29 de abr de 2016

Old Mail: rodada floral

Devo, não nego, mas sempre pago os meus credores! rsrs.

Em fevereiro foi realizada a rodada com tema floral no projeto Old Mail e eu recebi uma caixa cheia de mimos e uma cartinha da Myrlena Raquelly. De lá pra cá a vida ficou uma correria e eu não consegui fazer a postagem para mostrar os mimos e agradecer na data estipulada. Não tem desculpa, se eu tivesse me organizado melhor tinha saído antes, mas antes tarde do que nunca, né não? 
E na minha caixinha, além da carta vieram adesivos de flores e joaninhas, marcadores de livro, um prendedor, uma decor tape, um lápis fofo da Jasmine, uma borracha, um carimbo de unhas e duas coisas bem especiais: um adesivo da Torre Eiffel e uma amostra de perfume Yves Rocher. São especiais porque a Myrlena os trouxe lá de Paris e quando ficou sabendo da nossa vontade de conhecer a cidade luz, os mandou  com todo o carinho.
Além do Old Mail, eu também faço parte do Clube de Cartas e vou copiar na cara dura a ideia da Bia Oliver de responder a carta no post

Oi Myrlena, 
Por aqui está tudo bem, como sempre uma correria sem fim e eu acabo me perdendo em meio a tantas coisas, preciso ser mais organizada e rigorosa com meus prazos...
Que bom que você fuçou o meu blog, espero que tenha gostado do que viu! Eu também fucei o seu e achei teu layout muito lindo. A forma como você escreve também é bem bacana, uma pena que você não o tem atualizado com frequência, espero que esteja tudo bem e que você não desista, pois gostei muito do seu cantinho e continuarei a acompanhar.

Aqui em casa, Sr. Marido e eu gostamos demais de assistir filmes e séries. Trocamos um passeio - desde que não seja para o cinema ou uma livraria - para ficar em casa entre nossos dvds e a netflix. Eu não sou muito chegada ao frio, mas ao menos a vantagem de ficar enrolada na coberta assistindo alguma coisa por horas a fio ele traz.

O gosto por trabalhos manuais vem de muito tempo e só transformei algo que amo fazer em um trabalho. É uma ótima oportunidade de espalhar amor por aí, além de ser um ganha pão muito prazeroso. Eu andei olhando os DIY's do seu blog e digo que você leva jeito, com certeza! 

Eu adorei os mimos, muito obrigada. Fiquei realmente contente com as lembranças de Paris, achei um gesto muito fofo de sua parte e com certeza me deixou com mais vontade de ir até lá um dia. Ainda não abri a amostra de perfume, estou louca para sentir o cheiro, mas também não quero que ele acabe, estou em um dilema. rs.
Ainda preciso descobrir como usar o carimbo de unhas, mas não deve ser difícil, com certeza acharei dicas de monte aí nas "interneti". E não se preocupe por não ter mandado tudo da minha wishlist, era apenas para servir de inspiração, eu realmente gostei de tudo, sei que foi de coração.

Não se preocupe, vou lhe enviar uma "cartinha real" em breve e espero que possamos continuar essa conversa por muito tempo de forma off line.

Um grande beijo e até a próxima com certeza!
------------------------------------------------------------------
Acabo este texto com a promessa de que tentarei ser mais organizada e cumpridora dos prazos. Juro juradinho que tentarei! rs

27 de abr de 2016

Na sua estante: Caixa de Pássaros

Não abra os olhos!

Histórias que se passam em um cenário pós-apocalíptico não são novidades. Já fomos devastados por zumbis, aliens, catástrofes naturais, vírus, bactérias, guerras nucleares... Nossa literatura e cinema já abordaram o assunto por vários prismas e quando eu achava que não encontraríamos mais nenhuma forma original de acabar com o mundo que conhecemos, eis que surge uma inesperada...

Você já se imaginou sem poder enxergar? Não, não estou falando em perder a visão, estou falando sobre não poder olhar, em não poder usar esse sentido, em não poder abrir os olhos!
É isso que acontece em Caixa de Pássaros
Começa de forma isolada, como outro caso qualquer de insanidade, daqueles explorados a finco pelas mídias sensacionalistas. Logo, notícias de outros casos muito semelhantes começam a se espalhar. Não são mais isolados, estão perto e acontecendo com frequência. Não se sabe o que, mas existe algo lá fora que faz as pessoas enlouquecerem, ficarem violentas, atacarem quem está a sua volta e depois se suicidarem. O que essas elas viram para ficarem assim, enlouquecidas?
As pessoas passam a não sair. Janelas são tampadas com panos, madeira, papelão. Aos poucos o mundo vai parando. Não é mais seguro manter os olhos abertos, há algo que não se pode ver...

Tentando sobreviver, um grupo de pessoas se reúne em uma casa, tentando conviver com o "novo mundo" que se estabeleceu. Entre elas está Malorie, que no meio de todas estas mudanças se descobre grávida e sozinha. Ela chega a casa após se lembrar de um anúncio no jornal, que oferecia abrigo a todos os que precisassem, visto antes do caos se instalar.

