30 de mai de 2016

Sr. Marido Play: Broforce...

donna rita - sr marido play - broforce

Queridos e queridas... Chegou a hora de pegar em armas e detonar os malfeitores ao melhor estilo anos 80. Chegou a hora de falar de Broforce.

Esse é mais um joguinho despretensioso de bonequinhos pixelados que fez o maior sucesso. O outro é o tão controverso Minecraft, que sinceramente não me parece muita coisa. Broforce realizou o meu sonho desde quando ainda era pequenino: o de encarnar o papel de John Rambo, John Mclane entre outros. A essência do espírito brucutu oitentista que sempre me faltou.

Essa obra é um indie game produzido pela Free Lives em 2013 e traz uma história simples, assim como os filmes protagonizados pelos heróis.  A Broforce é uma força tarefa americana, uma unidade de elite, que viaja pelo mundo a fim de combater o terror representado na figura de um simpático diabinho de terno e gravata. Não descobri muito bem a trama. As missões não variam muito de tela para tela, mas nem tudo se resume a espancar o botão do controle a fim de matar todos os adversários. Algumas vezes é necessário sabedoria para salvar alguns prisioneiros, outras vezes simplesmente poder bruto para invadir um QG de criminosos atrás de armamentos. O resultado é sempre o  mesmo: Muito tiro, porrada e bomba.

No início o número de "bros" é limitado e não é possível escolher um personagem. Heróis adicionais serão liberados somente conforme você vai salvando os prisioneiros de guerra. "Bros" como Neo, de Matrix, Willian Wallace, de Coração Valente, e Conan são liberados de acordo com o número de resgates.
Como já foi dito antes, nem tudo se resolve somente na bala, ou na porrada dependendo do personagem. Alguns  inimigos são mais fortes e requerem um pouco mais de estratégia para serem vencidos. Aí cabe a você administrar muito bem seus personagens, lembrando que eles possuem características diferentes; Logo, você tem liberdade para criar estratégias diferentes. 

donna rita - sr marido play - broforce

As telas iniciais são uma mamata só, mas com o passar do tempo o desafio vai crescendo exponencialmente. 

A nostalgia está em todos os pontos do jogo. Desde a ambientação dos filmes oitentistas, passando pela música, por missões malucas que envolvem passagens pelo Vietnã. Até mesmo os gráficos 2D pixelados trazem um certo sentimento de nostalgia, principalmente para aqueles que passavam horas em frente aos "super nintendos" da vida.

O jogo é uma obra de arte para aqueles que se consideram "viúvas" dos grandes dos filmes de ação.

Seja você também um brucutu - não na vida real, por favor - e ajude os "bros".

E assim eu fico por aqui, deixando vocês por aí...



20 de mai de 2016

Faça você mesmo: capa para livro - parte II

Vamos continuar a fazer nosso livro?
Este é o segundo vídeo da série, o primeiro você pode ver clicando AQUI.

Neste vídeo ainda abordaremos a confecção da capa. Mostro uma outra forma de revesti-la, fazendo a junção de dois tecidos. Serão usados um tecido para a capa posterior e lombada e outro para a capa da frente. Este estilo de encadernação é chamada de encadernação em três quartos.

Os macetes que eu ensino no vídeo foram aprendidos com dois professores diferentes, com quem tive o prazer de ter aulas presenciais e online, respectivamente, Pablo Peinado do O Velho Livreiro e Elizandra Sobral, da Lê Arts. Como eu sempre digo, conhecimento nunca é demais! Só acumulando conhecimento é possível encontrarmos o nosso jeito próprio de fazer, e no caso, também de ensinar.

Aproveito para te relembrar que todo sábado temos aulas de cartonagem e encadernação na Gana Presentes e Papelaria, que fica em São Paulo, pertinho do metrô Paraíso. Se você não está em São Paulo, não fique triste, além dos vídeos e textos aqui no blog, você pode acessar a plataforma Você Artesanal e ter acesso a três projetos muito bacanas, com material exclusivo e arquivos para baixar e imprimir. Prometo fazer um texto explicando em detalhes o curso on-line e suas possibilidades, aguarde.

