28 de set de 2015

Conversa de café: Interestellar, buracos negros e Nolan

Conversa de café: Interestellar, buracos negros e Nolan...

 Spoilers...

Queridos amigos. Vocês que acompanham minha peregrinação pela internet sabem bem que tenho "problemas". E um dos meus maiores, até então, era não ter visto o incrível "Interestellar". E digo logo de cara: O tal do "Nolan" tem uma mão certa para fazer filmes excelentes, acertou de novo.

Hoje resolvi divagar sobre um filme bom, para tirar o gosto de café ruim da semana passada. Confere aí "A entidade II".

Assisti "Interestellar", me perdi pelo espaço, mergulhei de cabeça no buraco negro junto com "MacConaughey" e não sai até agora. E dessa vez não tinha nenhum "peão" para atestar a minha sanidade. Simplesmente me perdi em meu pensamento durante algum tempo. Não consigo afirmar precisamente quanto tempo, pois estive muito próximo do buraco negro e a relatividade fudeu complicou minha vida.

Não pretendo me estender muito, por isso abordarei somente quatro pontos: o futuro distópico, o buraco negro, a quinta dimensão e o ato final.

Então, vamos lá...

Conversa de café: Interestellar, buracos negros e Nolan...

Futuro distópico...

A primeira coisa que me fascinou no filme foi o modo como o mundo está perto do fim. Depois de tanto "sambar" na cara do planeta, a humanidade tem seus dias contados graças a um fenômeno natural. Uma praga reduziu a humanidade a pequenos postos agrícolas. O pior, o único cultivo que restou foi o milho. O legal disso é pensar que de alguma maneira a própria natureza está chutando o traseiro da humanidade para fora do planeta. Talvez seja o futuro distópico mais plausível de todos. Talvez isso realmente aconteça.

Moral da história: a natureza surtou e a humanidade se recolheu em sua própria insignificância. Tanto é que o grande plano de salvação da humanidade é a fuga para outro planeta, um novo lar.

Aliás, esse é outro ponto forte do filme - pelo menos em minha humilde opinião. A humanidade é reduzida a nada perante a grandeza do universo. Gosto de acreditar nisso. Tudo é retratado numa escala colossal, menos o homem.

Conversa de café: Interestellar, buracos negros e Nolan...

O buraco negro e a relatividade do tempo...

E assim os bravos astronautas começam sua odisseia pelo espaço em busca de um novo mundo, enquanto eu ainda estava perdido por aí em qualquer canto do universo. Foram necessárias algumas sessões eu até eu realmente achar que captei alguma coisa. Fiquei chocado quando entrou em cena a questão da relatividade do tempo.

Ainda tenho um pouco de dificuldade para entender que o tempo não é algo uniforme, constante. É um pouco complexo para minha cabeça.

No planeta "Miller´s", próximo a "Gargantua", acontece o fenômeno da relatividade do tempo - infelizmente o meu conhecimento de merda parco me impede de aprofundar um pouco mais na teoria. Porcamente falando, cada hora no planeta significava sete anos na terra. Tem alguma coisa a ver com a ação da gravidade na dilatação do tempo. E que buraco negro bonito, diga-se de passagem. Dei uma pesquisada na internet e descobri que o buraco negro foi retratado da maneira mais fiel possível, de acordo com as teorias mais novas. Seria tudo aquilo mesmo, impressionante.

A gravidade do buraco volta a ser utilizada quando a "Endurance" - quase sem combustível - pega o impulso fornecido pela força gravitacional do "Gargantua" para chegar ao planeta "Edmund´s". Só nessa brincadeira foram 50 anos perdidos, somando os 23 anos do planeta "Miller´s", tem-se o total de 73 anos só nessa brincadeira. Seria o suficiente para perder toda uma vida na Terra.

Que coisa de louco.

A quinta dimensão... 

Minha cabeça explodiu nesse ponto. Dentro do buraco negro há uma quinta dimensão retratada como o quarto da pequena "Murphy". Cooper descobre que "eles" na verdade são seres humanos do futuro que de alguma forma evoluíram a ponto de dominar a quinta dimensão. e assim se comunicam através da força gravitacional com o "tempo" do filme.

CHUPA TSOUKALOS! NÃO ERAM OS ALIENÍGENAS....

Parece forçado, mas não é, têm alguns estudos que caminham nessa direção. "Eles" levaram Cooper até aquele momento para transferir para sua filha - no tempo presente do filme - as informações necessárias, que só poderiam ser retiradas de dentro de um buraco negro,  para completar a equação gravitacional.