O enredo não é linear, intercala presente e passado. Inicialmente isso me irritou um pouco, mas com o passar dos capítulos a narrativa se mostrou fluída, encaixando as partes da história, que mesmo contada em terceira pessoa, me fez "sentir" os acontecimentos a partir dos olhos vendados de Malorie e dos outros personagens. Lá pelo décimo capítulo eu já estava tão envolvida que não conseguia parar de ler. E só o fiz quando terminei, em 4 dias, que para mim, é um recorde.

Uma ressalva: se você é uma pessoa que precisa de mil respostas e explicações, pode ficar um tanto frustrada com este livro. A intenção do autor é nos fazer sentir, é desenvolver o medo do desconhecido, o terror psicológico, afinal, como explicar aquilo que não se pode ver? E acredite, isso não afeta nem um pouco os rumos da história.
O desfecho do livro não é dos mais surpreendentes, creio que deixa aberta a possibilidade de uma continuação, mas não estraga a experiência de suspense e mistério vivenciada durante a leitura.
Caixa de pássaros (Bird Box, no original) é o romance de estreia de Josh Malerman, publicado pela Editora Intrínseca. Tem 272 páginas e foi comprado na Livraria Cultura, durante a nossa "folia literária 2016" - O Sr. Marido já explicou, mas para quem está chegando, folia literária é nosso evento anual carnavalesco, em que optamos passar esta data visitando livrarias em São Paulo.

Assim como Josh, eu também estou estreando, mas no mundo das resenhas! rs. Espero que tenha feito jus a boa leitura que este livro me proporcionou e que vocês sintam vontade de ler Caixa de Pássaros, com certeza vão se surpreender.

Nota:
Faz favor pra tia, se gostou da resenha, deixa um comentário me dizendo, assim eu saberei se devo ou não continuar escrevendo sobre livros ou se deixo isso apenas como encargo do Sr. Marido e paro de me intrometer nas atribuições dele... kkkkkk.

Beijitos!

25 de abr de 2016

Faça você mesmo: capa para livro

Faz tempo que eu não trago um Faça você mesmo aqui no blog, o último foi lá em agosto de 2015! Mas eu não estou todo este tempo sem fazer um passo a passo gostosinho hahahahaha, eu estou colaborando com o blog Brisa da Tarde e postando os PAP's por lá. Então depois que você sair daqui, passa lá para ver o porta copos e as fitas adesivas de tecido que eu ensinei a fazer.

Há alguns dias eu mostrei lá no snap (me segue lá: ateliedonnarita) como revestir a capa de um livro que eu estava fazendo e daí resolvi salvar o vídeo e colocar lá no nosso canal. A ideia inicial era apenas mostrar o que eu estava fazendo, sem muitas pretensões de dar continuidade, mas acho que vai rolar uma série de vídeos até finalizar o livro, que você acha? 

Por isso, só para constar, eu comecei ensinando a capa. Na montagem de um livro, sempre começamos pelo miolo, mas como a ideia da série surgiu depois, já comecei errado, me desculpe por isso. Entretanto, neste caso a ordem dos fatores não vai alterar o produto.

Antes de te mostrar o vídeo, aproveito para convidar você e toda a galera de São Paulo e região para os Workshops desse próximo final de semana. Eles vão acontecer lá na Gana Presentes, pertinho do metrô Paraíso.
Na sexta (29/04), teremos o Workshop de bolsas e no sábado (30/04), faremos 3 mini livros com costuras aparentes - a oportunidade de você aprender a fazer muito mais do que eu vou ensinar na série de vídeos e o melhor, ao vivo e com direito a muita risada e cafezinho!!! Para mais informações, você pode ligar no (11) 3051-2483, ou deixar sua dúvida aqui nos comentários. 
Faremos estes dois modelos: bolsa de mão e porta-moedas.
Olha que linda a minha!


Costuras: diamond, torcida com barras e barras paralelas
E parando com a enrolação, está aí o vídeo. Vamos fazer a capa com o que chamamos de Encadernação plena, usando apenas um revestimento para as capas e lombada. Assista, deixe seu joinha e assine o canal para acompanhar os próximos vídeos e poder fazer o seu livro junto comigo.
Materiais e medidas:
  • papelão cinza (horlle) - 2 peças de 8 x 11 cm e 1 peça de 2 x 11cm
  • Tecido 100% algodão - 23 x 15 cm
  • papel color plus (ou equivalente) de 180g/m² - 18,5 x 10,5 cm
  • cola branca pva extra
  • rolinho de espuma e/ ou pincel.
Já sabem, qualquer dúvida, deixe aqui nos comentários. E me mostrem as artes de vocês.

Beijitos

21 de abr de 2016

Na sua Estante: MAUS

donna rita - na sua estante - maus
Vivemos em tempos estranhos, tempos de ódio. Falamos em democracia, mas temos certa dificuldade em aceitar opiniões diferentes. Vivemos a "futebolização" da política onde muitos se tornaram membros de torcidas organizadas, verdadeiros Hooligans. Nos agredimos verbalmente e fisicamente por causa de cores de camisas (lembrando que um partido não é dono da cor "vermelha" e que trajar "verde e amarelo" não significa estar necessariamente ao lado daqueles que querem o melhor para o Brasil...) Fiquei muito tempo quieto, me ausentando de grandes discussões, mas não aguento mais. A minha natureza política, da qual me orgulho muito, me obrigou a sair das sombras e a me posicionar nesse cenário tão instável, nesse Brasil tão delicado. Meu maior medo não vem da esquerda e nem da direita, lembrando que ambas fazem parte do processo natural da Democracia e esta exige rotatividade, revezamento entre os partidos políticos, desde que dentro da lei, dentro dos limites estabelecidos. O meu maior medo vem daquilo que considero mais baixo e nojento dentro da humanidade, ou seja, dentro de nós... O monstro fascista surge cada vez mais forte, e não sei em qual esquina ele pode me pegar.