Vamos ao vídeo! Depois de assistir, lembre-se de deixar seu joinha, assinar o canal para acompanhar os próximos vídeos e compartilhar com as "miga tudo"!

Os materiais utilizados são os mesmos do vídeo anterior, clica AQUI para ter acesso. Mas presta atenção, a medida do tecido muda e são as seguintes: 1 pedaço de 8 x 15 cm e 1 pedaço de 18 x 15 cm.

Já sabe, qualquer dúvida, só deixar nos comentários.
Espero que você goste!

Beijitos!

16 de mai de 2016

Conversa de café: Meu amor e ódio pelo Capitão América.


Guerra Civil está por aí e todo mundo ficou doido para ver o filme e, conforme já havia previsto, o Universo D.C. acabou brochado mais uma vez. Não que "Batman vs Superman" tenha sido uma merda completa, eu até gostei do filme, mas a Marvel mostrou mais uma vez como cativar o seu público. Eu mesmo estou totalmente vendido para essa ideia. Hoje, o Capitão tem um lugarzinho bem especial em meu coração.

Minha relação com Steve Rogers nem sempre foi assim...

Antigamente quando tinha uma posição política bem radical eu simplesmente o detestava. Mais por ele ser uma propaganda do American Way of Life, uma propaganda voltada para a mente das crianças. O Capitão representava tudo aquilo que mais desprezava em minha juventude. Jamais admitiria admirar alguém enrolado na bandeira americana. Eu o achava um porco. 

Também sentia algo parecido em relação ao Superman. Tanto que a única HQ que aceitei ler durante muito tempo foi "Entre a Foice e o Martelo". 

Também me privava de muitas outras coisas em nome de minha cruzada contra o imperialismo pagão. Tempos de ingenuidade.

Mas em 2006 tive a oportunidade de ler aquele que foi um dos melhores arcos das histórias em quadrinhos. Atraído pela sinopse, me peguei tentado a ler a "Guerra Civil", a história que prometia dividir o universo Marvel. Uma peleja entre heróis, era tudo o que eu mais queria. 

Lá estava eu para ridicularizar mais uma vez o "cuzão" do Capitão América quando o vi em uma situação única. Pelo menos para mim, até aquele momento. Steve se viu obrigado a refletir sobre todos os dogmas que defendia cegamente até então. O bom soldado passou a questionar e se opôs contra o seu querido governo. O Capitão América mandou os Eua à merda e passou a lutar contra. Não esperava aquilo. Demorei para entender o tamanho do valor daquela quebra de paradigma. 

A partir desse momento passei a olhar Rogers com outros olhos.


Eu ainda acredito fortemente em todo o poder ideológico, toda a carga imperialista, que está por trás desse simpático herói. Eu apenas ignoro. Pensando bem, todo o mundo que nos ronda tem um teor ideológico. Não existe ponto sem nó. O que não significa também que você deva ser um alienado. Pelo contrário, é necessário saber ler nas entre linhas a fim de poder abstrair, e de evitar ao máximo possível para não cair na alienação. Ou seja, eu sei que não se passa de uma propaganda safada, mas consigo enxergá-lo somente como um herói. Ele não me faz gostar mais ou menos dos americanos. É entretenimento e ponto final.

O tempo passou e acabei devorando os quadrinhos do Capitão. Confesso que a temática da Segunda Guerra Mundial contribuiu para o meu interesse. E assim fui colecionando vários de seus arcos.

Mas foi em 2011 que houve a virada de jogo efetiva. "Capitão América: O primeiro Vingador" foi o primeiro filme que vi ao lado de minha esposa (foi ela quem escolheu, diga-se de passagem) em nosso primeiro encontro, e isso significa muito pra mim. Considero Steve a testemunha de nosso primeiro beijo. 

