada demais em sua obra. Era algo como se Robert Langdon tivesse tido um dia sinistro em sua vida, resolvendo um mistério de horror. Um bom livro, mas nada demais, nada de novo, nem surpreendente.

Porém, desse vez sou obrigado a dar o braço a torcer. "Os condenados" traz algo novo nessa linha de literatura, a começar pelo tema "a experiência no pós vida"...

"... Eu morri mais de uma vez na minha vida. Algumas pessoas conseguem equilibrar pratos em varas, outras podem acertar todas as tacadas jogando golfe, mas poucas têm tantos carimbos no passaporte da outra vida quanto eu... Paraíso ou Hades, Céu ou Inferno - eles são feitos sob medida. Eu sei porque estive em ambos..."
Danny Orchard...

Nada melhor do que as palavras do próprio protagonista para começar a discussão sobre a obra. Como ele bem mesmo afirmou, Danny é uma pessoa peculiar com muitas idas e vindas do além. Esse tema já foi inovador o bastante para chamar a minha atenção. Não sei da sua experiência, mas eu nunca havia lido um livro com essa temática: experiência no pós vida. Geralmente quem compartilha dessa experiência retorna trazendo notícias boas, reconfortantes, paisagens bucólicas, visitas a entes queridos, etc...

Mas, e se o que houver do outro lado esperando não for algo necessariamente bom. Pelo contrário, se houver somente o "tormento eterno" esperando do outro lado. Acredito que essas experiências não repercutem por aí pelo fato das pessoas ficarem constrangidas demais para compartilhar esse tipo de experiência.

Esse é o caso do nosso querido Danny Orchard...

donna rita - na sua estante - os condenados

A história se passa nas idas e vindas de Danny - através do mundo do além - para se livrar do espírito de sua irmã, ou pelo menos no que ele acredita ser o espírito de sua "querida" irmã gêmea. Ambos morreram no dia em que celebrariam seus aniversários de 16 anos. Porém, somente o protagonista retornou para ter a sua vida "travada" pelo encosto capirotístico de Ash. Fadado a ter de lidar com esse problema, Orchard tenta levar sua triste existência afastando-se de qualquer relacionamento com outros seres humanos, restrito somente a relatar seu conhecimento em seus livros, e a participar de alguns grupos de apoio. Sim, exitem grupos de apoio desse tipo, como se fosse um "AA" do pós vida.

A história só dá uma reviravolta quando Danny se vê a possibilidade estabelecer uma família "normal", mas para que isso ocorra será necessário primeiro lidar com o espírito vingativo de Ash, ou do que quer que esteja usando sua forma. É bem sinistro esse tipo de situação.

Aliás, Ash já tinha um histórico meio psicopata de atormentar as pessoas em vida, a morte apenas piorou a situação.

donna rita - na sua estante - os condenados

"Os condenados" é um livro de horror escrito no melhor estilo clássico, chega até mesmo a lembrar um pouco da escrita de "Stephen King" em algumas passagens. Sem dúvida é a evolução do autor. De todos os aspectos o livro supera o seu antecessor "O demonologista". Um livro tenso, claustrofóbico a ponto de gerar incomodo no leitor. Eu mesmo me peguei algumas vezes incomodado com o horror da leitura - isso é um fato muito bom para quem tem preferência por um bom suspense. 

A verdade é que você não vai parar de ler até conseguir decifrar o mistério, até chegar no desfecho, que pelo menos para mim foi genial, uma das melhores coisas que já vi.

O pobre Danny Orchard é muito carismático, eu comprei a ideia do drama de sua vida, e de certa forma torci para um desfecho positivo. Realmente me importei com os seus entes queridos e com seus respectivos dramas

Alguém de Hollywood bem que poderia ter a ideia de desenvolver um filme em cima desse livro. talvez nas mãos de James Wan ficasse sensacional.