E porque decidi me posicionar contra ideologias tão medíocres?

Por causa daquilo que é mais do que uma história em quadrinhos, por causa de MAUS. Nunca achei que um quadrinho fosse mexer tanto comigo. Que fosse fazer surgir em mim novamente a vontade de me manifestar. 

MAUS é mais do que uma HQ, é um documento histórico que retrata a Segunda Guerra Mundial do ponto de vista judeu. É muito comum estudarmos os grandes feitos, as grandes batalhas, os grandes nomes, os marcos da Segunda Guerra. Sabemos que foi um momento obscuro da humanidade, sabemos do terror que foram os campos de concentração, e ficamos horrorizados. Nos chocamos ao saber do que o ser humano é capaz.

Mas será que sabemos mesmo? Será que damos realmente a devida dimensão ao crime contra a humanidade que foi o Holocausto? 

Nesta HQ Artie Spielgeman, autor e uma das personagens da obra, tenta reconstruir a história de seu pai, um sobrevivente dos campos de concentração da Segunda Guerra. O enredo conta desde o encontro entre Vladek e Anja -  pai e mãe de Artie - até o momento em que conseguem a liberdade ao final da guerra. Entre um desentendimento e outro entre pai e filho, a história da sobrevivência é construída. O objetivo de Artie era construir uma obra fiel a tragédia que foi o holocausto. Um documento histórico, um relato diferente de todos os outros.

As passagens dentro dos campos de concentração são extremamente chocantes. Vladek sobreviveu somente graças a sua capacidade de se articular e sempre conseguir comida, a fim de negociar alguns "privilégios" dentro dos campos e por sua capacidade de se adaptar a qualquer tipo de trabalho que os alemães necessitassem. Muitas personagens que cruzam a vida de Vladek morreram da maneira mais absurda possível. Mas antes de morrer, tiveram seus espíritos estraçalhados.

donna rita - na sua estante - maus
Uma das passagens mais tristes, um ser humano reduzido a nada...
Pilhas de corpos, familiares assassinados a sangue frio (os alemães que matassem um número "x" de judeus nos campos conseguiam bônus como férias ou folgas), os famosos fornos de Aushwitz (responsáveis por queimar milhares de vidas), os chuveiros que na verdade eram câmaras de gás, torturas, polícia judia (judeus que achavam que conseguiriam benefícios ao denunciar e policiar outros judeus). É incrível como tudo é tão detalhado. Somente um sobrevivente, uma testemunha ocular poderia descrever com tamanha precisão os horrores de um campo de concentração.

E mesmo com o autor utilizando imagens de bichinhos o clima do quadrinho é extremamente tenso. O que me faz pensar que se utilizasse figuras humanas o leitor tivesse vontade de se matar ao final da leitura. É tenso, é triste, assim como o holocausto. Assim como é triste a história da humanidade.

Judeus foram representados como ratos acuados pelos gatos nazistas, não preciso explicar essa metáfora. Poloneses não judeus foram retratados como porcos, acredito pelo fato de terem sido retalhados pelos vários lados durante o conflito. Polônia sempre esteve na mira de alemães e soviéticos. Americanos retratados como cães até pela "rivalidade natural" entre cães e gatos.

Leia MAUS e tenha uma ideia do que o monstro fascista é capaz!

Após essa reflexão, retorno a minha indignação apresentada no início da postagem: Ciente de todos os horrores cometidos pelo holocausto, como um homem pode se orgulhar de seus atos fascistas e de sua defesa aos sistemas autoritários e ainda poder continuar agindo naturalmente e andando livremente sem responder por seus atos? Independente de "lados", existem posturas que não devem ser apoiadas, nunca.

Isso me faz pensar em como nossa sociedade está doente ao achar isso tudo natural. Ou pior ainda, ver pessoas que tentam relativizar os fatos a fim de diminuir a culpa desse cidadão que não acredita em direitos humanos de nenhuma espécie. Que invoca torturadores - criaturas que não deveriam ser nem consideradas como seres humanos, mas o são, o que me assusta mais. Realmente vivemos em tempos sombrios...

"O monstro fascista é parecido com o Amnut do panteão egípcio, devora aos poucos as almas daqueles que carregam um certo sentimento de culpa."
Repito: leiam MAUS, vale a pena.
donna rita - na sua estante - maus
Hitler não inventou e nem era o única nazista na Alemanha. Ele foi cercado por pessoas "de bem" que disseram sim ou simplesmente se omitiram...

Ficha técnica:

Título: Maus
Subtítulo: A História De um Sobrevivente
Texto: Art Spiegelman
Tradução: Antônio de Macedo Soares
Arte: Art Spiegelman
Capa: Art Spiegelman, Louise Fili
Editora: Companhia das Letras
Edição: 1
Ano: 2005
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 296 páginas
Papel e impressão (miolo): Offset 120 g/m²
Peso: 580g
Dimensões: 225mm x 157mm

16 de abr de 2016

Sr. Marido Play: Não seja demitido.

donna rita - sr marido play - não seja demitido

Queridos e queridas, peço uma licença para falar um pouco de um indie game super maroto aqui no blog.