SENSACIONAL...Não sei se isso seria possível, mas agora prefiro acreditar que sim. E toda essa teoria fez o filme permanecer ainda vivo em minha cabeça.

Conversa de café: Interestellar, buracos negros e Nolan...

O ato final...

Ouvi algumas reclamações pela internet acerca do final. Até entendo que seria bacana se ele morresse como um mártir dentro do buraco negro, mas eu gostei do que vi. O encontro com filha no leito de morte foi super bacana. Quase 80 anos passaram desde o início, por não conseguir imaginar como seria um encontro entre duas pessoas depois de tanto tempo, resolvi aceitar esse final. Foi emocionante o bastante. Na minha opinião não é necessário um "drama mexicano" para deixar uma cena mais tocante, somente o encontro entre os olhares e o rolar de algumas lágrimas são necessárias para construir uma boa cena de drama.

E o final foi condizente com o filme. Cooper era uma pessoa que não se encaixava naquele "mundinho" de fazendeiro, por isso arriscou tudo na odisseia espacial. E no final ele se viu novamente preso naquele mesmo "mundinho", uma reprodução do que era a sua vida na terra. Movido por essa força invisível que o deixava inquieto, decidiu partir novamente em uma jornada. Fechou certinho o ciclo, combinou com todo o resto. 

Garotos e garotas. Essas foram as minhas meras opiniões acerca dessa excelente película, sintam-se a vontade para discordar...

Esse foi mais um post do Sr.Marido que escreveu e saiu correndo para o quarto tentar se comunicar com os seres da quinta dimensão...

Bjss, abraçoss e aperto de mão.

OBS* Esse não foi um post publicitário, mas se você se interessou pelo filme compre através dos links abaixo e nos ajude a comprar o leite dos pobres felinos dessa casa... 

Interestellar - Bluray 
Interestellar - DVD


23 de set de 2015

7ª edição do Mercadinho Artesanal: a primavera chegou!!!


Ahhh como eu adoro o mês de setembro! Muitas coisas boas acontecem neste mês: a primavera chega, tudo fica mais cheio de cor e ensolarado... Tem aniversário de namoro te amo Sr. Marido, tem aniversário do blog, da loja, do ateliê... enfim, tem muita coisa boa para comemorar!

E para começar bem, como eu já contei para você AQUI, nós participamos do Mercadinho Artesanal, edição de Primavera, no sábado dia 12.
Confesso que o tempo não estava muito primaveril, estava uma chuvinha e frio, um dia cinza daqueles. Mas lá dentro do Tênis Clube de São José dos Campos o clima era outro: muita cor, alegria, gente alto-astral e a companhia de muitos criativos apresentando o seu trabalho manual a um público muito acolhedor.

Desta vez não fizemos muitas fotos, mas temos um vídeo meia-boca para compartilhar com vocês. O Sr. Marido fez milagres na edição porque a filmagem tava bem ruim e dá para ter ideia do clima delicioso que vivenciamos por lá. Assiste aí e me diz o que achou.


Não aparecem todos os expositores, mas você pode conferir quem participou aqui na página do Mercadinho no Facebook e ver as lindezas desse povo criativo "dimeudeus"!!!

Para compensar a falta de imagens desta edição, dá uma olhada nas fotos da edição passada.

E se gostou do que viu, aproveita e já anote aí na sua agenda, a próxima edição será a de Natal - pra você poder escolher os mimos mais fofos para presentear a quem você ama - e acontecerá nos dias 28 e 29 de novembro!

Na foto de abertura estão as minhas comprinhas: mini abajur da Me Bajule, tic-tac com flor de crochê da Scolastika's, porta adoçantes (que virou porta cartão) da Luciana Nathan e sabonete da Baths.

Beijitos pra você! 

18 de set de 2015

Conversa de café: "A entidade II". Por que faço isso comigo?


 Este post contem spoilers, para o seu próprio bem...

Tem dias em que me pergunto porque faço essas coisas comigo mesmo...

Essa semana estava um pouco tranquila e decidi levar a patroa ao cinema. Um cineminha às vezes pode ser uma boa pedida, mas nem sempre. Em uma rápida pesquisada pela internet vi que "A entidade II" estava em cartaz. Lembrei que tinha gostado muito do primeiro filme, aquele com o Ethan Hawke - ator de alta qualidade, diga-se de passagem.