E, como já era esperado, a "Dark Side" fez mais um excelente trabalho na edição do livro. Na mesma linha do antecessor, "Os condenados" não fica devendo em nada, tanto nas ilustrações quanto na encadernação. Tudo é muito lindo, o que faz o leitor prender um pouco mais a atenção ao enredo.

Se você se interessou pelo livro - ficou assustadinho o bastante - aproveite a promoção e compre por esse link aqui e seja feliz. E de quebra, ajude a comprar o leite dos gatinhos desse humilde lar.

Ficha Técnica
Título: Os Condenados
Escritor: Andrew Pyper
Editora: Darkside
Edição:
Número de Páginas: 320
Ano: 2016


Esse livro é excelente e que venha cada vez mais coisa boa. Fico por aqui, deixando vocês por aí...





5 de out de 2016

Na sua estante: 5 dicas para organizar seus livros

donna rita - na sua estante - 5 dicas para organizar seus livros
Unsplash

Fãs de literatura e decoração, uni-vos! 

O Donna Rita separou umas dicas superlegais para organizar a biblioteca dos amantes dos livros. O guia a seguir inclui todos os passos, a metodologia e os segredos que prometem resolver os problemas de espaço e por ordem nas suas estantes. Confira! 

1. Prospecte e categorize... 

Se está planeando uma biblioteca em casa, a primeira regra de organização é: inteire-se da sua coleção. Retire os livros das caixas e das estantes e escolha a sua forma de categorização, tal qual como numa... biblioteca. Pode ser por título, tema, livros preferidos ou até por cores. Se tiver pequenos leitores em casa, vale criar um cantinho só com história infantil. O truque é escolher a categorização que vai melhor com os seus hábitos de leitura e continuar a segui-la sempre que comprar um livro novo.

donna rita - na sua estante - 5 dicas para organizar seus livros
Unsplash

     
2. Doação de livros... 

Durante o processo de triagem, você vai certamente se aperceber que existem livros na sua coleção que você já nem se lembrava que tinha ou que você nem liga mais. Claro que você não vai jogar fora o seu livro preferido de infância, ou aquele livro que marcou sua adolescência com a dedicatória do seu escritor preferido na época. Mas use seu bom senso para se livrar de algumas obras! Doar é sempre uma boa ou então você pode trocá-los por outros.


donna rita - na sua estante - 5 dicas para organizar seus livros
Nick Keppol


3. Aproveite os cantinhos e as paredes... 

O truque para casas com pouco espaço é apostar tudo na arrumação vertical – isto é, transformar uma parede vazia numa área de arrumação. Pode instalar uma estante sob medida ou simplesmente prateleiras verticalmente organizadas para uma biblioteca até ao teto em um canto. 


4. Comece um inventário... 

Caso tenha o hábito emprestar livros, pode aproveitar a ocasião para fazer um inventário de todos os seus livros. É verdade que dá trabalho, mas vale bem a pena. Para evitar que eles se percam noutra casa qualquer, convém ainda anotar seu nome dentro dos livros.


donna rita - na sua estante - 5 dicas para organizar seus livros
Unsplah


5. Limpar, ordenar, arranjar...

Três verbos essenciais que você vai ter que conjugar não só agora, mas a partir de agora. Depois de reunir a sua coleção de livros final e decidir a forma como os vai categorizar, está na hora de colocar isso à vista de todos. Sacuda a poeira e distribua os livros na estante. Para dar aquele toque personalizado, pintar a parede de uma cor diferente, incluir plantas ou quadros personalizados é sempre uma boa pedida.


donna rita - na sua estante - 5 dicas para organizar seus livros
David Trawin

Esperamos ter resolvido seus problemas de amor e piriguetagem literária com essas dicas. Nos conte depois como ficou a biblioteca aí da sua casa! 

Beijitos.

Esse foi um "guest post" Cecilia Gibson...

3 de out de 2016

Mercadinho Artesanal: a 11ª edição e nossas compras


Não é novidade falar do Mercadinho Artesanal aqui no Donna Rita! Eu já falei dele aqui, aqui e aqui.
Mas não tem como deixar de contar e mostrar para vocês a quantidade de lindezas e toda a energia positiva que este evento nos proporciona. Para o Sr. Marido e eu, é sempre uma alegria imensa participar, voltamos com as forças renovadas e com ideias a mil.