Você pode até não saber o que é um indie game, mas com certeza deve ter jogado muitos por aí. São inúmeros aqueles que correm pelas bibliotecas dos aparelhos móveis e nas galerias dos consoles. Eu mesmo mesmo peguei vários gratuitamente com a assinatura da Psn. Para se ter uma ideia, "Angry Birds" foi um jogo indie um dia, num passado não tão distante. O poderoso, popular e tão adorado "Minecraft", que sinceramente não me agrada muito também. O premiadíssimo "Joruney", que sem dúvidas é uma obra de arte em forma de game, também. E o assustador e complexo "Limbo", entre tantos outros.

Afinal de contas, o que é um indie game?

São aqueles joguinhos feitos por pequenas empresas independentes, muitos feitos em casa mesmo por uma ou duas pessoas. Por falta de maiores recursos esse estilo de jogo acaba por sacrificar muito da questão gráfica em nome de uma jogabilidade divertida e importantes inovações. Por ser "pequeno" e não contar com o orçamento milionário dos jogos AAA precisam se destacar de alguma maneira. Alguns que captaram grandes recursos foram vendidos para grandes empresas, como é o caso do "Angry Birds", que vai virar até filme.

Se você estiver a fim de conhecer um pouco mais sobre a cultura dos jogos indie tem um documentário excelente na Netflix chamado "Indie Game: The Movie". Outra opção é navegar no You Tube em busca de um canal chamado "IndieDi". Aproveita antes que a Vivo (e outras operadoras) limitem o seu acesso a internet.


Mas, vamos falar de: "Não seja demitido!"

Por esses dias tive uma grande surpresa ao navegar pelo aplicativo do Google Play no meu celular, consegui isso em um dos raros momentos em que ele não estava travando... Por lá achei esse simpático joguinho free intitulado "Não seja demitido", cujos downloads já passaram da casa de um milhão. Sucesso principalmente na Coréia onde foi desenvolvido e onde o capitalismo aparenta ser o mais feroz de todos. Se bem que dentro de uma empresa acredito que funcione daquela maneira mesmo.

A premissa do jogo é simples. Você encarna o papel de um jovem trabalhador de 8 bits que procura crescer dentro de uma empresa. O objetivo é bem esse mesmo, crescer dentro de uma empresa e explorar seus funcionários em nome do capital e as custas de sua saúde e vida social. Bem no comecinho é muito comum ser demitido por qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. Uma vez fui demitido por trabalhar demais e não ter mais serviço na empresa. Outra vez fui abrir uma caixa de donuts e acabei encontrando um esquema de lavagem de dinheiro da empresa lá dentro e acabei sendo mandado embora. Tenho até uma tabelinha em que coleciono as inúmeras demissões.

Mas não se preocupe. Quanto mais demissões colecionar, menor será a chance de ser demitido novamente. Acredito que seja alguma coisa em relação a ficar mais experiente e não cometer os mesmo erros novamente. Algo ligado a sobrevivência dentro de uma empresa.

donna rita - sr marido play - não seja demitido
Vida de estagiário
A mecânica do jogo é a seguinte: você trabalha bem, o que às vezes consiste em fazer o seu trabalho e o de todos os outros na empresa, acumula experiência e se tiver uma chance muito boa é promovido, certo? Nem sempre, sua promoção depende também de escolhas feitas no decorrer do trabalho. Escolhas como fazer horas extras, reservar mesas em restaurantes para jantar de seus patrões, rir de suas piadinhas, tudo isso contribuiu para o aumento de sua chance de promoção. A famosa "lustrada" no saco dos superiores. Outra coisa que já ia me esquecendo: trate muito bem sua mãe, isso também rende alguns pontinhos a mais na sua chance de promoção.

Observação: Conforme você escala rumo ao topo da cadeia alimentar capitalista, seu trabalho com papéis fica menor. Quanto mais alto o cargo mais tempo você gasta vigiando os trabalhadores que estão abaixo, o que pode ser uma tarefa até mais cansativa. 

O capital que você acumula em seu trabalho pode ser utilizado para aprimorar o seu desempenho na empresa. O jogador poderá aumentar a vida de seu personagem, o que significa que poderá trabalhar mais, investir em liderança ou outros talentos disponíveis em uma cartilha de habilidades. Bens materiais também podem ser adquiridos, eu mesmo estou pensando em comprar um carro para ver se minha moral com os chefes aumentará.

donna rita - sr marido play - não seja demitido
Bom, essa foi uma indicação de um indie game bem bacanudo. Você vai gastar algumas horas fácil simulando a vida dentro de uma empresa. Qualquer coisa é só clicar aqui para sair direto na página do jogo na Google Play.

Espero que tenham gostado. E agora deixa eu sair correndo voltar para o trabalho senão serei eu o demitido.

Bjss e abraçosss e até a próxima...

13 de abr de 2016

Conversa de cafe: Batman vs Superman

Bom dia/ boa tarde/ boa noite a todos os filhos de Krypton e a todos os vigilantes. 

