18 de dez de 2015

Conversa de café: Star Wars episódio VII... No spoilers

donna rita - conversa de café - Star Wars episódio VII

No Spoilers...
Essas são as impressões de merda de um grande amante da trilogia clássica

E eu chorei... Sei que essa é uma prática minha comum, mas chorei até na hora comprar coxinhas após o filme. O que significa que mexeu bastante comigo.

17/12/2015 foi o dia em que fui desconfiado ao cinema - o hype quando é muito grande me assusta um pouco. Apesar de toda a divulgação positiva feita em cima do filme, apesar de ter ali a mão de J.J. Abrams e não mais a de George Lucas, eu ainda achava que algo podia dar errado. Eu sentia um distúrbio na força, algo que me incomodava. Uma dor já pensando naquilo que poderia vir, talvez seja o excesso de midi-chlorians acumulados durante a terrível experiência dos episódios I, II, e III...

Ainda estava terminando de digerir toda aquela porcaria - e foram necessários alguns anos para esquecer - quando minha esposa teve a brilhante ideia de assistirmos a saga toda, uma espécie de esquenta para o que estava por vir. Tentei convence-la que só era necessário assistir ao IV, V e VI; mas não, tivemos de assistir a todos. E as dores tornaram a tomar espaço novamente em meu âmago.  Aquele gosto amargo voltou para minha boca.

Eu tenho como hábito não acompanhar a histeria que precede a estreia de algo que desejo muito assistir. Acredito que quanto mais baixa a expectativa melhor, mas como fugir de Star Wars? Dessa vez eu não consegui e acabei acompanhando todas as divulgações. O que me aliviou ao saber que J.J. pretendia utilizar somente a história da trilogia clássica. Foda-se, que se exploda o universo expandido eu quero cada vez mais do clássico, e eu consigo ser muito feliz assim.

Acho que esse foi o segredo do sucesso do mais novo filme da franquia. Star Wars - que tinha ganhado aquela capa de "ficção científica" com a trilogia nova - voltou as suas origens, voltou a ser um filme de "fantasia". Houve aí uma troca de gênero, um acerto muito bem feito. A franquia sempre encantou por causa da fantasia, da capacidade de imaginação que ela desperta, e foda-se de onde o jedi tira a Força. J.J. resgatou aqueles tempos saudosos em que a Força era tratada como um mistério, como algo religioso.

A verdade é que ninguém se interessa pela quantidade de midi-clorians que existe nas células de um Jedi, sr Lucas 

donna rita - conversa de café - Star Wars episódio VII
Eita, que saudades que eu tinha da turminha clássica.
Mesmo assim, entrei um pouco desconfiado na sessão...

Pensando agora, friamente, após o filme: trazer J.J. Abrams; ignorar os episódios I, II, III e todo o universo expandido; afastar George Lucas; tirar todo aquele excesso de CG, jogar a franquia nas mãos da Disney; encaixá-la novamente nos moldes de uma fantasia, trazer a turminha das antigas novamente. Não tinha como dar errado. 

Mas não terminou por aí. Star Wars episódio VII é um filme feito por um fã para os demais, então o componente emocional conta muito nessas horas. J.J. brincou com minhas emoções. Me fez odiá-lo e amá-lo ao mesmo tempo e tudo isso ao som das músicas de John Willians, não aguentei e chorei. E ainda chorei mais algumas vezes depois...

Agora - mais calmo - aplaudiria o final da sessão, assim como aqueles que estavam ali comigo, compartilhando aquele momento mágico.

donna rita - conversa de café - Star Wars episódio VII

Deixando de lado um pouco o discurso apaixonado, é lógico que o filme tem algumas falhas, é natural. Mas eu fui pego de jeito, vi tudo o que queria e até o que não queria. Gostei, SW VII valeu cada centavo e cada minuto de espera, e que venha mais.  

A força realmente despertou, e fez nascer em mim uma nova esperança de que os próximos filmes serão ainda melhores.

Assista ao filme, compra os bonequinhos todos, compra o sabre de luz para as crianças, joga lá o novo battlefront. Aproveita esse momento especial e curta o que puder dessa maravilhosa franquia que ressuscitou dos mortos.

Um abraço, um bj e um queijo e que a força continue com todos nós...

E eu que achava que "Mad Max Fury Road" seria o maior block buster desse ano.... rsrsrs

14 de dez de 2015

Na sua estante: Nas mandíbulas do tubarão de Peter Benchley

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"... A princípio a mulher achou que tinha machucado a perna numa pedra ou em um pedaço de madeira. Não sentia dor, apenas um puxão violento na perna direita. Tentou alcançar seu pé direito, boiando com a perna esquerda para manter a cabeça acima d´água. Ela não conseguiu encontrar seu pé. Buscou sua perna mais acima, então foi tomada por náuseas e tontura. Seus dedos tatearam uma ponta de osso e carne dilacerada. Ela sabia que o fluxo quente e pulsante que passava pelos seus dedos na água fria era o próprio sangue..."