Em 2014 saiu "O Soldado Invernal" e já estávamos casados.

Em 2016 saiu "Guerra Civil" e comemoramos grandes conquistas.

Não sei muito bem o que virá no próximo filme, mas sei exatamente onde quero estar...

Esse foi mais um post do Sr. Marido, e eu fico por aqui deixando vocês por aí.

12 de mai de 2016

Na sua estante: HellBlazer - John Constantine, o capote do Diabo

donna rita Na sua estante: HellBlazer - John Constantine, o capote do Diabo...

Esqueçam Keanu Reeves, por favor. Se você chegou até aqui acho que isso não será um problema...

Um mago escroto, ocultista, exorcista, punk com um passado fudido lascado em busca de se livrar de seus fantasmas. Uma missão extremamente complicado.

Constantine é uma das franquias de quadrinhos mais fodas legais que já vi. Assim como Watchmen, Cavaleiro das Trevas, Supremos, HellBlazer figura entre as minhas obras mais queridas. Para você que não conhece, John Constantine é um mago que carrega o fardo de exorcizar as forças sobrenaturais que aparecem pela sua frente. Desafios a demônios, intrigas sobrenaturais, idas e vindas do Inferno é algo muito comum em suas histórias. Uma espécie de Dean Winchester, só que bem mais sombrio, lazarento, poderoso e sarcástico. John já fez o Diabo tomar uma cerveja de água benta, enganou os príncipes irmãos das trevas se tornando imortal. Ele simplesmente chutaria o traseiro dos irmãos Winchester.

O seriado era bom, Matt Ryan foi mais parecido com o personagem da hq. Eu particularmente gostava, a história prometia ter a mesma pegada, ou pelo menos mais parecida com os quadrinhos. Mas a opinião pública o rejeitou. Lamento, talvez seja impossível fazer algo relacionado a Constantine com a fidelidade das hqs nos dias de hoje. Tem muita coisa "politicamente incorreta" em um ambiente só. E os temas são muito fortes e adultos, isso o torna um anti-herói bem underground. 

Talvez um dia, se a Netflix tiver a oportunidade de colocar as mãos em HellBlazer saia algo mais interessante. Fica a dica!

"O capote do Diabo" traz um dos últimos arcos de Constatine pelo selo da "Vertigo" (linha adulta da DC). Nela, John encontra-se em um estado de semi aposentadoria, casado, querendo se ver longe das aventuras nas trevas. Ele simplesmente não quer mais brincar, pediu pra sair. Mas nada é simples na família Constantine. John se vê obrigado a mergulhar em desgraça novamente, agora pelas mãos de sua sobrinha Gemma, o último laço remanescente de sua família.

Contextualizando...

No arco anterior "Cravos Sangrentos" John casou-se e na festa de seu casório sua cópia do mal (que saiu diretamente do inferno para substituí-lo) estuprou sua sobrinha em plena festa de casamento. Cenas fortes como essa são muito comuns em HellBlazer. John tentou explicar a situação, mas creio que nunca foi perdoado completamente. Essa seria uma situação muito difícil de explicar mesmo, bafão. E não parou por aí não, Gemma ainda roubou o capote de seu tio para conjurar um demônio a fim de matá-lo. Coisa bem digna de casos de família.

donna rita Na sua estante: HellBlazer - John Constantine, o capote do Diabo...

"O Capote do Diabo" começa com o casaco do estimado Constantine perdido. Você pode até pensar que não passa de uma besteira, mas não é pouca coisa não. Encharcado com sangue de humanos, anjos e demônios, bebidas baratas e cigarros, o capote sobreviveu a tantas coisas quanto seu dono. Logo, ele se tornou algo mágico, uma relíquia, até mesmo dotado de uma consciência capaz de manipular as mentes mais frágeis. Uma espécie de objeto amaldiçoado.