Estou aqui mais uma vez para uma conversa de café bem gostosinha. Diria mais,  uma conversa surpreendente,  uma vez que não esperava nada desse mais novo blockbuster. Na verdade, só assisti por insistência de minha amada esposa. Por mim, aguardaria chegar na Netflix. 

Mas, eu estava errado, felizmente.

Aguenta a mão porque essa postagem de hoje é repleta de spoilers. As cenas mais emblemáticas serão destacadas aqui, então se você ainda não viu o filme, assista primeiro e depois retorne aqui para bater um bom papo. 

Um filme para fãs.
Esse é o primeiro ponto a ser discutido. Zack Snider é um fã de quadrinhos e as cenas que ele dirige refletem isso muito bem. Desde a época do polêmico Watchmen, ou dos 300 se preferir, da para perceber o quanto há de quadrinhos em suas tomadas. E, como um bom fã de hq's, ele reproduziu muitas das cenas famosas para o cinema. Foi um compilado delas, principalmente em se tratando da origem do Homem Morcego. 
Aliás,  Esse é outro ponto.

A origem do Batman.
Mais uma vez temos retratada no cinema a origem do homem morcego. Sei que estamos todos cansados disso, mas foi algo necessário. O diretor precisava frisar a morte de Martha Wayne para estabelecer uma relação entre os heróis no último ato da peleja. Isso também serviu para ressaltar o quanto "Batfleck" é atormentadinho pela morte dos pais. Zack precisava fazer com que os expectadores se importassem com as pobres Marthas, daí a necessidade de recontar a origem. Não achei um problema, até porque foi rápido e rendeu uma cena muita bonita, digna de um bom quadrinho. Além do mais, ali estava Thomas Wayne, que acredito fortemente que retornará em um próximo filme. Quem sabe em uma adaptação de Flashpoint para o cinema? Thomas Wayne foi um Batman bem melhor que Bruce Wayne.
Mas esse assunto abordaremos mais a frente.

Batpsicopata.
Vi que o Batman incomodou muita gente. Ele pareceu muito mais um psicopata do que um herói. Psicopata talvez seja uma palavra muito forte. Eu o vejo mais como um funcionário público em final de carreira. Como aquele professor com vinte anos de Estado, sabe? Isso também me incomodou um pouco, mas entendi que aquele personagem retratado é um ser quebrado, um Batman sem esperanças, já calejado pelas angústias da vida, desacreditado na fé e na boa vontade da humanidade. Seu espírito heroico só foi resgatado graças ao embate com Superman.

Ben Affleck foi um pontos altos do filme. Um dos melhores Batmans na minha opinião. Mas ainda gosto muito do Micahel Keaton.  

Martha é a chave do filme.
Superman, o ser mais poderoso do universo, sendo humilhado por um humano, tinha como única preocupação o bem estar de sua própria mãe! Poucas coisas são mais heroicas do que isso... O Batman até aquele momento nunca havia reconhecido o Superman como um indivíduo como qualquer outro. Era sempre aquela imagem idealizada de um deus. Ou melhor, o Morcegão demonizou o pobre Kyptoniano.  Mas ali naquele momento, Batman reencontrou o seu eu-herói e   Superman fez o seu papel: de certa forma, ensinou altruísmo para o Homem morcego.
Não se esqueça que estamos falando de um filme baseado em quadrinhos. Essas coisas são importantes. 

Um dia de fúria
Um fato que não compreendi muito bem, foi toda a fúria do Batman em relação ao Superman.
Bruce Wayne é uma pessoa calejada pela vida de vigilante. Está desgastado pelo tempo e ainda marcado pela morte do jovem Robin. Pense que ele atuou como o Homem Morcego durante algumas décadas. Isso acaba com um cidadão! Eu mesmo tenho alguns dias de fúria... Junte isso com a visão que ele teve do Flash afirmando que ele estava certo o tempo todo! Estavam postos todos os ingredientes da maior cruzada do Homem Morcego: o Superman tinha de ser parado.  O maior detetive de todos os tempos estava cego pelo ódio a ponto de não enxergar a manipulação de Lex Luthor. Às vezes acontece... 

Lex Luthor
A figura emblemática de Lex Luthor... Gostaria muito de ter visto o queridíssimo Walter White encarnando Lex, mas gostei muito do que vi. Gostei desse "q" de Coringa,  todo esse caos e mesmo assim, confesso que é um pouco estranho... Prefiro pensar que é um personagem em construção. Esperarei um pouco mais para avaliá-lo melhor.

Múltiplos universos
A possibilidade da Warner trabalhar com múltiplos universos ficou clara, pelo menos pra mim. Acredito que existe pelo menos mais uma dimensão no universo DC. Isso é provado pela capacidade do Flash de atravessar dimensões e em um desses passeios ele tombou como Ben Afleck. Isso mesmo! Para mim aquilo não era um sonho e sim um deslumbre de um futuro distópico. 
No arco de Injustice Superman enlouqueceu ao ter assassinado Louis de maneira involuntária. O azulão ficou maluco e implementou uma ditadura no mundo: a Terra Um.
Um game do mesmo nome fez um baita sucesso. Seria bom demais ver isso na telinha do cinema.

É tiro, porrada e bomba
O fato do Batman matar pessoas e usar armas de fogo incomodou alguns. Eu achei totalmente plausível.  Um Batman de saco cheio não estaria realmente preocupado com códigos de moral.  Eu particularmente gostei muito da violência aplicada nas lutas do Homem Morcego. Ficou muito ao estilo Frank Miller. Melhor, algumas cenas ficaram bem parecidas com os jogos da franquia Arkham. 

