23 de mar de 2015

Beatles: Da brilhantina à contracultura...

Queridos amigos e amigas do Donna Rita... 

Hoje eu saí do conforto de minha cama para dividir com o mundo um pouco do meu conhecimento de merda. Em tempos tão conturbados politicamente como esses, decidi escrever sobre música. Oras, todos gostam de música, porque não falar sobre? Hoje é dia de YEH YEH YEH!!! Resolvi sacudir as cadeiras e agitar um pouco as coisas por aqui. Sentem-se, fiquem à vontade e esperem por uma dose fantástica de Beatles. OBS* Não falarei da polêmica ao redor da Yoko...

Isso mesmo meus queridos, resolvi escrever um pouco sobre os jovens de Liverpool... 

Muito amor e brilhantina... 
Em 1958 quatro jovens se reuniram para fazer um som e mudaram a história da música, e por que não da cultura mundial? Tudo bem que no começo eram bem almofadinhas, todos exibindo suas carinhas de bons moços, seus terninhos passados pela mamãe, diante das histéricas plateias. Os homens morrendo de inveja e as mulheres se descabelando.

Eu, no auge da minha ignorância, poderia muito bem falar mais sobre esse período que chamo de “fase almofadinha”, ou ainda "molha calcinha" da banda, mas aí seria uma discussão muito rasa – um desperdício, segundo meu sogro. 

Então, vamos abrir nossas mentes, inspirar e mergulhar no fundo da fase mais revolucionária dessa banda. Ou melhor, vamos falar da fase quando não havia mais banda. 

donna rita - beatles - musica

Barbinhas, madeixas e atitude...
Já no período final (1966-1969) houve um amadurecimento em que os simpáticos jovens de Liverpool inclinaram um pouco para o lado político.Isso se refletiu na música também, deixaram as baladinhas românticas e adotaram arranjos muito mais complexos.

Os Beatles se destacaram por seu papel na contracultura, e assim seria mais profundamente na década de 70 mudando, o cenário musical e cultural do mundo. Por isso, os considero melhores músicos de todos os tempos. É preciso ser muito bom para sofrer essa metamorfose turbulenta e ainda conservar a qualidade. Muitos fazem boas músicas, mas poucos têm a coragem de participar tão ativamente no cenário político e cultural.

Essa é a fase em que deixaram de ser parecidos, e os traços de personalidade começaram a saltar à vista. Um perfil breve de cada um:

Paul McCartney: Na minha opinião fecal, era o mais músico de todos. O mais estudado, e também o que corria para o viés mais romântico da banda. 

John Lennon: Esse era o mais revoltadinho de todos, até mesmo pelo seu histórico de vida. Esse garoto pregava a luta social e até mesmo a criação de uma sociedade alternativa. Entenda como uma sociedade não alinhada aos modos capitalistas e nem a prática do comunismo. Isso é bem claro em seus trabalhos solos.

George Harrison: Depois de muito tempo de conversas de boteco me convenci que esse é o melhor beatle. Aliás, foi o de carreira mais significativa após o término da banda – é só dar uma olhadinha no álbum “All the things must pass”, aquele que ele está disfarçado de gnomo na capa – genial. Ele foi o responsável por toda a espiritualidade da banda e o contato com a cultura oriental. Além de ser o mais carismático de todos.

Ringo Starr: Bem...Esse não era nem mesmo o melhor baterista entre os Beatles, segundo Jhon. Mas, devia ser um cara muito gente boa. 

Na década de 70 deixaram as madeixas e as barbinhas crescerem. Tomaram diversas atitudes que os consagrariam até hoje. Pensa bem, se eles continuassem naquela fase “please, please me” não teriam sido assim tão diferenciados, únicos. Seria uma banda comum, sem tons de genialidade. É triste ver que hoje quase ninguém mais se destaca no cenário musical pela crítica e pela aspereza das letras. Hoje é tudo muito plástico, muito monossilábico...Olhando para alguns músicos digo que vivemos em tempos de merda medíocres.

donna rita - beatles - musica

Aqui vai um exemplo de alguns álbuns que eu considero fundamentais para quem deseja conhecer mais sobre esse período áureo:
_Revolver, 1966 
_White álbum, 1968 
_Abbey Road, 1969 
_Le it be, 1970 
_The Concert For Bangladesh, 1971 
_All Things Must Pass, 1970 
_Imagine (1971) 

Contracultura...
Contracultura: Toda manifestação que se coloca contra a cultura oficial imposta por um estado, contra todos os valores que são ditados de cima para baixo.

É lógico que nossos queridos amigos não inventaram o movimento, mas sim usaram de suas popularidades - já que eram mais populares que Cristo - para espalhar esse ideias de pacifismo, anti-imperialismo e até mesmo questões ambientais pelo mundo. Inclusive o Brasil embarcou nessa. Imerso em uma ditadura militar viu surgir aqueles que contestavam a “ordem”, em nome da liberdade e democracia. Esses muitas vezes tinham os Beatles como referência. 

Por fim, essa minha opinião de merda sobre a banda icônica que passou por esta terra, fique à vontade para discordar, mas sempre escutando boa música. 

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George e seus duendes...
Obrigado, queridos amigos. Fico aqui deixando vocês por aí. Esse foi mais um post do Sr.Marido que escreveu e saiu correndo preparar uma sobremesa para o jantar...

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