No primeiro, Hawke interpretou um escritor que levou sua família para morar em uma casa onde houve um assassinato. Eu, particularmente, jamais faria isso. Mas, ele estava em busca de ideias para seu próximo romance policial. Tentava superar aquele famoso "bloqueio" criativo.

No decorrer do filme, o escritor e sua família encontram-se em meio a uma "treta" com uma divindade pagã da antiguidade. Muito parecida com Michael Jackson. Essa entidade obrigava as crianças a fazerem um pequeno "curta" matando seus familiares. Essas cenas foram extremamente assustadoras - principalmente a trilha sonora - de arrepiar os cabelos do ânus.

O filme teve de tudo, ação, susto, horror. E terminou de uma maneira que me pareceu, na época, não dar brecha para uma continuação. Todos os pontos foram fechados certinhos, um enredo bem redondinho.

Mas, o que o primeiro teve de bom o segundo teve de ruim. Infelizmente, torci muito para que fosse bom. Paguei R$7,50 e achei caro demais. Valeu somente pela pipoca.

Saudades do Ethan Hawke....

"A entidade II" trouxe James Ransone no papel do policial, o mesmo do filme anterior que auxilia Hawke nas investigações. Agora totalmente depressivo em uma missão de redenção pelo o que aconteceu no anterior. Até aí tudo bacana, interessante diria eu. Gostei desse ator, acho que foi a única coisa que pôde ser salva no filme. Não sei se você concorda, mas ele tem um estilo meio Bruce Campbell (Evil Dead).

Até aparecer a "família da vez" o filme parecia bom, mas daí pra frente é uma merda inacreditável.  Um roteiro onde nada funciona, todo remendado da pior maneira possível.

Nos momentos em que não dormi, acompanhei o "drama" - olha a merda, quem teve a ideia de jogar um drama no melhor estilo "casos de família" no meio do roteiro? Uma mãe que fugiu, com os filhos, de um marido agressivo e foi parar na casa onde ocorreram os assassinatos finais do filme anterior. 

Romance pra lá, romance pra cá, um pouco de porradaria e o capiroto, com um grupo de crianças fantasmas extremamente babaca, atentando os filhos da nobre camponesa que vai todo dia ao bosque recolher lenha. Acho que é possível resumir dessa maneira esse enredo fecal. Desculpe, mas devo ter perdido um pedaço da história entre um cochilo e outro.

Próximo ao final houve uma tentativa de "plot twist", bem pobre, em que você descobre que o garoto - candidato a assassino da família - na verdade é o outro irmão. Os espíritos estavam fazendo um "joguete". Mas foi feito de uma maneira que foi tão ruim, que tudo pareceu forçado, difícil de engolir. O irmão mais novo despirocou e decidiu que ia matar toda a família, sem mais nem menos. UI, quanta maldade. Nem os "curtas"  foram legais dessa vez.

No fim das contas, o único que morreu foi o pai das crianças - isso por que ele era mau. O bandidão teve de ser punido para a alegria do povão, aquele velho clichê. É chamar o telespectador de idiota.

Coloquei essa foto porque achei os dois meio parecidos. Talvez seja por isso que gostei de James Ransone
Bom, essa foi a postagem cheia de amargura de hoje e faça um bem para si mesmo: Não vá ao cinema para assistir essa porcaria. Fique em casa, procure o primeiro filme na NetFlix e seja feliz...

Esse foi mais um post do Sr.Marido que escreveu e saiu correndo preparar um misto quente bem gostoso...

Bjosss, abraços e aperto de mão....

17 de set de 2015

Agenda de aulas de setembro

Rélou pipol!!!

A postagem de hoje é apenas um informativo, minha agenda de aulas de setembro.
Como eu já havia contado pra você em agosto aqui neste post, eu estou dando aulas de encadernação e cartonagem em parceria com a Gana Presentes, que fica e São Paulo bem pertinho do metrô Paraíso. Então se você quer aprender um pouco destas duas técnicas, dá uma olhada no que rola neste mês.




Se precisar de maiores informações pode entrar em contato diretamente com o pessoal da Gana através do telefone (11) 3051-2483 ou se preferir, pode falar comigo através do email donnarita.artesemimos@gmail.com

E se você tem um pedido especial daquela costura artesanal que você adora ou de uma peça de cartonagem que você sempre quis fazer, me conta! Quem sabe não rola um projeto especial para você?