A segunda parte.
O Homem Morcego ficou um tanto apático no último ato da película. Nada mais justo, uma vez que percebeu que aquela era uma treta épica de super seres e não de um humano. Aliás, aquele era o espaço para a Mulher Maravilha aparecer e brilhar. 
Sobre isto, a Mulher Maravilha foi uma das melhores coisas que fizeram no filme. Ali eu botei fé e acredito que ela seria capaz de surrar não somente o Apocalipse, mas todos que estavam por ali. E foi muito legal não apelarem para a erotização da personagem - assim como fazem com a Viúva Negra. Fiquei empolgado para ver o filme solo da amazona. 

Peneira
Alguns furos são perceptíveis no roteiro, não nego, mas acredito (e espero) que alguns serão explicados mais a frente, enquanto outros foram realmente um equívoco. Um desses furos que incomodaram um pouco foi o fato de o Superman não utilizar muito bem seus poderes. Na minha opinião ele conseguiria encontrar Martha sem a ajuda do Batman. Ele conseguiria reconhecer a mamãe somente pelos batimentos cardíacos! Mas sei lá, talvez ele ainda esteja aprendendo a usar seus poderes... Esse deve ser um Super Homem ainda em amadurecimento. Talvez sua morte tenha acontecido para marcar uma nova fase do personagem... Vamos aguardar para ter certeza. 

Bom, esses foram alguns pontos que decidi ressaltar aqui nesta humilde postagem. Por causa dos trailers, não esperava muita coisa deste filme. Fui assistir bem desconfiado e acabei gostando do que vi. Talvez por não esperar nada eu o tenha aceitado melhor. Sei que tem alguns furos, algumas falhas, mas realmente me diverti muito e isso é o que conta. 
Que bom que deu certo. Eu quero é que venham mais filmes bons assim.

Um abraço de kryptonita!

11 de abr de 2016

Conversa de café: Asimov e sua ficção científica


Queridos amigos e amigas... 

Estou aqui novamente em mais uma conversa de café para bater mais um papo cabeça. Um papo sobre ficção científica. Sobre Asimov, mais precisamente.  Decidi manifestar a minha estima por esse autor que tanto contribuiu para com a literatura. Esse simpático senhor de quem sempre ouvi falar e cujas obras ainda conheço muito pouco, porém, pelo pouco que já li me apaixonei muito. 

Um dos maiores, senão o maior nome da ficção científica do século XX. 

Mas afinal de contas, por que ele é tão importante assim? Lá vamos nós.

O nosso querido e simpático bioquímico nasceu na Rússia em 1920, e mais tarde naturalizou-se americano. Além das belas costeletas, a grande proeza desse cidadão não foi atravessar a cortina de ferro ileso, mas sim escrever mais de 500 obras literárias e 90 mil cartas. Esse sim é uma espécie de fanático compulsivo pela pela arte da escrita. Ainda bem.

A carreira desse visionário ainda se caracterizou por fazer algumas previsões em suas obras. Muito do que ele descreveu acabou se tornando uma realidade tempos depois, e muita coisa ainda está por vir. Acredite, é só dar uma passadinha de olhos no "Eu, Robô". Mais uma grande obra pela qual nosso querido amigo Will Smith fez o desfavor de estrelar. Esqueça o filme, ele foi "levemente" inspirado na obra. Bem de leve, tão leve que não existe quase nada do livro no filme. Mas, essa conversa fica para outro dia.

Vamos aqui a alguns exemplos de "previsões":

* Muito tempo antes da existência da Internet, como conhecemos hoje, ele foi capaz de prever uma rede de compartilhamento de informações em suas obras. E o que um dia foi considerado ficção, ou até mesmo loucura, hoje não passa de uma realidade. Só basta dar uma olhada nessas Wikipedias da vida. 

* Refeições semi prontas, porções individuais que você prepara em aparelhos domésticos. Quando fiquei sabendo disso acreditei que ele estivesse se referindo ao microondas e as comidas semi prontas, ou congeladas, ou seja lá o que for. Realmente o processo de preparação da comida ficou mais fácil, mas tomara que ela seja uma pouco mais saudável no futuro.

* Asimov falou que em 2014 viveríamos em um mundo praticamente conectado por computadores, e que as comunicações se dariam com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Exceto se sua conexão for da vivo, nesse caso você está realmente fudido perdido.

* Aparelhos capazes de traduzir os mais diversos idiomas. Bem, o Google Tradutor faz muito bem isso nos dias de hoje. Chega até ser engraçado.

* A projeção de filmes em 3D. Ele só não previu que poucos valeriam a pena ser assistidos. 

* Isaac Asimov descreveu em suas obras a famosa "carne falsa", que seria exatamente como são hoje os alimentos feitos com base de soja. Ele até falou do gosto duvidoso e da difícil aceitação por parte do grande público. Acertou na mosca.

* Em suas obras é possível evidenciar também a presença de tablets, a que ele se refere como aparelhos utilizados não somente como forma de enxergar outras pessoas, mas também para a leitura de documentos. Os celulares também fazem muito bem esse papel. 