Além de ser um sobretudo, funciona também como um para raios. Constantine sofre com várias alterações no mundo da magia enquanto está sem o seu estimado capote. É uma história extremamente rica, sombria, onde o protagonista se encontra envolvido com o próprio príncipe das trevas. De quebra se envolve com a máfia, vai até o inferno e reencontra a alma da irmã que está por lá perdida. É uma leitura muito boa, os roteiristas vão longe para construir uma narrativa de horror bem digna ao histórico do personagem.

Eu, que gosto muito de sentir "medinho", tenho John Constantine como um dos meus personagens favoritos. Leia, eu sei que você vai gostar também.

Título: John Constantine – Hellblazer: O Capote do Diabo
Autores: Peter Milligan, Giuseppe Camuncoli e Stefano Landini
Gênero: Terror
Editora: Panini Comics
Ano: 2016
Idioma: Português
Páginas: 92
Acabamento: Formato americano
Bjoss, abraçoss e até a próxima!

4 de mai de 2016

Conversa de café: Assistindo "alienígenas do passado", ou não...

donna rita - conversa de café - alienigenas do passado

Queridos e queridas...

É notável que no decorrer da história a humanidade foi capaz de fazer coisas incríveis. Tão incríveis que acabam por nos levar a certos questionamentos. A humanidade que até então pintava paredes e lascava pedras para fazer instrumentos em um curto espaço de tempo acabou por realizar grandes obras como as pirâmides egípcias e incas, e os moais da Ilha de Páscoa, dentre outras coisas . Aí vem aquela famosa pulga atrás da orelha. 

Será que tivemos algum auxílio de uma inteligência superior no decorrer da evolução humana? 

Muitas teorias trabalharam acerca do tema. Filmes como "Prometheus", ou até mesmo o tão aclamado "2001 uma odisseia no espaço" abordaram a interferência de seres de outros mundos em nossa sociedade. O que marcou a nossa evolução, até mesmo por cruzamentos de alienígenas com os primatas. E hoje em dia somos agraciados com o querido Giorgio Tsoukalos, em pleno canal de História, e isso me incomoda uma barbaridade. E são vários os momentos em que ele aparece com sua cabeleira para nos convencer de que a teoria dos deuses astronautas está correta.

Tudo começou em 1968 quando foi lançado os "Eram os deuses astronautas" do aclamado Erich Von Daniken. A obra foi a primeira a trabalhar com o tema de que as antigas civilizações tiveram uma força de queridos amigos espaciais, astronautas ou engenheiros, que eram venerados como deuses. Eles simplesmente apareceram para dar um toque, assim como o monolito de 2001 que pintou por esses lados para dar uma força aos macacos.

É uma teoria interessante, até certo ponto respeitada. Pelo menos até o aparecimento de Tsoukalos...

donna rita - conversa de café - alienigenas do passado

Tsoukalos e o canal de História são os responsáveis pela popularização do tema. Digo mais, são os grandes responsáveis pela deturpação, transformando "Eram os deuses astronautas" em uma grande piada. Eu pelo menos não consigo encarar os fatos com seriedade, tudo é muito engraçado, muito sensacionalista. Giorgio Tsoukalos virou uma espécie de Datena do canal de História. Digo isso porque é tudo muito raso, tudo muito forçado para nos fazer engolir essas ideias. O próprio canal tira uma onda com a chamada do programa, dando a entender como se fosse um grande quadro de humor.

Ás vezes eu assisto por entretenimento, puro e simples.