Conto com você!

Beijitos

14 de set de 2015

Conversa de café: Filmes ou jogos?

donna rita - conversa de café - filmes ou jogos

Hoje tirei o dia para jogar o meu antigo "Metal Gear III: Snake Eater" - o nome pode parecer suspeito e causar um certo frio na espinha de Bolsonaro e para quem não conhece a franquia, mas garanto que não é nada demais. Que jogo excelente!. Lindo e com uma história de espionagem muito bem bolada em plena guerra fria. O melhor da franquia diga-se de passagem.

Algumas pessoas detestam, afirmando que passam mais tempo assistindo do que jogando, e eu digo que é verdade. E a jogabilidade não é das melhores, diria que é um "sacrifício"  do jogo para contar a história.

Logo depois de terminar a minha sessão matutina, fiz uma nota mental. Pensei nos jogos em outros jogos que  me cativam pela história.

O que todos têm em comum são as histórias são sempre excelentes, mas jogabilidade nem sempre é a melhor, e as vezes passa longe disso. Porém, todos se qualificam pelos enredos cinematográficos. Dignos dos melhores filmes de Holywood. Vai dizer que GTA V não tem um enredo de ação melhor do que muito blockbuster?

Aí vem o grande questionamento. Ao qual me propus quando decidi escrever esta humilde postagem: Um jogo pode contar um história melhor que um filme? Polêmica. Momento José Luis Datena aqui nesse humilde blog.

Na minha humilde opinião fecal, sim. Em grande parte das vezes.

Principalmente por causa do fator interação. O jogo consegue ser mais interativo e por isso é muito mais fácil comprar a ideia do "mundinho", é mais fácil mergulhar de cabeça no enredo e por lá se perder durante horas.

Por exemplo, o novo game "Until Dawn" seria um filme muito ruim, digno daqueles filmes de jovens irresponsáveis que se isolam em uma cabana em um lugar terrível, onde ninguém jamais estaria. Bem aqueles enlatados ao melhor estilo Syfy.  Mas, é um excelente game por causa da interação. O jogador é transportado para dentro do game, onde cada escolha tem um efeito diferente, o famoso efeito borboleta.

Conseguiu pegar a ideia? Um filme que seria ruim, "b" no mínimo, se transformou em um jogo muito bom.

donna rita - conversa de café - filmes ou jogos

Outro jogo que vale mais do que muito filme por aí é Silent Hill II, e nesse caso cabe até uma comparação. O filme mistura um pouco a história do primeiro o do segundo jogo da franquia, e consegue ser bom. Para ser honesto, uma das melhores adaptações de jogos para o cinema. Só não consegue ser melhor que a adaptação de Super Mario nos anos 90.... Sacanagem, o filme do Bob Hoskins consegue ser uma merda sem limites...

Silent Hill II consegue ter um enredo infinitamente melhor, denso, pesado, cheio de questões extremamente adultas, o que só seria possível nos games. Só o fato de ele ser assombrado pelo espírito da esposa que ele matou por não aguentar mais conviver com a doença degenerativa dela. O jogador passa grande parte do jogo vivendo com esse sentimento de raiva e empatia por James Sunderland. Joga lá, é só ter um pouco de paciência com os gráficos e a jogabilidade.

Putz, é maduro e corajoso demais para colocar em um enlatado hollywodyano. O filme não trás metade desse peso, talvez se trouxesse não faria o mesmo sucesso. Sabe como é.

Sem falar da crise de criatividade do cinema, onde há muito remake ruim espalhado para todo o lado é só dar uma olhadinha no novo "Vingador do Futuro", ou até mesmo o "Robocop" do Padilha.

Ou seja, em algumas vezes jogar um bom game pode ser mais recompensador do que assistir algum filme. Apesar de a indústria de games ainda estar longe de reproduzir a experiência de ir ao cinema. E video game não é apenas "coisa de criança" como dizem por aí, às vezes está bem longe disso.

Bjss, abraços, e aperto de mão....

Esse foi mais um post do Sr.Marido que escreveu e saiu correndo decidir sobre o futuro de alguns jovens incautos...

OBS* A intenção desse post é apenas de abrir um discussão. Participe, mande sua opinião.

OBS** Esse não é um post patrocinado, mas se você se interessou pelos jogos compre clicando no nome dos jogos e ajude a comprar o leitinho dos gatos dessa casa... rrsr

Metal Gear Solid: The Legacy Collection  PS3

Silent Hill HD Collection  PS3

Silent Hill HD Colletion Xbox 360

7 de set de 2015

Ateliê Donna Rita: Livro do bebê


Eita....