* Ainda estamos engatinhando no que se refere a educação à distância, mas Asimov já havia afirmado isso em suas obras. As escolas estão cada vez mais obsoletas, e as atuais formas de ensino hoje fazem muito pouco sentido. Para se ter uma ideia, esse modelo de ensino em que o aluno permanece preso em um edifício data do período medieval. Está na hora de alguma coisa ser feita.


Esses foram alguns fatos citados em suas obras que se tornaram realidade, ou algo muito próximo a isso. Tudo bem que essas previsões não são nenhuma exclusividade de Asimov, a ficção científica tem muito disso. Alguns avanços são até mesmo realizados com base nas grandes obras . Não é nada anormal, muito pelo contrário, isso é muito comum. O que não retira todo seu mérito.

Se você se interessou pelas previsões é só dar uma olhadinha no ensaio que ele produziu em 1964 sobre como seria o mundo em 2014. Ou, se for de seu interesse dê uma olhadinha nesse link aqui da "oficinadanet.com.br", ou dê uma clicadinha aqui no link do tecmundo...

Além de suas previsões e sua genialidade, Asimov ficou conhecido muito por seus trabalhos envolvendo robôs. Tudo bem que ele não foi o responsável por criar o tema, mas sim pela  sua popularização. Hoje em dia qualquer coisa que passe pela tema tem uma inspiração no universo criado pelo autor. Em sua obra "Eu, Robô", um conjunto de contos mais tarde compilados, criou uma história para a evolução dos robôs e as famosas leis da robótica. Que na minha humilde opinião, devem ser aplicadas futuramente caso a nossa evolução encaminhe para isso. As leis se transformam no único instrumento para subjugar seres tão superiores. Essas leis ficaram bem populares, pelo menos para você que acompanhou o desenho do MegaMan da década de 90.

As leis consistem em:

Primeira Lei: Um robô não pode ferir um ser humano, ou por inação permitir que um ser humano sofra algum mal. 

Segunda Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto no caso em que tais ordens entrem em conflito com a primeira lei. 

Terceira Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Obs* Mais tarde Asimov acrescentou a “Lei Zero”, acima de todas as outras: um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

Resumidamente: Qualquer coisa que venha a surgir no futuro no aspecto da robótica tem que necessariamente passar por Asimov. Acredito até na possibilidade de os grandes cientistas conhecerem muito de suas obras. 

Além das leis da robótica, "Eu, Robô" apresenta também um mundo dominado por corporações capitalistas, acredito que essa seja um "previsão" que já se consolidou há algum tempo. Nosso mundo é regulamentado pela vontade das grandes corporações capitalistas,  sejam elas de qualquer tipo. 

Bom, esses foram alguns traços da genialidade de Asimov. Alguns que me fizeram me apaixonar por ele.   Acabei deixando de fora a " Fundação",  pois ainda sei muito pouco sobre ela. Fica de assunto para a próxima. 

Espero que esse humilde post tenha aguçado a sua curiosidade acerca do tema... 

Bjos e abraços..  Até a próxima é cuidado com os robôs... 

6 de abr de 2016

Na sua estante: Bernard Cornwell e o Último Reino

donna rita - na sua estante - bernard cornwell - o ultimo reino - romances historicos

Queridos amigos e amigas...

Já faz algum tempo que me pronunciei aqui acerca dos romances históricos. Sempre tive o pé atrás em relação a eles devido ao fato de eu ser formado em História.  Sabe aquele lance de o romance histórico não ter necessariamente de ser fiel aos fatos históricos?  

Isso me incomodava muito,  mas hoje eu vejo que eu estava apenas sendo chato....

Nutrido de meu preconceito me mantive alheio a esse universo, sempre cheio de grandes novidades. Sempre de longe acompanhando o crescimento do gênero, assim como um vampiro observa atentamente a sua presa. 

Mas em um belo dia ensolarado,  enquanto eu caminhava pelos becos escuros da Internet,  vi aquela que seria a obra que desmontaria todo o meu preconceito e me tornaria um ser humano melhor. Pelo menos, eu prefiro acreditar que sim. O primeiro tijolo da construção de um novo "eu".  Era uma obra de Bernard Cornwell intitulada " O Último Reino".

Loiros fortes.... Quer dizer, vickings, machados, Idade Média, batalhas e paganismo. Essa é uma receita que não tem como dar errado.

O dedo coçou e eu comprei compulsivamente,  assim como faço com quase tudo que encontro pela net.  Procurei pela sinopse logo depois e vi que retratava a história de Uhtred,  um jovem de 9 anos de Nortrúmbia - Norte da Inglaterra - que foi criado pelos vickings após a destruição de seu Reino pelos mesmos.  Uhtred cresceu entre os nórdicos, tomou de seus vinhos e partilhou de suas espadas. Logo, identificou-se com eles, com a arte da guerra.

Pelo menos até encontrar-se com Alfredo,  O Grande,  o único rei a não dobrar-se perante a fúria dos guerreiros do Norte.

A partir daí, o jovem rapaz esteve dividido entre optar trilhar pelo caminho do seu espírito selvagem, ou opar pelos laços de sangue e por uma vida mais intelectualizada, talvez até clerical. E conforme o enredo vai desenrolando é possível perceber o desprezo em relação ao cristianismo através de seu atos.