A 11ª edição - de primavera - aconteceu nos últimos dias 24 e 25 de setembro, em São José dos Campos, mas dessa vez em um novo local: na Associação Cultural nipo Brasileira, o BBC. A mudança de casa, que de início pode parecer assustadora, logo de cara se mostrou uma boa nova. Espaço amplo, bem ventilado, em um único piso e com acessibilidade! Eu curti muito a mudança, aliás aprovei assim que chegamos e começamos a descarregar o carro...


O que não mudou foi o carinho com que somos acolhidos por esta galara tão gente boa de São José. Recebemos muitas visitas lindas! Conheci pessoas que só conhecia no mundo virtual, fizemos novos clientes e claro, muitas compras!

Para ver mais fotos (muitas fotos) deste final de semana lindo, conhecer todos os expositores e ficar por dentro de todas as edições, vai lá na página do Mercadinho no Facebook, curta e acompanhe tudo de pertinho.

Agora vamos a parte II deste texto: as compras.
Chega até a ser injusto, pois é tanta coisa linda que fica difícil falar só das que eu pude comprar e comer! 

Vou falar da comilança primeiro.
Nos dois dias eu almocei panquecas da Mimos e Gostosuras. Sr. Marido foi de panqueca no sábado e no domingo mudou o cardápio, foi de lanche da A Chimbica.


De sobremesa tivemos macarons e pães de mel da Cr. Brigadeiro, brigadeiros no copinho da Amo Inhame e o maravilhoso creme brulée da Adocicada.


E ainda trouxemos para casa os maravilhosos stroopwafel (não sei o plural disso) da Hoy Hoy.


Também teve cervejas e hidromel da Bikes Beer e queijos da Melhor de Minas.




Findada a parte gastronômica, vamos aos demais itens. Vou começar pelo minha mais nova paixão: a Máscara de Argila da Baths. Não vou me aprofundar, porque quero fazer um texto somente sobre os produtos naturais/veganos/artesanais/cheios de amor que a Fernanda produz. Só quero deixar registrado meu amor por essa máscara! Eu que tenho a pele extremamente oleosa estou me beneficiando demais deste produto! Até tiro foto feliz, no mair estilo camuflagem com lama! rsrs.


Para ajudar a espalhar mais amor neste mundinho, comprei da parceira Gil, da Scolastika's Crochê, um colar com pingente de coração!!! Diz se não amor demais?!?!


Ainda na linha dos acessórios fofos-mais-lindos-de-todos-os-acessórios-fofos tem brinco de gatinho da Marias... e porta moedas e grampos de cabelo da Modos de Mocinha.


Por fim, nossas canecas maneiríssimas da Amora Canecas. De gatinhos para mim e de barba-gigante-hispter para o Sr. Marido.


Nossa, já ia esquecendo: também fiz tatuagens! É isso mesmo. O Flávio Carnevalli e o Danilo Maré do Over Rock Tatto Shop estavam lá fazendo flash tatto na galera e eu aproveitei para fazer mais duas neste corpitcho. Fiz as duas com o Flávio, mas ambos mandam muito bem e com certeza já sei onde ir para as próximas.


É isso pessoa querida do meu coração magrelo! Com esse pequeno recorte das lindezas que o Mercadinho nos traz a cada dois meses, quero demonstrar toda minha gratidão e carinho a todos os envolvidos e principalmente as queridas Gabi e Carol, em nome de todos da organização, que sempre fazem de tudo para levar o melhor do feito à mão para São José dos Campos e acolhem a todos com muito profissionalismo e amor. O Donna Rita não seria o mesmo sem o Mercadinho... Obrigada!

E fica ligada, em novembro tem mais!

Beijitos no coração.
Fotos: Mercadinho Artesanal (Carol Falco), Scolastika's, Amora Canecas e minhas.

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