Peter Benchley realizou o sonho da maioria das pessoas, pelo menos o meu. Em 1974, deu vida ao seu maior pesadelo de infância, e de quebra redigiu um dos maiores best-sellers de todos os tempos e ganhou muito dinheiro com isso. Mais tarde, com a adaptação de Spielberg para o cinema, acabou ganhando mais dinheiro ainda, e criou uma má fama para esse simpático bichinho - que nem é tão mau assim -, e inaugurou uma nova categoria de filme: "animais assassinos". Essa categoria tem nos presenteado com pérolas como: Aracnofobia, Serpentes a bordo, Anaconda, Sharknado, Tubarões da areia, Lavalantula e inúmeras outras películas onde a natureza se volta contra os seres humanos. Como se a natureza tivesse a característica humana da vingança, algo que eu não acredito. E de quebra, ainda preencheu a grade de filmes do canal SyFy.

Está rolando no canal Space um especial de  "Tubarões e outros animais assassinos", algo muito bizarro, diga-se de passagem. Mas, pode ser até engraçaralho.

A história se passa em Amity, uma simpática cidadezinha caiçara do litoral norte-americano. As pessoas daquele local vivem do dinheiro que arrecadam com o turismo durante o verão, e o que dever ser bastante para aguentar o rígido frio do inverno. Tudo estava tranquilo pelas calmas águas de Amity até que um tubarão branco assassino - e esse era assassino mesmo, violento - fez daquelas pacatas águas o seu ninho de morte, o seu açougue particular... MEU DEUS!!!...

Apesar do título ser "Tubarão" a personagem principal é a cidade. As mandíbulas do tubarão são apenas um pretexto para  movimentar a cadeia política local. Isso mesmo. Várias personalidades locais começam a mover seus pauzinhos a fim de atender os seus interesses: o delegado tentando fechar as praias e os comerciantes tentando mantê-las abertas para arrecadar dinheiro. Tanto é que o tubarão fica um tempão sem aparecer, é até meio chato, demorado. Várias páginas do livro são utilizadas para dar foco ao drama pessoal do delegado Martin Brody, enquanto o tubarão fica de boa por ai...

donna rita - na sua estante - nas mandíbulas do tubarão

 Mas, para compensar, as últimas sessenta páginas dedicam-se, quase que exclusivamente, a peleja entre o tubarão e seus perseguidores. O ultimato. Brody, Matt Hopper e Quint, mergulham em uma épica caçada, uma vingança insana quase que nos moldes do clássico Moby Dicky. 

A peleja no livro é boa, mas Spielberg levou a um outro nível quando decidiu produzir o filme. No block buster é tudo muito mais sofrido, não há tempo para respirar, nem muito mesmo espaço para descanso, e a forma como o tubarão morre é muito mais épica, mas cheia de ação. Já no livro o tubarão morre de uma maneira muito mais crível, menos heroica, muito menos cinematográfica. Não é ruim, mas também não tão bom. Spielberg acertou a mão na hora de transpor o final do livro para o filme

Leia o livro e assista ao filme, fica a dica...

E a Dark Side está novamente de parabéns com sua edição comemorativa. Essa editora está cada vez mais ganhando o meu respeito, parabéns. Uma edição barata e de alta qualidade. O único ponto negativo, ma minha humilde opinião de merda,  seria a guarda capa. O negócio é meio enrolado, mas nada que um clips não resolva.

Concluindo... 

Tubarão é um livrão para você ter aí na suas estante. Algumas pessoas ficaram um pouco desanimadas pelo espaço ocupado pelo tubarão nas páginas, é fato que ele não aparece tanto. Mas como eu disse, ele é apenas uma desculpa para dar um chacoalhão na pacata cidade e tocar a trama para frente.

É só ter um pouco de paciência quando o livro se prender um pouco mais nas tramas da cidade que você será recompensado no final. O livro é bom demais, dá uma chance para ele.

donna rita - na sua estante - nas mandíbulas do tubarão

Bom, esse foi o na sua estante dessa semana...

Esse post não foi patrocinado, mas caso você queira adquirir o livro compre pelo link do Donna Rita e garanta algumas horas de entretenimento...

Um abraço, um bjo e um queijo...


9 de dez de 2015

Ateliê Donna Rita: Mercadinho Artesanal...


Galerinha...

Dia 28/11 e 29/11, São José dos Campos foi mais uma vez palco da versão natalina do espetacular "Mercadinho Artesanal". O ateliê Donna Rita marcou presença mais uma vez, e conferiu o que de melhor havia...

Você não foi?

Confere aí o quanto o evento foi supimpa, e esteja você convidado para o próximo...



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Um abraço, um bjo e um queijo...

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