Eu não vejo nenhuma dificuldade em aceitar que as grandes construções da antiguidade foram feitas por simples mãos humanas. Pensa bem, um grande engenheiro da antiguidade, um gênio, pode ter conduzido a construção de pirâmides. A História tem até um nome, um tal de Imhotep foi o grande responsável pela construção da primeira há quase cinco mil anos atrás. Gênios são capazes de grandes proezas, em qualquer lugar em que estejam na linha do tempo. Sempre há aquelas pessoas que se destacam por estarem a frente das demais, assim como Jobs, Einstein ou até mesmo o Supla com toda a sua genialidade incompreendida. Jorge Vercillo também é um exemplo de alguém a frente de seu tempo, disso não me resta dúvidas.

Mas e o fato de vários povos do mundo, em diferentes pontos, e em diferentes tempos terem construídos pirâmides? Isso não corrobora para a teoria dos deuses astronautas?

donna rita - conversa de café - alienigenas do passado

Eu sei que essa ideia é fascinante, é até legal pensar que tivemos uma ajuda no caminho da evolução, assim como os engenheiros de Pormetheus. Eu mesmo sou um fã de Arquivo-X, da temática alien em geral. "Alienígenas do passado" simplesmente não me desce.

Tudo isso tem uma resposta, às vezes não tão simples. O formato de piramidal é o mais seguro caso o seu interesse seja construir uma estrutura tão alta. A maior parte do peso encontra-se na base, por isso a piramide não tomba, não desaba e é capaz de durar tanto tempo. Os nossos antepassados estavam certos em escolher o formato de suas construção, ainda mais quando a intenção é fazer algo tão alto como que capaz de alcançar aos céus.

Mas aí também rola sempre uma dúvida de como as pessoas foram capazes de empilhar blocos de toneladas. Para essa questão eu deixo um vídeo do querido canal Nerdologia para explicar...


Esses são alguns dos questionamentos que puderam ser explicados pela ciência, obviamente ainda existe uma gama de perguntas por aí sem respostas. O universo é infinito e em expansão, então deve ter alguma outra civilização inteligente vagando pelo universo, senão por esse talvez por outros. Não temos ainda respostas para tudo e o nosso imaginário é capaz de ir longe em busca de algo que satisfaça nossas dúvidas.

Mas eu peço um pouco mais de seriedade, principalmente quando falamos de História. Essa querida disciplina que anda tão esquecida e judiada atualmente.

A teoria dos deuses astronautas até tem alguns pontos interessantes, mas acabou virando farofa na mão do treslocado Tsoukalos. Mas nada lhe impede de assistir desde que você tenha ciência de que é apenas um entretenimento.

Ou talvez eu esteja errado, e Tsoukalos esteja muito certo acerca de seus pontos. Vai saber, quem sou eu para vestir o manto de dono da verdade.

Bom... Agora eu fico por aqui deixando vocês por aí. Vou ali escutar um tchubaruba ruba do Vercillo.

Bjss e abraços

2 de mai de 2016

Conversa de Café: Alien

donna rita - conversa de cafe - alien

Poucos filmes despertaram o terror em mim, depois de adulto, como "Alien". E poucos jogos me fizeram passar tanta raiva e ficar tão tenso quanto "Alien Isolation". Foram dois grandes marcos em minha vida. Nunca senti tanto cagaço medo.

Nunca escondi o amor pela franquia Alien, até mesmo o "Ressurrection" que é bem fraquinho tem um lugarzinho especial, abaixo dos demais, em meu coração. Há algum tempo tinha uma dúvida sobre qual era o mais querido, sempre ficava dividido entre James Cameron e Ridley Scott. São dois gêneros diferentes dentro de uma mesma franquia, um encaixa-se no esquema "Survivor Horror" enquanto o outro classifica-se mais como um filme de "Ação". É bom pensar que somos todos agraciados em termos os dois. 

Repare que usei o termo "Survivor Horror" muito comum em games. Pois é, foi o "Alien Isolation" que me fez gostar ainda mais do filme de Ridley Scott. E de quebra, eu passei a gostar ainda mais de "Prometheus" (bacaninha, nada muito além disso, antes eu considerava um total fracasso).

