30 de dez de 2015

Conversa de café: Distopias


Bom dia/ boa tarde/ boa noite...

Queridos amigos e amigas, para fechar as postagens do final de ano resolvi escrever um texto bem saudável sobre distopias. Afinal de contas nada mais saudável do que falar de como o mundo se tornou uma merda perdeu o controle, como a humanidade conseguiu engolir a bolinha do apito. Quem sabe assim, fazendo uma bela reflexão, podemos chegar a criar um ambiente mais saudável para todos nós...Ou não, o importante é que esse tema é muito legal.

O que me levou a essa ideia?

Adoro temas de como o mundo descambou para um futuro terrível, como a humanidade chafurdou na lama. Ao mesmo passo em que a utopia traz um mundo idealizado, onde tudo é mais perfeito possível, a distopia traz o contrário. Os futuros distópicos são aqueles onde tudo deu errado.

Acabei de ler o livro "Androides sonham com ovelhas elétricas?" - aquele bem maroto que deu origem ao excelentíssimo filme "Blade Runner" - e cheguei a conclusão que precisava falar do assunto por essas bandas. Decidi fazer uma lista com as principais, ou talvez sejam apenas as mais famosas, distopias tanto do mundo cinematográfico como do mundo literário.

Blade Runner...
Essa excelente obra traz um futuro lazarento, tinhoso e distópico onde a humanidade foi quase destruída pela Guerra Mundial Terminus. Os mais afortunados fugiram do planeta em direção as colônias espaciais - sendo Marte a principal delas - o resto do povão permaneceu na terra por não ter outra saída. Para piorar a situação, a superfície do planeta está coberta por uma espécie de areia radioativa. Ou seja, a Terra está com os seus dias contados.
Todo esse cenário já seria interessante o bastante, mas ainda há um ingrediente filosófico na obra. A personagem principal é um caçador de recompensas responsável por eliminar um grupo de androides. No decorrer da narrativa se vê incapaz de distinguir um "andy" - assim como ele denomina os replicantes - de um ser humano. O autor usa esses questionamentos filosóficos para brincar com as personagens e ao mesmo tempo brincar com leitor. Essa é uma distopia que merece uma visitinha, tanto no livro como no filme, sem dúvidas.

Interestelar...
Mais um universo onde a humanidade perdeu as rédeas da situação, os mais abastados fugiram e o mais lascados permaneceram para morrer de fome. Pragas nas colheitas fizeram com a sociedade regredisse a ter somente plantações de milho. Outro ponto interessante é a ideia de que o planeta já não tem salvação, o que resta para a humanidade é procurar por outros lugares e torná-los habitáveis. Aí começa a grande epopeia em busca do plante ideal. A procura por uma nova casa, o procura de um recomeço, uma redenção. Eu fiz uma postagem especial sobre Interestelar é só dar uma clicadinha aqui.

Fuga de Nova York/ Fuga de Los Angeles...
Em 1997 Nova York inteira transformou-se em uma prisão de segurança máxima, olha aí o modelo responsável por inspirar a saga Arkham dos jogos do Batman.  Tudo estava tranquilo até que o avião do presidente, não sei por que raios ele estava passando por ali, caiu na cidade. A única solução encontrada foi enviar Kurt Russel, um condenado de alta periculosidade, para resgatar o presidente em troca da retirada de sua pena. Filmão, show de bola. E ainda teve uma sequência, tão bizarra quanto, chamada "Fuga de Los Angeles"....Eita...

Para ser sincero nenhum deles é bom. Eu só citei porque sou muito fã do Kurt, desde a época de "Tango e Cash"....

