26 de jan de 2015

Eldritch Horror e o indescritível mundo dos board games modernos...

Bem vindos, queridos amigos amantes do artesanato, da boa vida, e de board games. Por que não? 

Hoje pretendo aqui compartilhar com vocês minha experiência em board games, os famosos jogos de tabuleiros. No decorrer das postagens irei falar mais especificamente sobre cada um desses novos jogos. Minha experiência ainda é um pouco rasa, limitada pelo meu potencial financeiro. Ou seja, não tenho tantos jogos de tabuleiro quanto gostaria, ser pobre é foda triste. Mas um dia quem sabe eu deixe de ser esse pobre miserável. A reposta mais provável para esse enigma é: “Quem sabe”.

Nessas minhas andanças pela internet, mais precisamente pelos cantos escuros da podosfera brasileira, conheci o maravilhoso mundo dos jogos de tabuleiros modernos. Eu ainda me encontrava naquela velha situação de jogar War, Banco Imobiliário, e até mesmo dominó com o meu sogro e me sentir o máximo. Vale aqui uma menção honrosa ao Hero Quest, eu e meus amigos perdemos algumas tardes com esse jogo. Até que em uma sexta-feira uma luz entrou pela minha janela, bateu diretamente em meus olhos, me deixando cego por alguns segundos, e finalmente descobri que existiam jogos de tabuleiros mais complexos, e muito mais interessantes. Jogos mothafockers.

E o melhor, descobri jogos de tabuleiros que envolvem um universo inteiro de fantasia e horror. Confesso ser um pobre coitado, fã de filmes – RUINS, diga-se de passagem – de horror e suspense. Não sei muito bem ao certo, mas esses filmes “b” me fascinam. Logo que descobri a existência de um jogo de terror, fiquei extasiado, louco, maluco demais, inominável. Caí do alto de minha cadeira, precisava comprar todos... 

Hero Quest, a nostalgia bate forte...

Zombicide e tantos outros... 

Comecei com o fantástico Zombicide. Tudo bem que nem é muito horror, o jogo é muito mais galhofado, engraçaralho – você consegue perceber pelo naipe das personagens: tem a versão genérica do John Maclane, uma do Michael Douglas no dia de fúria, tem até mesmo um Rick paraguaio do "The walking dead" – excelente jogo. As missões colaboram bastante para a galhofação do game fazendo o jogador se sentir em um cenário de um dos filmes do George Romero (um velhinho maroto que dirigiu uns filmes bem legais de zumbis). 

Pois bem, reuni toda a cambada de amigos em casa, me diverti algumas horas jogando, mais morrendo do que matando zumbis. A vida é assim mesmo. Porém, foi na fatídica bienal do livro em um estande da Galápagos jogos, que encontrei o jogo que me foi prometido. O board game que tanto procurei e não sabia, que explodiu minha cabeça e esparramou meu cérebro fétido pelo chão.

Finalmente encontrei aquele board game que me foi destinado. Não havia sentido uma emoção forte dessas desde Silent Hill 2. O fantástico, maravilhoso, estupendo, fodão, complexo, mothafocker, macumbado: ELDRITCH HORROR...

Zombicide, o lado cômico do horror...

ELDRITCH HORROR e suas maldições...

Produzido nos States pela Fantasy Fly, distribuído no Brasil pela Galápagos jogos, e aqui no quintal de casa até agora ninguém distribuiu PORRA nenhuma nada. É um board game inspirado em uma versão lá dos EUA chamada Arkham Horror. A premissa do jogo é interessantíssima. Os personagens viajam pelo mundo, solucionando mistérios e fechando portais para impedir a vinda dos Anciões. Pra quem não conhece, os anciões são entidades milenares extraterrenas que hoje se encontram em um estado de profundo torpor - foram apresentados por diversas vezes no mundo insano de H. P. Lovecraft. Aliás, o jogo inteiro é baseado nas obras desse mestre do horror. Fica aqui a recomendação de leitura do excelentíssimo “Nas montanhas da loucura”, não vai se arrepender. 

Durante as viagens pelo mundo as personagens se deparam com artefatos desconhecidos, muitas vezes são obrigados a pactuar com criaturas estranhas em troca de poder. Acontece quase sempre de um personagem ser amaldiçoado, e alguns outros podem terminar loucos. Existe uma gama de possibilidades e circunstâncias que torna o jogo surpreendente, dinâmico e macabro... 

A mecânica do jogo é muita parecida com RPG, onde as personagens, cada um com suas especificidades, possuem atributos que são testados no decorrer do jogo. E quando digo que os personagens são diferentes é porque são realmente muito diferentes uns dos outros. Isso obriga o grupo a escolher os mais diferentes perfis a fim de traçar as mais diferentes estratégias. Lembrando que é um jogo cooperativo, onde você precisa pensar pra caralho bastante... 

Oras…… você precisa do burucutu tanto quanto daquele vidente que é capaz de solucionar mais facilmente os mistérios, assim como você precisa daquela pessoa que é capaz de esconjurar monstros, e do outro fulaninho capaz de conjurar poderosos feitiços. Ou seja, todos possuem uma relativa importância e um background fortíssimo. Exemplo: Tem um soldado inglês da primeira guerra que viu a esposa ser assassinada por uma criatura inominável, talvez a mesma que ele tenha encontrado em uma trincheira durante a grande guerra. E agora ele vaga pelo mundo procurando rumores sobre a tal entidade. Assim como em muitas mesas de RPG o jogo é cooperativo, onde os jogadores devem se juntar para impedir a chegada dos anciões e o consequente fim do mundo...

Impeça a vinda do Cthulhu, mas cuidado para não ficar lóki...

Veredito... 

Eldritch Horror é excelente para aqueles que gostam de jogos de tabuleiros e procuram algo diferente. E de quebra você não vai correr o risco de estragar seu relacionamento devido a jogos competitivos, assim como o War que possui a capacidade de desmanchar romances e amizade. O único ponto negativo de tudo isso é o fator Brasil, o jogo é caro por causa dos malditos impostos de nossa querida terrinha. Infelizmente o jogo custa algumas picanhas... É uma ótima pedida se você procura por algo diferente...

Fica aqui a minha indicação. Quando sobrar um troquinho no mês não se arrependa, compra e divirta-se com seus amigos por horas desvendando os horrores, ou acabe ficando louco.

Esse foi mais um post do Sr. Marido que escreveu e saiu correndo dá na orelha do Cthulhu...

Comentário(s) pelo Facebook:

Postar um comentário

Parece clichê, nós sabemos, mas é a mais pura verdade: seu comentário é muito importante para nós! Então não se reprima e diga o que você pensa! Caso queira ter uma conversa mais longa, fique a vontade para nos enviar um e-mail. O endereço é esse aqui donnarita.artesemimos@gmail.com E lembre-se: sinta-se em casa!

© Donna Rita - 2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Donna Rita.
Programado por: Seis Mil Milhas.