Logicamente,  o grande guerreiro é um personagem fictício criado para ser o centro do romance criado por Cornwell. A testemunha de todos aqueles acontecimentos históricos.  Mas,  personagens que existiram são inseridos na trama.  A trama se passa  na baixa Idade Média onde os ingleses travaram uma batalha a fim de recuperar toda a Ilha do domínio dos nórdicos.  Alfredo,  O Grande realmente existiu, e sua linhagem foi a responsável pela resistência inglesa. E, um dos grandes méritos do autor, é  focar o lado mais humano dos personagens. Os grandes heróis não são idealizados, mas sim retratados como meros homens. Repletos de virtudes e defeitos...

donna rita - na sua estante - bernard cornwell - o ultimo reino - romances historicos

Mas não foi a trama que mais me chamou a atenção...

Fiquei chocado ao descobrir que Cornwell,  no auge de seu fanatismo por história,  utilizou de fontes históricas mais recentes acerca da Inglaterra medieval para a construção de seu romance.  Ou seja,  mesmo sendo o autor de um romance, ele foi extremamente fiel aos fatos históricos.

Só lamente não haver livros assim nas bibliotecas das escolas.

Minha cabeça explodiu... 

Não sei nada em relação aos demais livros do gênero que existem por aí,  mas há sempre o perigo em aceitar uma obra desse tipo como verdade absoluta. Se faz sempre necessário checar as fontes e ter a ideia de que aquilo é apenas um romance uma história. Uma romantização dos fatos ocorridos. O mesmo acontece com alguns livros por aí que fazem uma releitura da história brasileira.

Mas no caso de Cornwell a riqueza de detalhes é  tão impressionante que muitas vezes a ficção mistura-se com a realidade a ponto criar dúvidas. O mesmo aconteceu em relação a figura mítica de Willian Wallce. Muitos preferem à ficção à realidade. Como por exemplo, a forma como ele descreve uma formação de paredes de escudos, sensacional, não encontrei em nenhum livro acadêmico.

Li somente o primeiro livro da saga,  acredito que os demais fazem justiça a fama da obra. E Cornwell provou que é melhor que muito escritor que tem por aí. Dentro ou fora da academia.

Se você gosta de história e curte um ótimo romance cheio de batalhas e frases de efeito, está feita a indicação para você.

E hoje me sinto uma pessoa melhor por ter me livrado de um preconceito ingênuo. Na verdade foi até inspirado para fazer algo do tipo.

Bjosss e abraçosss...

4 de abr de 2016

Movimento Doe um cupom


Existe amor em São Paulo!

Esse post é especial para os moradores deste estado enorme, maluco e cheio de coisas que a gente não gosta nem de falar muito, mas que apesar de tudo, também é cheio de iniciativas do bem que precisamos apoiar e divulgar.

Por aqui temos um programa do governo do estado chamado de Nota Fiscal Paulista. O programa foi criado para combater a sonegação e aumentar a arrecadação do estado. A cada compra registrada com o CPF do consumidor, ele pode receber de volta parte do imposto embutido nas mercadorias em forma de crédito ou abatimento no IPVA.
Então, se você responde "sim" a pergunta "CPF na nota?" os créditos gerados nessa compra poderão ser resgatados no futuro.

Muita gente participa deste programa, eu mesma já tive abatimentos no imposto por registrar minhas notas, mas uma das outras formas de se utilizar o cupom fiscal sem o registro do CPF, e que muitos desconhecem, é doá-lo para uma instituição sem fins lucrativos. E para isso, você deve escanear a nota e enviá-la por e-mail, ou entregá-la via correios ou de forma física, um trabalho que nem todo mundo está disposto ou tem tempo de fazer...

No início deste ano, através da ONG Adote um Gatinho, eu conheci um serviço que facilita muito esta doação de cupons fiscais, estou falando do Cupong.me
A plataforma Cupong é um projeto social voluntário, gratuito, que tem como objetivo facilitar as doações por parte dos consumidores e minimizar o trabalho de captação e registro dos cupons fiscais doados.


Para doar seus cupons sem o registro do CPF você deve entrar no site ou baixar o aplicativo disponível no seu smartphone - disponível para Android e iOS. No site, você digita os dados que constam em seu cupom fiscal e escolhe a ONG de sua preferência e envia. No aplicativo, além da opção de digitar os dados, você pode fotografar a nota para enviar ou nas notas com QRcode, fazer a leitura utilizando a câmera do seu aparelho.


Como parte deste projeto lindo, foi criado o movimento Doe Um Cupom que tem o "propósito de incentivar as pessoas a doarem seus cupons fiscais do estado de São Paulo para organizações sociais, mostrando que é possível fazer a diferença com pequenas ações."

Para participar, basta realizar uma das seguintes ações:
  1. Cadastre o seu cupom fiscal sem CPF em um dos canais de doação.
  2. Compartilhe o site do movimento nas suas redes sociais convidando seus amigos para participarem.
  3. Entre na comunidade do Facebook e fique por dentro dos assuntos relacionados ao movimento de doação.
  4. Indique uma ONG para fazer parte do movimento.

Agora que você já conhece o movimento que tal transformar suas compras em solidariedade? Para conhecer as Organizações Sociais que são apoiadas pela movimento clique AQUI
Ajude a financiar os projetos com grande impacto social: Doe seu cupom!  



© Donna Rita - 2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Donna Rita.
Programado por: Seis Mil Milhas.