Kurt Russel, mito...
Robocop...
Futuros distópicos fascistas onde os direitos humanos são sacrificados em nome da restauração da ordem são muito comuns. Sonho de todo Bolsonaro. Talvez seja a mais palpável de todos as distopias, a mais próxima. O mundo foi tomado pela violência e a única forma de consertar tudo foi adotar o famoso slogan: Polícia na rua e bandido na cadeia. E combater a violência com mais violência tornou tudo muito pior, um mundo desumano. No clássico de Paul Verhoeven o excesso de violência foi retratada de maneira proposital, uma espécie de denúncia, de como a violência é explorada e vendida como uma mercadoria. Dá-lhe Datena. E, apesar do que se tornou mais tarde, não foi feito para crianças, longe disso.

Um dos poucos méritos do remake produzido por Padilha foi a maneira como a mídia é retratada como manipuladora, como ela é capaz de influenciar a opinião pública com o seu poder. O resto do filme é bem mais ou menos. Também fiz uma postagem bem bacanuda sobre o robocop, para conferir basta dar uma clicadina aqui...

O planeta dos macacos...
Eis que aparece por aqui aquela que talvez seja a franquia mais explorada, entre séries de tv, desenhos, livros e inúmeros filmes - dentre eles aquela merda realizada por Tim Burton. Um grupo de cientistas viajam à velocidade da luz para provar que a passagem do tempo é relativa, a famosa teoria da relatividade. Alguns meses de viagens para os pilotos transformaram-se em milhares de anos para aqueles que permaneceram na Terra.

Depois de cair em um planeta parecido com a Terra, os astronautas descobriram uma raça de macacos super inteligentes. O filme de 1968 tem, talvez, aquele que seja o final mais chocante de todos os tempos e que Tim Burton tentou recriar sem sucesso. Ao encontrar a estátua da liberdade afundada na areia, o protagonista descobre que na verdade esteve o tempo todo na Terra, agora dominada por uma nova raça. Sensacional, é de explodir a cabeça de qualquer um ...

Bom, essas foram algumas das distopias mais legais tanto da literatura quanto do cinema para deixar o seu final de ano muito mais legal. Espero que tenham gostado....

Boas festas e feliz ano novo....

Esse é o desejo de toda a equipe Donna Rita...

Deixo aqui um sorriso desse macaco para deixar o seu dia mais feliz...

18 de dez de 2015

Conversa de café: Star Wars episódio VII... No spoilers

donna rita - conversa de café - Star Wars episódio VII

No Spoilers...
Essas são as impressões de merda de um grande amante da trilogia clássica

E eu chorei... Sei que essa é uma prática minha comum, mas chorei até na hora comprar coxinhas após o filme. O que significa que mexeu bastante comigo.

17/12/2015 foi o dia em que fui desconfiado ao cinema - o hype quando é muito grande me assusta um pouco. Apesar de toda a divulgação positiva feita em cima do filme, apesar de ter ali a mão de J.J. Abrams e não mais a de George Lucas, eu ainda achava que algo podia dar errado. Eu sentia um distúrbio na força, algo que me incomodava. Uma dor já pensando naquilo que poderia vir, talvez seja o excesso de midi-chlorians acumulados durante a terrível experiência dos episódios I, II, e III...

Ainda estava terminando de digerir toda aquela porcaria - e foram necessários alguns anos para esquecer - quando minha esposa teve a brilhante ideia de assistirmos a saga toda, uma espécie de esquenta para o que estava por vir. Tentei convence-la que só era necessário assistir ao IV, V e VI; mas não, tivemos de assistir a todos. E as dores tornaram a tomar espaço novamente em meu âmago.  Aquele gosto amargo voltou para minha boca.

Eu tenho como hábito não acompanhar a histeria que precede a estreia de algo que desejo muito assistir. Acredito que quanto mais baixa a expectativa melhor, mas como fugir de Star Wars? Dessa vez eu não consegui e acabei acompanhando todas as divulgações. O que me aliviou ao saber que J.J. pretendia utilizar somente a história da trilogia clássica. Foda-se, que se exploda o universo expandido eu quero cada vez mais do clássico, e eu consigo ser muito feliz assim.