A ressaca pós BEDA foi forte, por isso hoje a postagem vai ser em forma de vídeo.

Depois de algum tempo, decidimos fazer um vídeo de divulgação de nossos produtos. Prometemos que não vai ser sempre, pra não ficar muito chato.

Já falamos do "livro do bebê" antes. Mas, sabe como é...

Acompanhe o processo de confecção e apaixone-se por ele. 

O livro está disponível na loja virtual, confira: http://www.lojadonnarita.com.br

Se precisar de mais informações, nos mande um e-mail:donnarita.artesemimos@gmail.com


Se você quiser saber mais acompanhe o post sobre o livro do bebê que rolou em agosto, em pleno BEDA. Se perdeu as postagens de agosto, não deixe de acompanhar o que aconteceu.

Esse foi mais post, esperamos que tenham gostado...

Bjsss, abraçoss, e aperto de mão...

SEGUE A TIA:
Facebook: http://www.facebook.com/ateliedonnarita
Instagram: http://www.instagram.com/ateliedonnarita
Loja Virtual: http://www.lojadonnarita.com.br

4 de set de 2015

Save the Date: Mercadinho Artesanal e o valor do trabalho artesanal

Valorização do artesanato e mercadinho artesanal

Em outubro do ano passado, na verdade um pouco antes de outubro, Sr. Marido e eu decidimos que era um bom momento para colocarmos o Donna Rita na estrada e nos aventurar a participar de bazares e feiras por este mundo estado afora! 
Nossa primeira experiência foi na 1ª edição do Bazar Fora de Série e desde então nos apaixonamos por essa "loucura".

Logo após a nossa primeira participação, recebemos um convite para participar da 4ª edição do Mercadinho Artesanal em São José dos Campos. Aceitamos e desde então surgiu uma história de amor entre o Donna Rita e o Mercadinho! Logo mais continuo falando sobre esse romance...

Estamos passando por um cenário de mudanças no mercado artesanal. Estamos vivendo um momento de valorização deste trabalho. O fazer artesanal criativo vem ganhando espaço, visibilidade e juntando pessoas que têm em comum, além do artesanato, uma visão de que em seu negócio criativo existem oportunidades incríveis de mudar um pouquinho do mundo ao redor.
O que era visto como "terapia para donas de casa entediadas", passou a ser visto com olhos menos enviesados e como uma alternativa aos produtos massificados e sem significado.
Um produto artesanal carrega com ele o carinho e o cuidado de alguém em cada etapa de sua produção. Mesmo que sejam feitas várias peças, cada uma delas é única, têm uma história consigo e carrega um pouquinho da alma e do coração de seu criador. 

E o objetivo do Mercadinho Artesanal é agregar esses criativos e levar ao público trabalhos artesanais que se diferenciam pela qualidade. As mocinhas que organizam o evento, a Gabi e a Carol - que são as carinhas bonitas por trás da marca Modos de Mocinha - fazem uma seleção apurada dos lojistas que estarão presentes, primando pela diversidade e procurando trazer o que existe de melhor do mundo handmade para o povo de São José dos Campos e região. 

Valorização do artesanato e mercadinho artesanal

Valorização do artesanato e mercadinho artesanal

Neste ano de 2015, nós já participamos da 6ª edição, que teve como tema Festa Junina e vamos estar presentes na 7ª, que acontecerá no dia 12 de setembro, dando boas vindas a Primavera que está chegando.

Valorização do artesanato e mercadinho artesanal

Eu sei que sou suspeita para falar, mas vou dizer mesmo assim: é muito bom participar desse evento! O clima é sempre muito bom. Um lugar alegre, cheio de cor, gente feliz e satisfeita de estar ali. Sério, eu amo muito mesmo!

E o melhor de tudo, tem muita comidinha gostosa!!! Gente, é uma perdição. E nesta edição o espaço do Tênis Clube vai estar dividido em dois andares: o de cima para as suas comprinhas e o de baixo para saciar sua fominha! Para provar o que eu estou dizendo, seguem algumas fotos das delícias que estarão nos esperando lá.





Então se você quer se (re)conectar com a beleza, o encanto, a alegria e o amor contido nas peças artesanais, quer participar da valorização do trabalho do pequeno empreendedor e consumir de forma mais consciente e sustentável, o Mercadinho Artesanal (ou o evento cheio de amor como esse que ocorre na sua cidade ou região) é o lugar para tudo isso e um pouco mais!