Além de ter uma pegada bem ficção científica que eu adoro, o primeiro filme da franquia retrata um quadro de sobrevivência em um futuro muito inóspito. Todas aquelas luzes que na década de 70 simbolizavam os aparelhos eletrônicos futuristas causam um enorme fascínio em minha pessoa. Gosto de ver as luzes piscando. Tudo bem que na época em que foi encenada a película aquele era o imaginário de como seria um possível futuro. Hoje eu classifico o cenário de Alien como um "futuro retrô". Um futuro de uma linha do tempo onde o presente ainda se passa na década de 70. Ressalto esse ponto pois, é aqui onde começa o erro de "Prometheus". A história de Prometheus se passa antes do primeiro filme da franquia, no entanto, a tecnologia deste está bem mais avançada do que em "Alien". Onde estão as luzinhas e os computadores no modo DOS? Tem um ar futurista que não combina com a franquia.

Pois é, a não ser que a tecnologia do universo de Alien tenha regredido, o que duvido muito, foi um puta erro de Ridley Scott. E olha que foi ele quem dirigiu o primeiro filme da franquia.

Aonde "Prometheus" fracassou miseravelmente o jogo triunfou.

"Alien Isolation" acertou em cheio na ambientação e em meu coração. O jogo se passa 15 anos após os acontecimentos do primeiro filme e traz Amanda Ripley como protagonista. A jovem vai até Sevastopol na tentativa de encontrar o corpo da sua mãe, a Tenente Ripley (interpretada por Sigourney Weaver), que se perdeu pelo espaço. Se trata de uma continuação do filme de 1979 e traz a mesma pegada. Não se trata de um jogo de ação como os demais, mas sim um jogo de sobrevivência. Não adianta tentar sair por aí para encontrar o Alien. Matá-lo, é simplesmente impossível, a única chance é fugir para sobreviver. 

donna rita - conversa de cafe - alien

O clima de tensão é o mesmo, mas o jogo acaba tornando a experiência muito pior (ou melhor dependendo do ponto de vista) pelo fato de você controlar a personagem. Essa é uma grande vantagem dos games em relação aos filmes, diga-se de passagem. É muito mais fácil assistir a um filme de terror do que jogar um jogo do mesmo gênero. O fato de controlar a personagem, em primeira pessoa ainda por cima, torna a imersão muito maior. Não dá simplesmente para fechar os olhos, ou virar a cara para o outro lado, durante um jogo de horror.

A ambientação de "Alien Isolation" é simplesmente fantástica. Os programadores utilizaram o mesmo cenário da nave "Nostromo" do primeiro filme. Tudo bem que a nave explodiu no filme, mas a desculpa dos produtores para usa-lá é que a nave "Sevastopol" era da mesma linha da "Nostromo", por isso são iguais, o mesmo padrão. Você acaba passando pelos mesmos corredores que Sigourney Weaver, e até mesmo visitando os mesmos cenários. Outro ponto forte dentro da ambientação é a trilha sonora, a mesma do clássico de Scott. De arrepiar os cabelos da nuca

É um jogo onde você não pode ficar muito encanado com morte. Você vai morrer várias vezes e ponto final. Ele não facilita a vida do jogador. Uma simples corrida em determinados momentos pode causar a aparição do Alien e uma consequente morte. Cansei de contar quantas vezes estava andando pelos corredores e encontrei um "abraçador" (aqueles que parecem a palma de uma mão). Cochilou, o cachimbo caiu.  

Tanto o jogo quanto o filme são experiências que se completam, e enriquecem ainda mais o fascinante universo de Alien. Essa mistura de ficção cientifica com horror espacial é uma das melhores coisas que já foram feitas no universo cinematográfico.

"...No espaço, ninguém pode ouvir você gritar..."

Bom... Tudo isso foi m pouco da minha experiência no universo Alien. E se você, assim como eu, gosta de sentir medinho essas são duas grandes dicas.

Câmbio, desligo!

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