Acho que esse foi o segredo do sucesso do mais novo filme da franquia. Star Wars - que tinha ganhado aquela capa de "ficção científica" com a trilogia nova - voltou as suas origens, voltou a ser um filme de "fantasia". Houve aí uma troca de gênero, um acerto muito bem feito. A franquia sempre encantou por causa da fantasia, da capacidade de imaginação que ela desperta, e foda-se de onde o jedi tira a Força. J.J. resgatou aqueles tempos saudosos em que a Força era tratada como um mistério, como algo religioso.

A verdade é que ninguém se interessa pela quantidade de midi-clorians que existe nas células de um Jedi, sr Lucas 

donna rita - conversa de café - Star Wars episódio VII
Eita, que saudades que eu tinha da turminha clássica.
Mesmo assim, entrei um pouco desconfiado na sessão...

Pensando agora, friamente, após o filme: trazer J.J. Abrams; ignorar os episódios I, II, III e todo o universo expandido; afastar George Lucas; tirar todo aquele excesso de CG, jogar a franquia nas mãos da Disney; encaixá-la novamente nos moldes de uma fantasia, trazer a turminha das antigas novamente. Não tinha como dar errado. 

Mas não terminou por aí. Star Wars episódio VII é um filme feito por um fã para os demais, então o componente emocional conta muito nessas horas. J.J. brincou com minhas emoções. Me fez odiá-lo e amá-lo ao mesmo tempo e tudo isso ao som das músicas de John Willians, não aguentei e chorei. E ainda chorei mais algumas vezes depois...

Agora - mais calmo - aplaudiria o final da sessão, assim como aqueles que estavam ali comigo, compartilhando aquele momento mágico.

donna rita - conversa de café - Star Wars episódio VII

Deixando de lado um pouco o discurso apaixonado, é lógico que o filme tem algumas falhas, é natural. Mas eu fui pego de jeito, vi tudo o que queria e até o que não queria. Gostei, SW VII valeu cada centavo e cada minuto de espera, e que venha mais.  

A força realmente despertou, e fez nascer em mim uma nova esperança de que os próximos filmes serão ainda melhores.

Assista ao filme, compra os bonequinhos todos, compra o sabre de luz para as crianças, joga lá o novo battlefront. Aproveita esse momento especial e curta o que puder dessa maravilhosa franquia que ressuscitou dos mortos.

Um abraço, um bj e um queijo e que a força continue com todos nós...

E eu que achava que "Mad Max Fury Road" seria o maior block buster desse ano.... rsrsrs

14 de dez de 2015

Na sua estante: Nas mandíbulas do tubarão de Peter Benchley

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"... A princípio a mulher achou que tinha machucado a perna numa pedra ou em um pedaço de madeira. Não sentia dor, apenas um puxão violento na perna direita. Tentou alcançar seu pé direito, boiando com a perna esquerda para manter a cabeça acima d´água. Ela não conseguiu encontrar seu pé. Buscou sua perna mais acima, então foi tomada por náuseas e tontura. Seus dedos tatearam uma ponta de osso e carne dilacerada. Ela sabia que o fluxo quente e pulsante que passava pelos seus dedos na água fria era o próprio sangue..."

Peter Benchley realizou o sonho da maioria das pessoas, pelo menos o meu. Em 1974, deu vida ao seu maior pesadelo de infância, e de quebra redigiu um dos maiores best-sellers de todos os tempos e ganhou muito dinheiro com isso. Mais tarde, com a adaptação de Spielberg para o cinema, acabou ganhando mais dinheiro ainda, e criou uma má fama para esse simpático bichinho - que nem é tão mau assim -, e inaugurou uma nova categoria de filme: "animais assassinos". Essa categoria tem nos presenteado com pérolas como: Aracnofobia, Serpentes a bordo, Anaconda, Sharknado, Tubarões da areia, Lavalantula e inúmeras outras películas onde a natureza se volta contra os seres humanos. Como se a natureza tivesse a característica humana da vingança, algo que eu não acredito. E de quebra, ainda preencheu a grade de filmes do canal SyFy.