Então separe um pedacinho do seu dia 12 de setembro e venha passar momentos incríveis com a gente. Conto com você!

Para ver mais algumas lindezas e gostosuras dos expositores que estarão por lá clique AQUI e veja algumas fotos. Você também pode confirmar sua presença no evento AQUI e concorrer a vale-compras!!! eu já confirmei a minha, quero ganhar

Segue o serviço:

Valorização do artesanato e mercadinho artesanal

Beijitos!  

2 de set de 2015

Crônicas Saxônicas, Cornwell e Parede de Escudos

donna rita - crônicas saxônicas - cornwell - parede de escudos

Eu e minhas paixões literárias...

Acabei de ler recentemente o "Último Reino" - livro um das crônicas saxônicas - de Bernard Cornwell, e me apaixonei... Cornwell é um profundo estudioso da história anglo saxã. Seus romances são todos elaborados em cima de fontes históricas, por isso suas obras são consideradas "romances históricos". Como autor, e em seu pleno direito, ele brinca com fatos reais. "Crônicas Saxônicas" traz a história de "Alfredo, o Grande", o único rei da Inglaterra a receber tal título.

Talvez seja esse o motivo de eu ser tão fascinado pelas suas obras. Sou apaixonado por esse estilo de literatura.

Toda a sua obra é muito linda, maravilhosa, mas por hoje irei falar somente das famosas "paredes de escudos". Mais para frente eu tiro um tempinho para falar do livro, da história em si. 

Mas, afinal de contas, o que é uma "parede de escudos"?

donna rita - crônicas saxônicas - cornwell - parede de escudos

Essa é uma formação militar muito comum durante a antiguidade e idade média. Cada cultura tinha uma modificação, um requinte diferente ao fazer, mas basicamente todos faziam a mesma coisa. A formação consistia em colocar os soldados ombro a ombro, onde a mão do escudo era responsável por proteger o homem da esquerda. Ou seja, cada homem deveria contar com a ajuda do vizinho. A "parede de escudos" funcionava como um organismo único, era uma guerra coletiva. Os romanos aprimoraram essa técnica e criaram o famoso "casco de tartaruga", uma horda impenetrável responsável por distribuir várias piabas em seus adversários. Na hora do impacto, uma parede tentava romper a outra. Romper a linha da frente significava um "abraço", as chances de derrota eram enormes. Lição número um: Nunca rompe sua parede.

Logo após o rompimento da primeira linha ocorria o combate corpo a corpo. Um "oba a oba" geral, uma micareta de espadas e escudos.

As paredes rivais eram colocadas frente a frente, e começava todo um ritual - que diria no mínimo inusitado. Os druídas - digo isso me referindo as culturas pagãs que dominaram a Inglaterra antes do cristianismo - tomavam a frente começavam a praguejar contra a parede adversária. Além dos xingamentos, bolsas de urina e excrementos eram arremessados contra os inimigos. Tudo isso era uma forma de romper a estabilidade da parede adversária, uma forma de romper a primeira linha.

Algumas paredes chegavam a embriagar alguns indivíduos, que corriam nus para provocar seus adversários. Tudo isso constituía o ritual antes da batalha.

Algumas peculiaridades ainda podem ser notadas. Como por exemplo o fato de colocarem guerreiros inexperientes  - mesclados com os mais antigos - na primeira fila da parede. Era uma forma de "desvirginá-los". Afinal de contas, um homem não poderia ser considerado um homem sem antes passar pela sua primeira parede de escudos. 

A parede era um modo muito efetivo de fazer a guerra. Peculiar e mortal, ainda mais nas mãos de espartanos, romanos, vikings, etc...

donna rita - crônicas saxônicas - cornwell - parede de escudos

Conforme o avanço tecnológico implementado nas batalhas, a "parede de escudos" deixou de ser utilizada. Ela foi aos poucos sendo substituída pela formação de "quadrado" na Idade Média , e depois pela formação de "colunas" nas guerras do século XVIII. 

Bem, essa foi uma pitadinha histórica aqui no Donna Rita. Espero que tenha gostado..

Abraços, bjss e aperto de mão...

Até a próxima..

Essa foi mais um post do Sr.Marido que escreveu e saiu correndo para polir o seu escudo de carvalho...

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