Está rolando no canal Space um especial de  "Tubarões e outros animais assassinos", algo muito bizarro, diga-se de passagem. Mas, pode ser até engraçaralho.

A história se passa em Amity, uma simpática cidadezinha caiçara do litoral norte-americano. As pessoas daquele local vivem do dinheiro que arrecadam com o turismo durante o verão, e o que dever ser bastante para aguentar o rígido frio do inverno. Tudo estava tranquilo pelas calmas águas de Amity até que um tubarão branco assassino - e esse era assassino mesmo, violento - fez daquelas pacatas águas o seu ninho de morte, o seu açougue particular... MEU DEUS!!!...

Apesar do título ser "Tubarão" a personagem principal é a cidade. As mandíbulas do tubarão são apenas um pretexto para  movimentar a cadeia política local. Isso mesmo. Várias personalidades locais começam a mover seus pauzinhos a fim de atender os seus interesses: o delegado tentando fechar as praias e os comerciantes tentando mantê-las abertas para arrecadar dinheiro. Tanto é que o tubarão fica um tempão sem aparecer, é até meio chato, demorado. Várias páginas do livro são utilizadas para dar foco ao drama pessoal do delegado Martin Brody, enquanto o tubarão fica de boa por ai...

donna rita - na sua estante - nas mandíbulas do tubarão

 Mas, para compensar, as últimas sessenta páginas dedicam-se, quase que exclusivamente, a peleja entre o tubarão e seus perseguidores. O ultimato. Brody, Matt Hopper e Quint, mergulham em uma épica caçada, uma vingança insana quase que nos moldes do clássico Moby Dicky. 

A peleja no livro é boa, mas Spielberg levou a um outro nível quando decidiu produzir o filme. No block buster é tudo muito mais sofrido, não há tempo para respirar, nem muito mesmo espaço para descanso, e a forma como o tubarão morre é muito mais épica, mas cheia de ação. Já no livro o tubarão morre de uma maneira muito mais crível, menos heroica, muito menos cinematográfica. Não é ruim, mas também não tão bom. Spielberg acertou a mão na hora de transpor o final do livro para o filme

Leia o livro e assista ao filme, fica a dica...

E a Dark Side está novamente de parabéns com sua edição comemorativa. Essa editora está cada vez mais ganhando o meu respeito, parabéns. Uma edição barata e de alta qualidade. O único ponto negativo, ma minha humilde opinião de merda,  seria a guarda capa. O negócio é meio enrolado, mas nada que um clips não resolva.

Concluindo... 

Tubarão é um livrão para você ter aí na suas estante. Algumas pessoas ficaram um pouco desanimadas pelo espaço ocupado pelo tubarão nas páginas, é fato que ele não aparece tanto. Mas como eu disse, ele é apenas uma desculpa para dar um chacoalhão na pacata cidade e tocar a trama para frente.

É só ter um pouco de paciência quando o livro se prender um pouco mais nas tramas da cidade que você será recompensado no final. O livro é bom demais, dá uma chance para ele.

donna rita - na sua estante - nas mandíbulas do tubarão

Bom, esse foi o na sua estante dessa semana...

Esse post não foi patrocinado, mas caso você queira adquirir o livro compre pelo link do Donna Rita e garanta algumas horas de entretenimento...

Um abraço, um bjo e um queijo...


9 de dez de 2015

Ateliê Donna Rita: Mercadinho Artesanal...


Galerinha...

Dia 28/11 e 29/11, São José dos Campos foi mais uma vez palco da versão natalina do espetacular "Mercadinho Artesanal". O ateliê Donna Rita marcou presença mais uma vez, e conferiu o que de melhor havia...

Você não foi?

Confere aí o quanto o evento foi supimpa, e esteja você convidado para o próximo...



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Um abraço, um bjo e um queijo...

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